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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Eduardo Bolsonaro pode ser preso? Entenda o que acontece com o ex-deputado após condenação no STF


Juristas apontam que Eduardo Bolsonaro ainda pode recorrer, mas deve ficar inelegível e enfrentar pedido de extradição


Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos | Crédito: Paola de Orte/Agência Brasil

Apesar da condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão no regime semi-aberto por coação no curso do processo sobre os golpistas de 8 de janeiro, o destino do ex-deputado Eduardo Bolsonaro ainda é incerto.

Para que a pena seja cumprida, ainda há o prazo para apresentação e julgamento de recursos até o trânsito em julgado, quando a pena pode começar a valer. A partir da análise dos recursos, que não mudam a condenação, o ex-deputado torna-se inelegível por oito anos.

No entanto, para que se cumpra a reclusão, será preciso fazer um pedido de extradição do Brasil, já que Eduardo está vivendo nos Estados Unidos. O pedido precisa ser analisado pelas autoridades internacionais, contando que há também a possibilidade de o filho do ex-presidente Bolsonaro tentar pedir asilo político ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Juristas ouvidos pelo Brasil de Fato detalharam tanto os trâmites como os obstáculos do cumprimento da pena de Eduardo Bolsonaro.

constitucionalista Pedro Serrano, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), explica que a condenação já está consolidada em seu mérito. Segundo ele, a defesa deve apresentar embargos de declaração, recurso utilizado para esclarecer eventuais omissões, contradições ou pontos obscuros da decisão. “A decisão foi unânime, então não cabe nenhum tipo de recurso que possa, como se fala no direito, incidir sobre a coisa julgada, ou seja, alterar o mérito da decisão”, afirmou.

Na mesma linha, o jurista Lenio Streck indica que o processo ainda precisa cumprir etapas formais antes do início da execução da pena. “Tem de esperar o trânsito em julgado. Cabe embargos de declaração. Leva ainda uns dois meses”, disse. A advogada Amanda Vitorino Melonio, integrante da Rede Feminista de Juristas (deFEMde), lembra que o próprio STF consolidou, em 2019, o entendimento de que o cumprimento da pena só deve começar após o esgotamento de todos os recursos. “É constitucional a regra do Código de Processo Penal que prevê o esgotamento de todas as possibilidades de recurso para o início do cumprimento da pena”, destacou.

A permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos também pode dificultar a execução da condenação. Segundo Serrano, “enquanto ele estiver lá, protegido pelo governo do Trump, a realidade é que não vai ter como executar essa pena no aspecto da restrição ao direito de liberdade dele”.

Melonio acrescenta que, fora do território nacional, alternativas como inclusão na lista da Interpol ou pedido de extradição dependeriam da cooperação internacional. Já Streck ressalta que “estando lá, o Brasil precisa pedir a extradição”, mas pondera que a situação pode se tornar mais complexa caso o ex-deputado obtenha asilo político.

Em nota após o resultado do julgamento, Eduardo Bolsonaro classificou a decisão como “sem pé nem cabeça” e mantém o discurso de exilado político.

“Tenho confiança na restauração da democracia brasileira com a vitória de Flávio Bolsonaro, que permitirá que as centenas de exilados possam, enfim, retornar à sua pátria.”

Apesar de a prisão ainda depender do encerramento do processo, os especialistas apontam que a condenação já tem forte impacto político. Serrano afirma que Eduardo Bolsonaro perderá o cargo efetivo que ocupava e ficará inelegível por oito anos. “Ele já vai estar sujeito a essas penas de perda do cargo e de inelegibilidade”, disse. Caso a pena venha a ser executada, o cumprimento inicial deverá ocorrer em regime semiaberto. “Pode trabalhar, mas tem de se recolher à noite”, explicou Streck.

Por: Luís Indriunas

Fonte: Brasil de Fato


Intercept Brasil


Eduardo Bolsonaro foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão e inelegibilidade por 8 anos por tentar interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por envolvimento com a trama golpista de 8 de Janeiro.



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BIZARRO: COMO UM BEBÊ CHORÃO, EDUARDO BOZO GRAVA VÍDEO EM INGLÊS PEDINDO AJUDA A TRUMP



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sábado, 31 de agosto de 2024

Ativistas da Ação Palestina serão julgados após desmantelar fábrica de armas Teledyne

 

Ativistas da PALESTINE ACTION que ocuparam uma fábrica de armas para interromper a produção de armas para Israel em Shipley devem ir a julgamento na segunda-feira


Palestine Action

Os quatro ativistas foram acusados ​​de danos criminais após serem vistos escalando e usando uma marreta para atingir o telhado da fábrica norte-americana Teledyne Defence and Space em 2 de abril.

A fábrica fabrica componentes para mísseis, eletrônicos, miras e munições para o exército israelense.

As operações foram paralisadas por causa da ação.

Dois em cada quatro ativistas foram presos posteriormente.

Um foi mantido por aproximadamente um mês, enquanto o outro foi mantido por três meses.

A fábrica de Shipley da Teledyne fabrica componentes essenciais para sistemas de mísseis, principalmente filtros de mísseis.

A Palestine Action diz que a empresa “se gaba de seu envolvimento com produtos de mísseis adquiridos por Israel, incluindo os mísseis AGM-Harpoon, AIM-120 AMRAAM e AGM-114 Hellfire implantados por Israel contra Gaza — este último supostamente sendo usado para atacar o hospital al-Shifa”.

Ela também produz peças, incluindo filtros e conjuntos multifuncionais para drones e aeronaves, além de sistemas de radar como o tipo instalado em caças F-35 usados ​​por Israel.

Desde 2018, sua empresa controladora, a Teledyne Technologies, solicitou 134 licenças de exportação para Israel.

Um porta-voz da Palestine Action disse: “De acordo com a Seção 1 da Convenção sobre Genocídio, a Grã-Bretanha é obrigada a prevenir e punir a prática de genocídio.

“Quando nosso governo falha em fazer isso, é obrigação legal e moral das pessoas comuns tomar medidas diretas.

“Os fabricantes de armas que promovem o genocídio são os culpados, não a Palestine Action.”

A notícia veio depois de ter sido anunciado na quinta-feira que o cofundador da Palestine Action, Richard Barnard, enfrenta três acusações por ter feito dois discursos.

O Sr. Barnard é acusado de apoiar uma organização proibida pela Lei do Terrorismo e duas acusações de encorajar danos criminais contra fabricantes de armas.

Ministros do governo continuam rejeitando apelos para suspender exportações de armas enquanto o número de mortos em Gaza ultrapassa 40.000.

O secretário de Relações Exteriores, David Lammy, se opôs à publicação de pareceres jurídicos sobre se as exportações estão sendo usadas para facilitar crimes de guerra internacionais, apesar de ter pedido ao governo conservador anterior que o fizesse enquanto estava na oposição.

A cumplicidade exige que todas as licenças sejam suspensas, de acordo com as regras do governo.

Fonte: Morning Star


Os #Filton10 foram mantidos em confinamento solitário por uma semana sem acusação sob a Lei do Terrorismo e interrogados repetidamente antes de serem acusados ​​de crimes não terroristas e enviados para a prisão.

O suposto crime deles? Custar ao maior produtor de armas de Israel mais de £ milhões.



Ativistas ignoram a segurança e invadem o centro de pesquisa, desenvolvimento e fabricação sediado em Bristol para o maior produtor de armas de Israel.

Ao desmantelar máquinas e armas, eles intervieram diretamente na cadeia de suprimentos genocida da Elbit.



 Palestine Action


A rede de ação direta que desmantela a cumplicidade britânica com o apartheid israelense #ShutElbitDown


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