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quarta-feira, 27 de maio de 2026

O HOMEM DA GRANA: Eduardo Bolsonaro tinha poder sobre dinheiro do “Dark Horse”, revela contrato


Cobertura investigativa sobre as relações entre Flávio Bolsonaro, o clã Bolsonaro e aliados com Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master


Intercept Brasil
 

Vaza Flávio: Parte 5


O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, atuou como produtor-executivo de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, com responsabilidades e poder sobre a gestão financeira do projeto, segundo um contrato assinado por ele e diálogos obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasil

Os registros contradizem afirmações feitas por Eduardo Bolsonaro em uma publicação no Instagram na quinta-feira, 14, sobre sua relação com o filme e colocam o deputado federal cassado como uma peça-chave com poder na tomada de decisões, inclusive financeiras, sobre o filme que conta a história do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Também mostram que Eduardo omitiu sua conexão com a busca de dinheiro para financiar o filme ao dizer, no post feito no Instagram, que apenas cedeu seus direitos de imagem e não exerceu qualquer cargo de gestão no “Dark Horse”.

Um contrato de produção, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024, traz a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como produtora, e Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias, também do PL paulista, à frente da produção-executiva, função com poder para lidar diretamente com o controle de orçamento e gestão financeira de um projeto audiovisual.



Contrato cita que Jair Bolsonaro cedeu “os direitos de história de vida” para a produção, na época intitulada “O Capitão do Povo”, e não “Dark Horse”

Segundo o documento, a produtora e os produtores-executivos agiriam em conjunto para dedicar-se a atividades de desenvolvimento do projeto, dentre elas “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.

O contrato obtido pelo Intercept define uma ampla gama das funções que Eduardo teria na produção. Junto com os outros produtores, a empresa GoUp e o deputado federal Mario Frias, ele teria a responsabilidade sobre as decisões sobre como os recursos seriam captados e gastos. Não há informação, porém, sobre quem, de fato, executou essas funções.


Contrato descreve atividades a serem executadas pela produtora e pelos produtores-executivos do filme.

Enviamos questionamentos para Eduardo Bolsonaro e para o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto. A defesa do deputado Mario Frias informou que “Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo da produção do filme Dark Horse” e “nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme”.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro disse que não iria se manifestar sobre o tema. A defesa de Jair Bolsonaro disse ao Intercept que ele não pode se manifestar porque está preso – e destacou que não tinha acesso ao ex-presidente porque as visitas dos advogados são restritas.

Uma troca de mensagens entre o empresário Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, e Daniel Vorcaro de 21 de março de 2025 destaca o papel de articulador financeiro exercido por Eduardo na produção do filme.  

Miranda, que teve papel de intermediário entre Vorcaro, a família Bolsonaro e o deputado Mario Frias em tratativas sobre o filme, encaminha para o banqueiro uma captura de tela de uma mensagem que Eduardo o enviou e diz: “Já estou fazendo o aditivo da troca da empresa e preciso de um direcionamento seu para seguir.”



Na mensagem de Eduardo a Miranda, o deputado federal cassado diz: “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos.”



Em seguida, de acordo com a mensagem obtida pelo Intercept, Eduardo explica como seria a melhor forma de enviar o dinheiro: “Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?”. 

Embora não seja possível precisar a data que Eduardo enviou a mensagem a Miranda, o encaminhamento da captura de tela para Vorcaro indica que isso ocorreu em março de 2025 – mesmo mês em que Eduardo anunciou que ia se licenciar do mandato para ficar nos EUA e buscar as “devidas sanções aos violadores de direitos humanos”.

Enviamos questionamentos para Miranda, que esclareceu que ele “não desempenhou qualquer função na produção, divulgação, gestão financeira e estratégia de lançamento do filme Dark Horse” tendo limitado sua participação a “intermediar o contato entre pretenso investidor e os interessados no projeto”. Leia a resposta na íntegra

Outro documento, datado de fevereiro de 2024, mostra ainda uma minuta de aditivo de contrato para a produção de “Dark Horse” em que Eduardo é qualificado como financiador do filme e autoriza o uso de recursos financeiros que ele investir no projeto. Não há confirmação se o aditivo foi, de fato, assinado.


Aditivo do contrato cita que Eduardo, que consta como “financiador”, se compromete a “financiar parcialmente a produção cinematográfica”.

Embora ele diga não ser “dono do filme”, o contrato – datado de  novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024 – designa explicitamente Eduardo e Frias como tendo poder de gestão e decisão sobre a produção, juntamente da GoUp. 

A minuta que o designa como financiador da operação também contradiz sua fala de que ele teria apenas cedido “direitos de imagem”.


Contrato foi assinado digitalmente e, embora a data conste como 26 de novembro de 2023, a assinatura de Eduardo Bolsonaro foi formalizada no acordo em 30 de janeiro de 2024.

A GoUp Entertainment é uma empresa sediada na Flórida que tem como sócios a brasileira Karina Ferreira da Gama e um brasileiro naturalizado nos Estados Unidos, Michael Brian Davis. 

Em dezembro, revelamos como uma organização não-governamental na qual Karina é sócia, o Instituto Conhecer Brasil, havia recebido pelo menos R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo para operar um contrato de Wi-Fi público sem concluir as entregas previstas. Desde março, o Ministério Público está investigando o contrato. 

Nesta sexta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou a abertura de uma apuração preliminar para apurar se houve direcionamento de emendas parlamentares para projetos culturais, inclusive o filme Dark Horse. A TV Globo noticiou na quinta-feira, 14, que o STF tenta, há mais de um mês, intimar o deputado Mario Frias a prestar informações sobre “possíveis irregularidades na execução de recursos de emendas” destinados ao Instituto Conhecer Brasil – o parlamentar e produtor-executivo do filme teria destinado R$ 2 milhões à ONG. 

Enviamos questionamentos para Karina Gama e para seu sócio, Michael Brian Davis, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto.


Fundo de advogado de Eduardo recebeu dinheiro de Vorcaro


Na quarta-feira, 13, o Intercept revelou como o senador Flavio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, irmão de Eduardo, articulou apoio do banqueiro Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, segundo mensagens obtidas com exclusividade. 

Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção, dos quais pelo menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.

A Polícia Federal apura se o dinheiro de Vorcaro para “Dark Horse” teria custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. No Instagram, o deputado federal cassado negou ter recebido o dinheiro negociado para o filme. 

O material analisado pelo Intercept indica que ao menos parte dos valores negociados por Flávio junto a Vorcaro foi para um fundo controlado por aliados de Eduardo – incluindo Paulo Calixto, o advogado encarregado de seu processo imigratório nos EUA, conforme apuração da Agência Pública

Os diálogos, um comprovante de uma ordem de pagamento de 2 milhões de dólares e uma tabela com previsão de valores a serem pagos analisados pelo Intercept indicam que parte do dinheiro negociado com Vorcaro para o filme foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas do banqueiro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos EUA, e controlado por aliados de Eduardo.

Documentos societários obtidos pelo Intercept mostram que o fundo Havengate Development Fund LP foi registrado no Texas e tem como agente legal o escritório “Law Offices of Paulo Calixto PLLC”, de Paulo Calixto.

Nos registros, o fundo aparece como sendo pertencente à companhia quase homônima Havengate Development Fund GP LLC, registrada no mesmo endereço comercial em Dallas.

Os documentos desta segunda firma apontam Altieris Santana como membro do quadro societário do fundo e Paulo Calixto como membro e administrador. Ambos aparecem vinculados ao mesmo endereço comercial utilizado pelo Havengate.


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Em uma das mensagens obtidas pelo Intercept, ao sugerir alternativas para facilitar o envio dos recursos aos EUA, Eduardo Bolsonaro informa que Altieris Santana estaria disponível para reuniões presenciais relacionadas à operação financeira.

Enviamos questionamentos para Altieris Santana e Paulo Calixto, mas não houve resposta até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto. 

No Instagram, Eduardo disse que “o escritório cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos” e que foi ele quem apresentou Calixto a Mario Frias “por saber da sua competência”.


Plano de negócios previa “oportunidade de imigração”


Os documentos mostram que o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro teve um orçamento total astronômico para os padrões brasileiros: o valor estimado é entre 23 milhões e 26 milhões de dólares. A quantia corresponde ao montante negociado por Flávio Bolsonaro com Vorcaro: 24 milhões de dólares. O custo total é superior ao de várias produções recentes de Hollywood, inclusive vencedoras do Oscar.

O orçamento do filme prevê, segundo os documentos aos quais o Intercept teve acesso, que mais de 10,7 milhões de dólares seriam destinados apenas aos custos “acima da linha”, rubrica que inclui “custos gastos antes da filmagem” – com direitos do roteiro, salários de atores, diretores, produtores, diretor de elenco, roteirista e outros envolvidos na direção financeira e criativa de alto nível do filme.

Ainda segundo os documentos, a estratégia para captar recursos consistia na oferta de 40 cotas de 500 mil dólares. Ou seja, um total de 20 milhões de dólares.

Para atrair grandes investidores, o orçamento do filme foi fatiado em pacotes de investimento VIP com regalias incomuns para o mercado de cinema. Se o investidor pagasse 1 milhão de dólares, ele comprava uma cadeira no conselho de produção – com direito a dar pitacos e influenciar as decisões do filme.

O pacote mais caro, e incomum, custava 1,1 milhão de dólares. O grande chamariz para esse investimento não era o filme, mas sim a promessa explícita de uma “oportunidade de imigração”. O plano de negócios oferecia o filme como um atalho para que ricaços comprassem o direito a um Green Card, garantindo assim o visto de residência permanente nos Estados Unidos.


Plano de negócios previa benefícios para investidores, incluindo uma “oportunidade de imigração”

A promessa de lucro da produtora era agressiva: os investidores teriam a devolução de 100% do capital aportado acrescido de um lucro de 20% sobre o valor investido. O plano de negócios projetava a receita global do filme em três cenários distintos: um pessimista (de 45 milhões de dólares), um conservador (70 milhões de dólares) e um otimista (100 milhões).

Após a quitação prioritária do capital e do prêmio de 20% aos financiadores, todo o lucro líquido restante gerado pela bilheteria e plataformas de streaming seria dividido meio a meio entre investidores e produtores. Ou seja, Eduardo Bolsonaro e Mario Frias também lucrariam com o filme.

Você tem mais documentos sobre Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, “Dark Horse” ou o Banco Master e quer que o Intercept investigue sua denúncia? Entre em contato conosco, por e-mail: lais.martins@intercept.com.br, eduardo.goulart@intercept.com.br, leandro.becker@intercept.com.br e paulo.motoryn@intercept.com.br. Ou, então, por Signal: @laisfm.02, EduardoGoulart.01, @interceptbrasil.44

Atualização: 15 de maio de 2025, 16h49
Texto atualizado para incluir resposta da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Contribuíram nesta reportagem: Ana Clara Barbosa, Angélica Neiva, Marina Luiza Queiroz, Rafaela Silva e Sarah Germano.

Por: Laís Martins, Eduardo Goulart, Leandro Becker e Paulo Motoryn

Fonte: Intercept Brasil


Lindbergh Farias


O HOMEM DA GRANA de Daniel Vorcaro sempre foi Eduardo Bolsonaro.

A matéria do Intercept desmonta a farsa dos Bolsonaros.

Enquanto Flávio pedia, quem administrava o dinheiro de Vorcaro nos EUA era Eduardo Bolsonaro. Contrato assinado, fundo no Texas, lobby contra o Brasil, tarifaço e sanções.

E Eduardo ainda dizia que “só emprestou a imagem”. Mentira. Cada dia aparece uma nova prova. Agora a PF precisa rastrear cada centavo desse esquema.

EDUARDO BOLSOMASTER



Política 01

Política 02



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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Epstein assessorou o Tesouro dos EUA em questões de criptomoedas durante a campanha de sanções ao Irã de Obama


Funcionários do Tesouro consultaram Jeffrey Epstein sobre o uso de criptomoedas durante as negociações com o Irã sobre o acordo nuclear, mesmo enquanto ele fazia investimentos em tecnologia blockchain


Jeffrey Epstein (ao centro) e Howard Lutnick (à direita, no centro), atual Secretário de Comércio, em uma foto sem data divulgada pelo Departamento de Justiça em janeiro. Fonte: Departamento de Justiça dos EUA .

Ao longo do último ano, o Drop Site tem divulgado o que os principais meios de comunicação não divulgam: os profundos laços de Jeffrey Epstein com figuras poderosas do governo dos EUA, dos Emirados Árabes Unidos e de Israel.

Nossa investigação mais recente rastreia essas conexões até os esforços do governo Obama para fechar um acordo nuclear com o Irã, revelando o papel de Epstein em ajudar o Departamento do Tesouro a entender o papel emergente do Bitcoin e de outras criptomoedas no financiamento do terrorismo e na evasão das sanções econômicas americanas. Estamos documentando as operações financeiras e as negociações de segurança de Epstein que envolvem governos ao redor do mundo.

Quando você expõe esse tipo de poder, esses interesses poderosos vêm atrás de você.

Nossas investigações sobre Epstein estão em andamento. Mas só podemos prosseguir se tivermos os recursos e a proteção legal para defender esse trabalho.

Não respondemos a anunciantes preocupados com governos poderosos. Não temos donos bilionários com interesses comerciais a proteger. Respondemos apenas a você.

É por isso que podemos publicar as investigações sobre Epstein que os principais veículos de comunicação se recusam a abordar. E é por isso que precisamos do seu apoio para defendê-las quando esses poderosos interesses nos atacarem por publicá-las.

Se você valoriza este trabalho jornalístico, pode fazer uma doação dedutível de impostos hoje mesmo para nos ajudar a continuar?

Hoje, empresas de transporte marítimo pagam pedágios em criptomoedas a Teerã para atravessar o Estreito de Ormuz, numa tentativa do governo iraniano de proteger esses pagamentos da apreensão pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA. Cerca de US$ 8 bilhões circularam pelas corretoras de criptomoedas do Irã no ano passado, e a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) movimenta bilhões a mais por meio de corretoras estrangeiras como a Binance, onde empresas chinesas podem pagar secretamente pelo petróleo iraniano sem temer represálias dos EUA.

Há mais de uma década, porém, o governo iraniano relutava em adotar criptomoedas, desconfiado de um possível envolvimento dos EUA no desenvolvimento do Bitcoin. Os EUA também tinham dúvidas sobre a tecnologia, vendo-a principalmente como uma forma de contornar os controles financeiros.

“O governo dos EUA acha que o Irã pode usar o bitcoin para contornar todas as sanções, e o Irã acha que tudo isso é uma armação da CIA”, disse um porta-voz da CoinAva, a primeira corretora de criptomoedas do Irã, ao CoinDesk em 2013. Mesmo assim, o Centro Nacional de Ciberespaço do Irã iniciou o processo de regulamentação das moedas digitais em março de 2014, buscando alternativas para se proteger da pressão das sanções americanas .

A hesitação dos EUA em relação às criptomoedas fica evidente nos e-mails de Jeffrey Epstein — uma figura que tinha grande interesse no desenvolvimento de criptomoedas e atuava como consultor do Departamento do Tesouro dos EUA sobre o assunto. As intervenções de Epstein ocorreram em um momento em que os EUA buscavam uma distensão com o Irã em relação ao seu programa nuclear, e o crescimento e desenvolvimento do Bitcoin e de outras criptomoedas começavam a remodelar o cenário financeiro global. (Todos os e-mails estão disponíveis para leitura no Jmail — a indispensável caixa de entrada de e-mails de Epstein, com função de busca, que imita o Gmail.)

Em agosto de 2014, no mesmo verão em que o Irã começou a regulamentar as criptomoedas, Epstein viajou a Washington D.C. para uma reunião com o Departamento do Tesouro dos EUA , enquanto o governo Obama preparava uma nova rodada de sanções contra o setor energético iraniano. Epstein estava acompanhado por Philip West, presidente da Steptoe, uma firma de advocacia especializada em questões relacionadas a sanções .


Informações da agenda de viagens de Jeffrey Epstein em 21 de agosto de 2014. Fonte: Departamento de Justiça dos EUA .

Epstein estava mais do que familiarizado com a questão das sanções iranianas desde a Revolução Islâmica de 1979 e tinha vasta experiência e interesse em movimentações clandestinas de capital. No início da década de 1980, Epstein dividia um escritório na cobertura com Stan Pottinger, um advogado que movimentava armas embargadas por meio de empresas de fachada para financiar a guerra entre o Irã e o Iraque. Epstein também trabalhou, em determinado momento, para o financista saudita Adnan Khashoggi, que utilizou instituições financeiras pouco regulamentadas, como o Banco de Crédito e Comércio Internacional, para lavar dinheiro proveniente de vendas secretas de armas, no que ficou conhecido como o caso "Irã-Contras".

De acordo com as anotações de Epstein sobre a reunião, funcionários do Escritório de Financiamento do Terrorismo e Crimes Financeiros queriam a opinião do financista sobre como as criptomoedas poderiam ser usadas para remessas de armas e pagamentos relacionados à proliferação nuclear .


Jeffrey Epstein para Joi Ito, 21 de agosto de 2014. Fonte: Departamento de Justiça dos EUA .


Epstein não ficou impressionado com os funcionários do Tesouro que conheceu, descrevendo-os em um e-mail para Joi Ito, diretora do Media Lab do MIT, como “não muito inteligentes, muito opinativos (não é um público que eu aprecie)”. Mais tarde, ele reclamou para Kathryn Ruemmler, que havia deixado recentemente seu cargo como conselheira da Casa Branca de Obama, que a reunião foi como “ dar uma palestra em uma faculdade comunitária do Queens ”.

Após a reunião, Epstein retornou aos escritórios de Steptoe para se encontrar em particular com o Subsecretário de Estado William Burns, que liderava as negociações para restringir o programa nuclear iraniano. No dia seguinte, Epstein escreveu para Peter Thiel, cofundador da Palantir, oferecendo-se para intermediar um encontro entre Burns e Thiel . Ele descreveu Burns a Thiel como “o melhor e mais respeitado diplomata do governo”.

As reuniões em Washington ocorreram exatamente no momento em que os Departamentos do Tesouro e de Estado tentavam maximizar sua influência durante as negociações nucleares com o Irã. Após os EUA e o Irã estenderem o "Plano de Ação Conjunto" em julho de 2014, uma pequena janela se abriu para os EUA aumentarem a pressão sobre o Irã antes da assinatura de um acordo abrangente. No ano anterior, Epstein havia trabalhado em estreita colaboração com o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak para convencer autoridades americanas a atacar o Irã .

Uma semana após a visita de Epstein, em 29 de agosto, os Departamentos do Tesouro e de Estado anunciaram conjuntamente uma nova rodada de sanções contra o Irã. O pacote tinha como alvo mais de 20 pessoas, empresas, bancos e embarcações acusadas de apoiar o programa nuclear iraniano, ajudar o país a burlar as sanções ou auxiliar o terrorismo.

Em 4 de setembro, Burns, que mais tarde serviria como diretor da CIA sob o governo do presidente Joe Biden, e um grupo de funcionários do Tesouro se reuniram com autoridades iranianas em Genebra para realizar a terceira rodada de negociações bilaterais sobre um acordo nuclear. David Cohen, subsecretário para terrorismo e inteligência financeira do Tesouro, atribuiu às sanções o mérito de "ter levado os iranianos à mesa de negociações". Mais tarde naquele mês, Burns viajou para Nova York para mais conversas com autoridades iranianas e agendou outro encontro com Epstein na mesma semana. Após a reunião, Epstein colocou Burns e Thiel em contato por e-mail.

Em uma declaração enviada por e-mail ao Drop Site, um porta-voz de Burns disse que ele se lembrava de ter sido apresentado a Epstein e de "ter se encontrado brevemente com ele uma vez na cidade de Nova York". O porta-voz afirmou que Burns "lamenta profundamente ter se encontrado com ele e não sabia nada sobre ele antes desses dois breves encontros, além de que ele foi apresentado como um especialista no setor de serviços financeiros e ofereceu conselhos gerais sobre a transição para o setor privado. Quando o embaixador Burns soube do histórico do Sr. Epstein pouco depois desses dois breves encontros, ficou horrorizado. Ele nunca mais se encontrou com ele. Eles não tinham nenhum relacionamento."

O porta-voz também afirmou que Burns não discutiu o acordo nuclear com o Irã nem criptomoedas com Epstein durante os encontros que tiveram em 2014.

Kathryn Ruemmler, Joi Ito e Peter Thiel não responderam aos pedidos de comentários.


“Seu pior pesadelo”


O envolvimento de Epstein com autoridades de segurança nacional durante as negociações com o Irã coincidiu com seu crescente interesse pelos engenheiros de software que pesquisavam criptomoedas.

O Bitcoin foi lançado originalmente em 2009 com o objetivo de construir um sistema de pagamentos que pudesse operar fora do alcance de bancos centrais e intermediários financeiros estatais. Satoshi Nakamoto, o criador pseudônimo do Bitcoin, "aposentou-se" em 26 de abril de 2011, cessando a comunicação com os desenvolvedores e efetivamente desaparecendo. No dia seguinte, Gavin Andresen, principal mantenedor do Bitcoin, anunciou planos para discutir o Bitcoin na sede da CIA .

Epstein queria se encontrar com Andresen e outros membros da equipe do Bitcoin antes da reunião com a CIA . Com a ajuda do investidor de capital de risco Jason Calacanis, Epstein contatou Amir Taaki, um hacker britânico-iraniano, logo após o lançamento da " Britcoin " por Taaki , a primeira corretora de criptomoedas do Reino Unido. Em 12 de junho de 2011, Epstein enviou um e-mail a Taaki com um aviso : "Amir, a ideia do Bitcoin é brilhante", escreveu Epstein, "mas sugiro que tenha algumas desvantagens sérias, como tenho certeza que você sabe". Mais tarde, Epstein se encontrou com o sócio de Taaki para discutir fraudes e crimes em corretoras de criptomoedas.

Os potenciais usos ilícitos das criptomoedas rapidamente se materializaram. Em 2011, o hacker americano Ross Ulbricht lançou a Silk Road, um mercado na darknet que usava Bitcoin para facilitar o tráfico anônimo de drogas e outros serviços ilegais. Ulbricht foi preso na seção de ficção científica da Biblioteca Pública de São Francisco, em 1º de outubro de 2013, depois que investigadores ligaram seu pseudônimo, "Dread Pirate Roberts", ao seu e-mail pessoal. O FBI apreendeu o domínio da Silk Road e desativou o site no dia seguinte à prisão de Ulbricht.

Epstein e seu círculo de amigos acompanhavam de perto a investigação da Silk Road. Boris Nikolic, principal conselheiro de Bill Gates, enviou a notícia a Epstein logo após a prisão de Ulbricht. "Que pena que ele tenha cometido um erro tão estúpido", escreveu Nikolic. "Muita gente vai ser indiciada", respondeu Epstein.


Boris Nikolic e Jeffrey Epstein discutem a prisão de Ross Ulbricht, em outubro de 2013. Fonte: Departamento de Justiça dos EUA .

Alguns meses depois, Epstein começou a discutir com o hacker italiano Vincenzo Iozzo sobre como tornar a moeda digital aceitável para bancos e governos, preservando a privacidade das transações com criptomoedas. "No momento em que você remove o anonimato do bitcoin, surge um problema significativo de privacidade", alertou Iozzo a Epstein. "Isso significa que agora todos sabem o que você compra/vende com bitcoin; é o sonho de consumo dos anunciantes (entre outros), mas provavelmente o seu pior pesadelo." Um informante do FBI alegou posteriormente que Iozzo era o "hacker pessoal" de Epstein, que vendia armas cibernéticas tanto para terroristas quanto para governos.

Iozzo não respondeu ao pedido de comentário.


“Possibilidades Infinitas”


Antes de se reunir com autoridades do Tesouro e do Departamento de Estado em agosto de 2014, Epstein notificou vários líderes dos setores de tecnologia e finanças sobre sua viagem iminente — incluindo Brock Pierce, cofundador da Tether, uma "stablecoin" cujo valor é atrelado ao dólar americano. A Tether foi lançada um mês antes da visita de Epstein (originalmente chamada de "Realcoin") como um token de criptomoeda supostamente lastreado em reservas de moeda fiduciária na proporção de um para um.

O Tether, cuja capitalização de mercado foi estimada em US$ 187 bilhões no final de 2025, tornou-se estruturalmente importante para a economia global — ultrapassando o Bitcoin como a criptomoeda mais negociada do mundo e alimentando uma rede financeira global que também dá suporte à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. Enquanto Teerã busca escapar do domínio do regime de sanções dos EUA, que restringe o acesso de entidades iranianas a dólares para o comércio internacional, o governo iraniano acumulou enormes quantidades de Tether, centenas de milhões de dólares dos quais foram alvo de apreensão em abril deste ano pelo Departamento do Tesouro, como parte de sua campanha de pressão "Fúria Econômica".

No mesmo mês do lançamento do Tether, Epstein começou a investir na infraestrutura central do Bitcoin. Em 15 de julho, Epstein e Ito fizeram um investimento inicial de US$ 500.000 na Blockstream, após convidarem os cofundadores da startup de blockchain para a ilha de Little St. James. A Blockstream ajudou a transformar o ecossistema do Bitcoin, de um " dinheiro eletrônico ponto a ponto ", como originalmente idealizado no white paper de Nakamoto em 2008, para uma "moeda de reserva global" e camada de liquidação para ativos financeiros " tokenizados ", como as stablecoins. Quando Epstein investiu na Blockstream, um Bitcoin era negociado a aproximadamente US$ 600.

Quatro dias após sua visita ao Departamento do Tesouro, em 25 de agosto, Epstein ajudou a coordenar uma reunião de acompanhamento em outubro entre Anne Shere Wallwork, conselheira sênior de política estratégica do Escritório de Financiamento do Terrorismo e Crimes Financeiros, e Ito, do MIT. Epstein queria que Ito o incluísse nas conversas entre o MIT e o Departamento do Tesouro, e orientou Ito a informar os funcionários do Tesouro que ele e Epstein “ compartilhavam a mesma opinião ” sobre a regulamentação de criptomoedas.

Iozzo compartilhou informações com Epstein para ajudá-lo a se preparar para as conversas com funcionários do Tesouro, enviando-lhe um exemplo de como o Departamento do Tesouro confiscou dinheiro enviado da Dinamarca para a Alemanha por um lote de charutos cubanos, sob o Programa de Rastreamento de Financiamento do Terrorismo, sob a alegação de que a transação violava o embargo dos EUA contra Cuba. "Pense nas infinitas possibilidades de pegadinhas nessa área", escreveu Iozzo.


“Bolsos muito mais fundos”


Epstein tinha um olhar aguçado para as implicações políticas futuras das novas tecnologias e cercou-se de figuras-chave nos campos da inteligência artificial e da pesquisa genética . Reconhecendo oportunidades promissoras nas criptomoedas, ele ativou muitas das mesmas redes políticas, acadêmicas e de pesquisa para aproveitar precocemente os canais financeiros baseados em blockchain.

Em setembro de 2014, a Tether Holdings Limited foi formalmente constituída nas Ilhas Virgens Britânicas. Semanas depois, pouco antes da ligação de acompanhamento do Tesouro, Epstein enviou um e-mail para sua advogada nas Ilhas Virgens Americanas, Erika Kellerhalls, pedindo-lhe que alterasse os certificados bancários " para que pudéssemos depositar Bitcoin ".

Após uma teleconferência entre Epstein, Ito e Wallwork em 15 de outubro, Iozzo escreveu um e-mail comentando a ironia de Epstein, um especialista em ocultar dinheiro, estar pressionando por “mais regulamentação e transparência do Tesouro”. A conversa lembrou Iozzo de uma antiga piada soviética sobre dois jornais de propaganda: “Na Pravda ( Verdade ) não há notícias, no Izvestia ( Notícias ) não há verdade”.

As primeiras stablecoins Tether foram emitidas no mesmo mês, e Epstein rapidamente começou a trabalhar para desenvolver o projeto de Pierce. Em 28 de outubro, ele ajudou a conectar Pierce a Larry Summers , secretário do Tesouro durante o governo Bill Clinton e conselheiro econômico do governo Obama, para auxiliar na criação da infraestrutura de tokens de dólar. Alguns dias depois, em 2 de novembro, ele conectou Summers a Ito , para apoiar a iniciativa Bitcoin no MIT.

A apreensão do mercado Silk Road pelo FBI foi seguida por uma repressão regulatória na China, bloqueando depósitos em yuan em corretoras de criptomoedas. No início de 2014, a Mt. Gox, a maior corretora de Bitcoin do mundo na época, suspendeu as negociações e os saques — a empresa alegou que mais de 850.000 bitcoins haviam sido roubados , o que equivalia a mais de US$ 100 bilhões no pico da criptomoeda no ano anterior. A convergência dessas crises fez com que o preço do Bitcoin despencasse.

Epstein e seu círculo aproveitaram a crise para pressionar por um regime regulatório favorável às moedas digitais. Após a queda da Mt. Gox, a Coinbase, uma corretora de criptomoedas regulamentada nos EUA, diferenciou- se como uma intermediária segura e em conformidade com as normas. Em dezembro de 2014, Pierce convidou Epstein para participar de uma rodada de financiamento da Coinbase, descrevendo a oportunidade de investimento como "o negócio mais lucrativo do setor". Pierce também apresentou Epstein ao cofundador da Coinbase, Fred Ehrsam, e eles combinaram de se encontrar. Epstein acabou investindo US$ 3 milhões na rodada Série C da Coinbase por meio de uma entidade das Ilhas Virgens.

Em 2015, a rede que Epstein havia estabelecido estava se cristalizando em uma colaboração institucional real. A Wallwork convidou Ito para um evento sobre "moedas virtuais " em janeiro de 2015 no Departamento do Tesouro, organizado em conjunto pelo Escritório de Finanças Domésticas e pelo Escritório de Terrorismo e Inteligência Financeira. O evento privado tinha como objetivo instruir altos funcionários do governo sobre moedas virtuais e identificar áreas de "incerteza regulatória" à medida que o setor amadurecia.

A queda vertiginosa do preço do Bitcoin criou uma crise existencial para a Bitcoin Foundation, uma organização sem fins lucrativos criada para financiar o desenvolvimento do protocolo central do Bitcoin e conferir legitimidade institucional à moeda perante os órgãos reguladores e a imprensa. A fundação detinha grande parte de suas reservas em Bitcoin e, devido a gastos imprudentes, ficou sem dinheiro durante a queda de 2014.

Enquanto a Bitcoin Foundation lutava contra a insolvência, Ito atraiu os engenheiros do protocolo Bitcoin para o MIT, incluindo Andresen. Em abril de 2015, Pierce foi nomeado presidente do conselho da fundação — dias depois, três dos principais desenvolvedores do Bitcoin deixaram a fundação e se juntaram à nova Iniciativa de Moeda Digital do MIT Media Lab. “O MIT é um lugar melhor para apoiar o desenvolvimento”, disse Pierce ao Los Angeles Business Journal, aprovando a transição. “ Eles têm recursos financeiros muito maiores do que nós.

O MIT Media Lab recebeu US$ 525.000 em doações de Epstein entre 2013 e 2017 para financiar o trabalho discricionário de Ito. As contribuições de Epstein ajudaram Ito a "preencher o vácuo" e recrutar rapidamente a equipe principal do Bitcoin para o Media Lab. Ito relatou a Epstein em 25 de abril, compartilhando a notícia do golpe bem-sucedido: " Usei fundos de doações para financiar isso, o que nos permitiu agir rapidamente e vencer esta rodada. Obrigado. "


“Hegemonia do Dólar na Blockchain”


Uma década depois, os problemas regulatórios da indústria de criptomoedas ainda não foram resolvidos, enquanto seu papel político continua a se expandir em uma área cinzenta legal.

No início de abril de 2026, Hamid Hosseini, porta-voz da União dos Exportadores de Petróleo, Gás e Produtos Petroquímicos do Irã, declarou à imprensa que o Irã implementaria um novo sistema de controle de tráfego no Estreito de Ormuz. “Assim que o e-mail chega e o Irã conclui sua avaliação, as embarcações têm alguns segundos para efetuar o pagamento em bitcoin, garantindo que não possam ser rastreadas ou confiscadas devido às sanções”, explicou Hosseini. Segundo relatos, as autoridades iranianas utilizam um escritório na Ilha de Qeshm para converter os pagamentos em riais ou direcioná-los para contas no exterior, protegendo os fundos de possíveis apreensões.

Entretanto, a Rede de Combate a Crimes Financeiros (FinCEN) e o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro relataram que o Irã está utilizando cada vez mais stablecoins e outros ativos digitais para comprar e vender armas, realizar comércio internacional e transferir fundos para outros países e entidades banidas da ordem econômica liderada pelos EUA. O governo americano retaliou com apreensões de carteiras digitais, incluindo a confiscação, em 24 de abril, de aproximadamente US$ 344 milhões em criptomoedas que o Departamento do Tesouro alegou estarem ligadas a Teerã.

Epstein morreu em agosto de 2019, antes que as stablecoins se tornassem um pilar explícito da política monetária americana e antes que o Bitcoin se desenvolvesse como uma ferramenta nesse jogo geopolítico de gato e rato. Mas sua estratégia de captura regulatória continuou a amadurecer desde sua morte: tokens atrelados ao dólar transferiram a liquidez das criptomoedas para fora do sistema bancário, enquanto as reservas dos emissores de stablecoins trouxeram essa mesma atividade de volta para dólares e títulos do Tesouro americano.

Enquanto isso, à medida que o Departamento do Tesouro continua a investigar carteiras de criptomoedas ligadas ao Irã, um contato pessoal próximo de Epstein continua a moldar a política de criptomoedas na atual Casa Branca: o Secretário de Comércio, Howard Lutnick, antigo chefe da Cantor Fitzgerald, era parceiro de negócios ocasional de Epstein e seu vizinho em Nova York.

A empresa de Lutnick, uma importante corretora primária do Federal Reserve em títulos do Tesouro dos EUA, também se tornou um participante importante na Tether, concordando em assumir a custódia das reservas de títulos do Tesouro dos EUA da Tether em 2021. Até o final de 2025, a Tether afirmou que sua exposição ao Tesouro ultrapassou US$ 141 bilhões, e o diretor de tecnologia da Tether alegou que 99% de seu portfólio de títulos do Tesouro estava sob custódia da Cantor.

Em uma entrevista de 2025, Lutnick chamou Epstein de "o maior chantagista de todos os tempos " e disse ao New York Post que Epstein extorquia dinheiro de seus ricos associados filmando-os recebendo massagens em sua residência. Lutnick afirmou ter rompido relações com Epstein após uma visita à mansão de Epstein em Manhattan, em 2005.

Documentos publicados pelo Departamento de Justiça contradizem as declarações de Lutnick: Lutnick e Epstein mantiveram correspondência até pelo menos 2018. Lutnick e sua família chegaram a viajar para as Ilhas Virgens Americanas para um almoço em 2012 na ilha particular de Epstein . Pouco depois da visita, os dois assinaram um contrato para investir na Adfin, uma plataforma de processamento de pagamentos. Em janeiro de 2026, o Departamento de Justiça publicou , apagou e depois restaurou uma fotografia sem data de Epstein e Lutnick na ilha de Epstein. Em uma entrevista a portas fechadas com membros do Comitê de Supervisão da Câmara na quarta-feira, Lutnick admitiu ter visitado a ilha de Epstein em 2012 e classificou sua decisão como “inexplicável”.

Em julho de 2025, com a orientação de Lutnick e do grupo de trabalho de ativos digitais da Casa Branca, Lutnick ajudou a aprovar a Lei GENIUS, que isentou emissores estrangeiros de stablecoins lastreadas pelo Tesouro, como a Tether, dos requisitos de auditoria . Nos 12 anos desde a sua criação, a Tether nunca passou por uma auditoria independente para comprovar que suas stablecoins são totalmente lastreadas por reservas em dólares.

Durante sua audiência de confirmação para o cargo de secretário de comércio, Lutnick foi questionado sobre uma reportagem do Wall Street Journal que alegava que o proprietário da Tether, Giancarlo Devasini, prometeu a associados que Lutnick usaria sua influência política para impedir a aprovação de leis que pudessem prejudicar a empresa. Lutnick negou as acusações, mas seus comentários insinuaram o papel crucial que a Tether passou a desempenhar na economia global, dizendo aos legisladores: "O Congresso dos EUA deve ter cuidado para não minar a hegemonia do dólar na blockchain por meio de legislação."


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Por: Murtaza Hussain e Ryan Grim



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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Filme Bolsonaro: produtora ganha R$108 mi em licitação “irregular”


Publicamos uma revelação exclusiva e muito interessante, que abre uma janela para o curioso mundo de dinheiro público e dos agregados do bolsonarismo


Intercept Brasil
 

Descobrimos que a produtora de “Dark Horse”, o novo filme sobre Bolsonaro, recebeu mais de R$ 100 milhões em dinheiro público só da prefeitura de Ricardo Nunes em São Paulo. 

A licitação aconteceu sem concorrência, sem qualificações ou experiência prévia, com pelo menos 20 irregularidades e com valores pelo menos o dobro de contratos parecidos.

Curioso, não é? Mas não para por aí.

Seguimos o dinheiro e descobrimos que a produtora, Karina Ferreira da Gama, está no centro de uma rede de ONGs e empresas que recebem milhões em outros contratos públicos, emendas parlamentares e serviços eleitorais ligados ao universo evangélico e a políticos do bolsonarismo.

Você deve conhecê-los: o ex-presidente da Câmara de Vereadores de SP, Milton Leite (União Brasil); ex-vereador de SP e bispo da Igreja Universal Atílio Francisco (Republicanos); e o Dep. Mário Frias (PL), aquele Secretário de Cultura de Bolsonaro que gravou um clipe cantando uma música autoral em homenagem ao ex-chefe.

Essa é a mulher por trás da cinebiografia, gravada em inglês, com a missão de reescrever a história de Jair Bolsonaro e consolidar sua imagem de mártir para a direita gringa. 

Só que Karina não é a única pessoa no Brasil com contatos lá fora. Aqui, no Intercept, mostramos para o mundo a verdade sobre Jair, Tarcísio, Nikolas e o resto dos seus comparsas. Nossas revelações são repercutidas pelos nossos parceiros e amigos na imprensa internacional.

Todos nós sabemos que há uma batalha política acirrada ocorrendo em Brasília para tomar o poder, conceder anistia a Jair e todos os golpistas e garantir imunidade total aos políticos flagrados em casos de corrupção.

Mas essa batalha também está sendo travada em um cenário global, como demonstram as alianças dos Bolsonaros com Donald Trump e Elon Musk.

Nossas investigações são essenciais para garantir que o Brasil não seja manipulado em 2026 como foi em 2018. Precisamos manter a pressão e, para isso, dependemos quase inteiramente das doações dos nossos leitores.

Estamos no meio de uma campanha de arrecadação vital. Precisamos levantar R$ 400 mil até o fim do ano para continuar investigando os esquemas de Bolsonaro e do Centrão, tanto no Brasil quanto no exterior. 

O tempo está se esgotando e ainda estamos muito longe de atingir nossa meta. Se você acredita na importância desse trabalho, podemos contar com o seu apoio hoje?

 

(Sua doação será processada pela Doare, que nos ajuda a garantir uma experiência segura.)


É normal recebermos pistas para investigações como essa aqui no Intercept Brasil pois as fontes confiam em nós. Sabe por quê?

Porque não aceitamos emendas, nem qualquer tipo de financiamento de políticos ou governos! Isso nos deixa livres para denunciar qualquer esquema sem medo e sem censura. Para 2026, isso vai fazer toda a diferença. 

O jornalismo independente é o único que não vai reproduzir narrativas de campanha absurdas que você vê em ano eleitoral. Temos a confiança das fontes, temos a liberdade editorial e temos a experiência e a visibilidade necessárias para chacoalhar o país. E também temos a credibilidade internacional para chamar a atenção do mundo. 

É por isso que revelamos o caso preocupante dos agentes da Polícia Federal que se mudaram para a mesma cidade que Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Também é por isso que investigamos a imensa influência que as Big Techs dos EUA têm sobre Brasília, como em nossa reportagem exclusiva sobre a tentativa de “chantagem” da OpenAI ao governo.

E é por isso que denunciamos a vinda coordenada ao Brasil de pastores pentecostais dos EUA que ajudaram a eleger Trump no ano passado.

E foi por expor os golpistas fugitivos vivendo a vida tranquilamente na Argentina que fomos atacados e ameaçados violentamente pela tropa de Bolsonaro.

Mas o que poderia nos impedir de continuar revelando o que eles não querem que você saiba não são as ameaças deles, e sim a falta de apoio da nossa comunidade.

Para nossos jornalistas poderem planejar suas próximas revelações bombásticas – como Laís Martins e Tatiana Dias, que descobriram o que estava por trás do filme de Bolsonaro – é necessário previsibilidade financeira.

Se não arrecadarmos R$ 400 mil até o dia 31 de dezembro, não seremos capazes de apurar as denúncias mais importantes para 2026 e planejar as reportagens que mudarão os rumos do país nas ruas e nas urnas.

Não deixe que isso aconteça! Se você quer golpistas e corruptos na prisão e não no Congresso, considere doar agora e nos ajudar a bater essa meta urgente.


Equipe Intercept Brasil

Obs: 
não se esqueça de ler a matéria completa!


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O que você estava fazendo às 2h27 da madrugada de 10 de dez?


A maioria das pessoas estava dormindo. Mas enquanto você dormia, o Congresso estava trabalhando contra nós


Agência Pública
 

Na calada da noite, às 02h27, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), anunciou a aprovação do PL da Dosimetria, que reduz penas dos golpistas do 8 de Janeiro e beneficia diretamente Jair Bolsonaro, já condenado a 27 anos por tentativa de golpe. Foram 291 votos a favor e 148 contra. Sem debate público. Sem transparência. No escuro.

Horas antes, a Câmara conseguiu expulsar jornalistas e agredir deputados de esquerda. Na madrugada, veio a canetada. 

Isso não é coincidência. É, mais uma vez, a lei sendo usada como arma política

Esta tática tem nome: lawfare. É sobre essa estratégia de usar o sistema jurídico como arma para alcançar objetivos políticos que parte o curso “Lawfare — a influência dos EUA ontem e hoje”, conduzido por Natalia Viana, fundadora e diretora da Pública. A partir de casos como a Lava Jato, a guerra às drogas e o tarifaço de Trump, o curso mostra como interesses externos operam no Brasil e como o sistema de justiça pode ser usado como ferramenta de disputa política.

Para participar, você pode fazer uma doação de R$190 via Pix para contato@apublica.org ou se tornar Aliado da Pública em um de nossos planos anuais. Depois, é só fazer a sua inscrição aqui.

Quem entende o jogo começa a jogar melhor. Quem entende o poder consegue enfrentá-lo.

Ao participar do curso, você investe no seu conhecimento e fortalece o jornalismo independente que expõe esse jogo todos os dias. Apoiar a Pública é defender a soberania do país, fiscalizar quem manda e proteger a democracia de quem age nas sombras.

Chega de assistir de longe. Neste Dia dos Direitos Humanos, transforme sua indignação em ação. Apoie a Pública. Entre nessa luta com a gente.


Via: Letícia Gouveia

Analista de Audiências da Agência Pública


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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Documentário revela suposto esquema de 80 anos dos EUA para ocultar existência de ETs e OVNIs


A produção dirigida por Dan Farah reúne depoimentos de 34 autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, que relatam pressões, disputas geopolíticas e relatos de tecnologia recuperada mantidos longe do público por décadas.


AP / Department of Defense

O documentário "The Age of Disclosure", dirigido pelo produtor Dan Farah, aborda uma suposta "conspiração global de 80 anos" do governo dos EUA sobre a possível existência de vida inteligente não humana, por meio de entrevistas com 34 altos funcionários americanos, incluindo o atual Secretário de Estado, Marco Rubio.


Documento desclassificado da CIA

 alega que OVNI transformou 

soldados soviéticos em pedra



Em declarações à Fox News, Farah afirmou que, durante anos, tanto cidadãos quanto autoridades americanas, incluindo o presidente, ficaram "alheios a esse assunto".

Ele destacou que, graças aos esforços dos depoentes, recentemente "altos cargos do Congresso e da Administração começaram a descobrir o que está acontecendo".

De acordo com Farah, o filme mostra como Washington está envolvida em uma "corrida secreta e de alto risco da Guerra Fria com nações adversárias como a China e a Rússia para fazer a engenharia reversa de tecnologia não humana".


Cometa mais antigo já visto pode

 ser tecnologia alienígena hostil, 

dizem pesquisadores


Grande segredo oculto


Para Kent Heckenlively, autor do livro "Catastrophic Disclosure" (Revelação Catastrófica), o mais notável no documentário são os inúmeros comandantes militares e de inteligência que "declaram publicamente" não apenas a existência de "extraterrestres", mas também de "um programa muito ativo de recuperação e engenharia reversa de tecnologia alienígena".

Segundo o especialista, após assistirem ao filme, os espectadores só podem chegar a duas conclusões possíveis: "ou isso é uma operação psicológica total e completa do governo sobre a população agora; ou houve uma tremenda operação psicológica contra o público no passado", afirmou.

Apesar do tom alarmante, Heckenlively considera que a humanidade "amadureceria" se a existência de vida alienígena fosse confirmada. "Acredito que melhoraríamos se soubéssemos que existem espécies que não apresentam alguns dos aspectos negativos associados à raça humana", concluiu.

Fonte: RT Brasil


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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Lula critica ‘tirania do veto’ na ONU que impede fim do genocídio em Gaza


Presidente disse que Israel extermina palestinos durante discurso na Conferência de Alto Nível sobre Palestina, em Nova York


Lula-ONU

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira (22/09) que o genocídio cometido por Israel contra o povo palestino é “símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo”. Em crítica indireta aos Estados Unidos, que recentemente voltaram a barrar, no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), uma resolução de cessar-fogo imediato e permanente na Faixa de Gaza, afirmou que a “tirania do veto” impede com que atrocidades sejam evitadas.

“Ele mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam. Também vai contra sua vocação universal, bloqueando a admissão, como membro pleno, de um Estado cuja criação deriva da autoridade da própria Assembleia Geral”, disse o petista.

A declaração de Lula se deu na Conferência Internacional de Alto Nível para a Solução da Questão Palestina e a Implementação da Solução de dois Estados, na cidade estadunidense de Nova York, à margem da 80º sessão da Assembleia Geral da ONU.

Ao afirmar que o genocídio é o termo mais apropriado para descrever o que ocorre em Gaza, o presidente lembrou que foi justamente por isso que o Brasil decidiu aderir ao caso apresentado pela África do Sul à Corte Internacional de Justiça.

“Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de cinquenta mil crianças. Nada justifica destruir 90% dos lares palestinos. Nada justifica usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda. Meio milhão de palestinos não têm comida suficiente, mais do que a população de Miami ou Tel Aviv. A fome não aflige apenas o corpo. Ela estilhaça a alma. O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação”, disse Lula.

Por fim, o petista se comprometeu a reforçar o controle sobre importações de assentamentos ilegais na Cisjordânia e manter suspensas as exportações de material de defesa que possam ser usadas para cometimento de crimes contra a humanidade e genocídio.

“Diante da omissão do Conselho de Segurança, a Assembleia Geral precisa exercer sua responsabilidade”, reiterou. “Apoiamos a criação de um órgão inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que teve papel central no fim do regime de segregação racial sul-africano”.

O presidente Lula desembarcou em Nova York no fim da tarde deste domingo (21/09). Na terça-feira (22/09), como tradição, abrirá a reunião de líderes da 80ª Assembleia Geral da ONU. O mandatário tem uma agenda intensa durante os três dias em que estará nos EUA, que incluirá encontros bilaterais com empresas de tecnologia, participação em uma reunião sobre a proposta de dois Estados para o conflito no Oriente Médio e articulações para a COP30, que será realizada em Belém, em novembro.


Leia o discurso na íntegra:

 

“Cumprimento o presidente Emmanuel Macron e primeiro-ministro Mohammed bin Salman por liderarem este importante processo.

A questão da Palestina surgiu no momento em que a Assembleia Geral adotou o chamado Plano de Partilha, há 78 anos.

A sessão em que ele foi aprovado foi presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha.

Naquela ocasião, nasceu a perspectiva de dois Estados. Mas só um se materializou.

O conflito entre Israel e Palestina é símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo.

Ele mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam.

Também vai contra sua vocação universal, bloqueando a admissão, como membro pleno, de um Estado cuja criação deriva da autoridade da própria Assembleia Geral.

Um Estado se assenta sobre três pilares: o território, a população e o governo.

Todos têm sido sistematicamente solapados no caso palestino.

Como falar em território diante de uma ocupação ilegal que cresce a cada novo assentamento?

Como manter uma população diante da limpeza étnica a que assistimos em tempo real?

E como construir um governo sem empoderar a Autoridade Palestina?

Como apontou a Comissão de Inquérito sobre os Territórios Palestinos Ocupados, não há palavra mais apropriada para descrever o que está ocorrendo em Gaza do que genocídio.

Por isso, o Brasil decidiu tornar-se parte do caso apresentado pela África do Sul à Corte Internacional de Justiça.

Os atos terroristas cometidos pelo Hamas são inaceitáveis. O Brasil foi enfático ao condená-los.

Mas o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis.

Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de cinquenta mil crianças.

Nada justifica destruir 90% dos lares palestinos.

Nada justifica usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda.

Meio milhão de palestinos não têm comida suficiente, mais do que a população de Miami ou Tel Aviv.

A fome não aflige apenas o corpo. Ela estilhaça a alma.

O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação.

Tanto Israel, quanto a Palestina têm o direito de existir.

Trabalhar para efetivar o Estado palestino é corrigir uma assimetria que compromete o diálogo e obstrui a paz.

Saudamos os países que reconheceram a Palestina, como o Brasil fez em 2010. Já somos a imensa maioria dos 193 membros da ONU.

O Brasil se compromete a reforçar o controle sobre importações de assentamentos ilegais na Cisjordânia e manter suspensas as exportações de material de defesa, inclusive de uso dual, que possam ser usadas em crimes contra a humanidade e genocídio.

Diante da omissão do Conselho de Segurança, a Assembleia Geral precisa exercer sua responsabilidade.

Apoiamos a criação de um órgão inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que teve papel central no fim do regime de segregação racial sul-africano.

Assegurar o direito de autodeterminação da Palestina é um ato de justiça e um passo essencial para restituir a força do multilateralismo e recobrar nosso sentido coletivo de humanidade.

Obrigado.”

Fonte: Opera Mundi


Lula


Discurso do presidente Lula durante Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução De Dois Estados

A questão da Palestina surgiu no momento em que a Assembleia Geral adotou o chamado Plano de Partilha, há 78 anos. A sessão em que ele foi aprovado foi presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha. Naquela ocasião, nasceu a perspectiva de dois Estados. Mas só um se materializou.


 

FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil


 Na ONU, Lula afirma que "israel" comete genocídio, tenta "aniquilar sonho palestino" e pede comitê internacional inspirado no modelo contra apartheid na África do Sul: "Nada justifica o extermínio de 50 mil crianças"



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