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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Vorcaro tratou pagamento a filme de Bolsonaro como prioridade após cobrança de Flávio


Cartas Marcadas é uma newsletter semanal que investiga a ascensão da extrema direita, as ameaças à democracia e os bastidores do poder em Brasília


Intercept Brasil

 

Cartas Marcadas: Parte 40


A pressão para liberar recursos destinados ao financiamento do filme “Dark Horse” por parte do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, teve efeitos concretos na estrutura comandada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Mensagens obtidas com exclusividade pelo Intercept Brasil mostram que, em janeiro de 2025, Vorcaro passou a tratar os pagamentos ligados ao projeto cinematográfico como prioridade absoluta, mesmo em meio à necessidade de arcar com outros desembolsos milionários.

Naquele período, a execução dos pagamentos pessoais e empresariais de Vorcaro estava concentrada nas mãos do empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e seu homem de confiança. Ele aparece em diversas conversas da série Vaza Flávio coordenando operações financeiras.

Em mensagens trocadas com Vorcaro, Zettel relata ter 55,5 milhões em pagamentos pendentes, entre despesas diversas – ele não especifica se o valor seria em reais ou dólares. Nenhum deles, porém, recebeu o mesmo tratamento dispensado ao filme de Bolsonaro. O material obtido pela reportagem indica que a mudança de prioridade nos desembolsos ligados ao banqueiro ocorreu logo após uma cobrança feita por Flávio Bolsonaro.

Em 20 de janeiro de 2025, data prevista para o primeiro aporte do cronograma financeiro revelado pela série Vaza Flávio, o empresário brasiliense Thiago Miranda — responsável por aproximar Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro nas negociações do projeto — enviou uma mensagem ao banqueiro: “Cara, hoje é a data limite daquele primeiro aporte filme. Preciso acelerar. Estamos no laço.”




Miranda afirma ainda que já havia falado com Fabiano Zettel, escalado por Vorcaro para operacionalizar parte dos pagamentos, e encaminha ao banqueiro uma captura de tela de uma conversa com Flávio Bolsonaro. Na mensagem reproduzida, cuja data não é possível confirmar, o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL pede que Miranda pressione o jurídico do investidor para destravar a operação.

“Fala Thiago, te escrevo a pedido do pessoal do nosso filme pra vc dar um gás na resposta do jurídico do investidor”, escreve. Flávio acrescenta: “Lembrando que estamos com o roteirista amarrado até janeiro só”. E encerra em tom informal: “Ela me perturbam e eu te perturbo aqui!! rs”. Pouco depois de receber a cobrança, Vorcaro responde a Miranda: “Vou atras aqui”.

Mensagens trocadas por Vorcaro nos dias seguintes sugerem que o banqueiro efetivamente passou a acompanhar pessoalmente a situação.

Em 21 de janeiro, Zettel volta a procurar o banqueiro pedindo orientação. “Me dá um norte?”. “Mesmo que seja ‘não faz porra nenhuma até eu voltar’…”, escreve Zettel. “Total = 55,5M”, informa. Em seguida, ele pergunta: “Manda quanto? Paga o que?”.



Horas depois, Vorcaro demonstra preocupação específica com o projeto cinematográfico. “O filme ta nesse negocio?”. Zettel diz que não e apresenta uma justificativa: “Porque o fluxo é gigante… 10 de 2.5 de dólares”.

A referência sugere um cronograma de pagamentos em dólares de grande porte, compatível com os documentos financeiros posteriormente obtidos pelo Intercept, que registram um planejamento de aportes de quase 24 milhões de dólares para o projeto cinematográfico – um total de R$ 134 milhões, conforme a cotação na época.

A preocupação de Vorcaro com o tema se intensifica nos dias seguintes. Pouco mais de uma semana depois, em 28 de janeiro de 2025, ele procura novamente Zettel para saber se o pagamento relacionado ao filme finalmente havia sido realizado. “Filme vc pagou?”. A resposta é negativa:  “Irmão, Não vem 1 real tem 3 semanas… kkkkkkk Paguei foi nada…”, diz Zettel.



Poucos minutos depois, Zettel informa que o projeto sequer aparecia entre as prioridades financeiras que estavam sendo processadas naquele momento. “E filme não está na lista de 55.5.”, diz. É nesse contexto que Vorcaro envia uma mensagem reveladora: “Esse e o mais importante disparado”. E completa: “Nao pode falhar mais”.

As conversas chamam a atenção pelo contexto vivido pelo próprio Banco Master naquele período. Documentos e investigações posteriores indicaram que o banco já enfrentava dificuldades relacionadas à liquidez, à captação de recursos e ao monitoramento regulatório desde o fim de 2024.

O Banco Central havia intensificado cobranças sobre capitalização e liquidez da instituição, enquanto o grupo buscava novas fontes de recursos. É nesse cenário que as mensagens revelam Vorcaro mobilizado para garantir que os aportes destinados ao filme não fossem interrompidos.

Nós entramos em contato com Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Flávio Bolsonaro, Thiago Miranda e Paulo Calixto para obter posicionamentos sobre as informações apresentadas pela reportagem. Até o momento, não houve retorno. O espaço segue aberto.


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Os documentos revelados anteriormente pelo Intercept ajudam a dimensionar o resultado prático dessa prioridade estabelecida por Vorcaro. Como revelou a série Vaza Flávio, até maio de 2025, pelo menos 10,6 milhões de dólares foram efetivamente recebidos pelo fundo Havengate, responsável pela produção do filme e sob controle de Paulo Calixto, advogado do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo.

Agora, os diálogos ajudam a compreender os bastidores desses pagamentos. As conversas mostram que as transferências não eram tratadas como uma operação qualquer dentro do universo de compromissos financeiros de Vorcaro. 

Pelo contrário, mesmo diante de dezenas de milhões de reais em desembolsos pendentes e em meio às dificuldades enfrentadas pelo Banco Master naquele período, o banqueiro determinou que o filme da família Bolsonaro era, nas suas próprias palavras, “o mais importante disparado”.


Como sempre, a colaboração de fontes e leitores continua sendo fundamental. Se você possui documentos, mensagens, contratos, planilhas, gravações ou qualquer informação de interesse público relacionada a esta investigação — ou a qualquer outro tema relevante —, entre em contato com o Intercept por meio dos canais seguros de comunicação disponíveis em nossa página para fontes.


Mensagens inéditas reveladas pelo Intercept Brasil mostram que os pagamentos para o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, eram prioridade para o banqueiro Daniel Vorcaro.

Quer entender melhor? Leia a reportagem completa da newsletter Cartas Marcadas no site do Intercept Brasil:



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Por:  Paulo Motoryn, Laís Martins, Eduardo Goulart, Leandro Becker e Mauricio Moraes

Fonte: Intercept Brasil


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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

A extrema direita não hesita em sacrificar o país para proteger seus líderes


Já estamos há mais de dois meses enfrentando o tarifaço de 50% que Trump impôs para punir o Brasil e tentar em vão salvar Bolsonaro do julgamento pelo golpe


Intercept Brasil
 

O impacto é devastador: bilhões em prejuízo direto para o agronegócio e um efeito em cascata sobre toda a economia. Os primeiros atingidos são justamente os estados governados pelos herdeiros do bolsonarismo: São Paulo, Minas e Goiás, comandados por Tarcísio, Zema e Caiado.

Esses três governadores que disputam a herança política de Bolsonaro em 2026 não pensaram duas vezes em sacrificar o agro dos seus próprios estados pelo ex-presidente. Apoiaram o golpismo, clamaram pela anistia, e agora assistem calados enquanto Eduardo Bolsonaro segue articulando contra o próprio país dos EUA.

A traição deste último é ainda mais revoltante: Eduardo Bolsonaro, que deveria representar o Brasil como deputado federal, usa os privilégios do seu cargo para negociar sanções americanas contra a economia brasileira.

Um brasileiro eleito, pago com seus impostos, trabalhando contra você, contra sua família, contra o país que o elegeu. É um retrato cruel do que esses governadores fazem: sacrificam seus estados, sua economia, seu povo pelos próprios interesses políticos.

Tarcísio, Zema e Caiado calcularam que valia a pena apostar no golpismo para herdar o eleitorado bolsonarista. Deu errado, mas quem sai prejudicada é a população brasileira.


Eles estão se fortalecendo para as eleições de 2026 com apoio internacional. Mas você pode enfraquecê-los!  É necessário investigar, pressionar e expor estes governantes para impedir que a extrema direita avance. Você pode doar R$35 hoje?


É um retrato cruel e simbólico: as elites podem brincar de golpismo, mas é o povo que paga a fatura.

A extrema direita não hesita em sacrificar o país para proteger seus líderes.

E o jornalismo independente que denuncia a hipocrisia e os crimes de um agro que posa de vítima, mas é cúmplice do golpe.

 

Se você acredita que o Brasil não pode ser refém de Trump, Bolsonaro e da Bancada Ruralista, junte-se a nós hoje mesmo.


Fonte: Equipe Intercept Brasil


Lula critica a atuação de Eduardo Bolsonaro e diz que ele está nos EUA para "lamber as botas do Trump" para impor sanções ao Brasil



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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Forças Armadas da Venezuela respaldam decisão da Justiça que certificou vitória de Maduro


Exército do país ratificou ‘lealdade’ ao presidente reeleito após anúncio de fim da auditoria das atas pelo Supremo


PSUV/X - Resultados emitidos pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) apontam vitória de Nicolás Maduro, com 51,92% dos votos válidos

As Forças Armadas da Venezuela anunciaram nesta quinta-feira (22/08) que irão acatar a decisão da Câmara Eleitoral do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) sobre a vitória do presidente Nicolás Maduro nas eleições presidenciais de 28 de julho.

“Ratificamos absoluta lealdade ao presidente Nicolás Maduro, reeleito pelo poder popular, legitimamente proclamado pelo Poder Eleitoral e agora ratificado pelo mais alto tribunal de justiça do país para o próximo mandato presidencial de 2025-2031”, escreveu o exército em documento.

A declaração do exército venezuelano veio após o TSJ anunciar, também na quinta-feira, a finalização do processo de auditoria das atas relativas às eleições presidenciais realizadas no dia 28 de julho.

Segundo o órgão judiciário não foram encontradas irregularidades nos documentos detalhados das urnas eleitorais, assim decretou a certificação dos resultados emitidos pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que apontam a vitória de Nicolás Maduro, com 51,92% dos votos válidos.

Já o ex-candidato Edmundo González Urrutia, representante da coalizão de extrema direita Plataforma Unitária, ficou em segundo lugar, com 43,18%.

Assim, através de um comunicado, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) reafirmam a sua adesão à Constituição e às leis da Venezuela, destacando “a importância de preservar a paz e a estabilidade do país, face à ameaça de grupos extremistas de direita que tentaram desestabilizar com atos violentos, terroristas e cibernéticos” a nação sul-americana.

O exército ainda lamentou “as perdas humanas e os danos materiais” durante os protestos violentos. Da mesma forma, também destacou a força da democracia venezuelana, bem como a soberania e independência do país relativamente a interferências externas em suas eleições.

Por fim, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas reiteraram o seu compromisso com os direitos fundamentais do povo venezuelano, “que incluem a vida, a paz e o desenvolvimento integral”.

A Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, também anunciou nesta sexta-feira (23/08), seu comprometimento em respaldar a decisão do TSJ, que ratifica a vitória de Maduro.

Por meio de um acordo, a AN deve instalar “órgãos competentes do Estado venezuelano para determinar responsabilidades por supostos crimes de usurpação de funções, crimes informáticos, associação criminosa e incitação ao ódio”, em meio à crise política que foi instalada após as eleições e os protestos violentos da extrema direita.

(*) Com AVT e TeleSUR

Redação Opera Mundi



 Jackson Hinkle


O candidato da oposição venezuelana do SIONISTA Elon Musk escreveu uma carta a NETANYAHU em 2018, implorando a ISRAEL para invadir a Venezuela e golpear ilegalmente o presidente Maduro!

Não é de se espantar que @elonmusk a apoie!



 Sou Palestina


Imagine a oposição venezuelana chamando Maduro de genocida, enquanto carrega esse lixo de bandeira.



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domingo, 31 de maio de 2020

Extrema direita faz manifestação "estilo KKK" em Brasília




Via: CONVERSA AFIADA

Grupo liderado por Sara Winter realizou ato contra o STF


No início da madrugada deste domingo 31/V, manifestantes bolsonaristas realizaram um ato em frente ao prédio do Superior TribunalFederal (STF), em Brasília. O grupo, liderado pela ativista Sara Winter, tinha como principal alvo o ministro Alexandre de Moraes.

Sara Winter, pseudônimo de Sara Fernanda Giromini, é uma ex-militante feminista que converteu-se à extrema direita, ao fundamentalismo católico e a movimentos pró-monarquia. Ela é uma das investigadas no inquéritodas fake news que corre no Supremo.

Ela também é uma das lideranças do movimento "300 doBrasil" - grupo de apoiadores de Bolsonaro atualmente acampado na Praça dos Três Poderes. Segundo reportagem da Folha de São Paulo publicada em 12/V, a própria Sara Winter confessa que o grupo possui participantes armados - o porte de armas de fogo em manifestações políticas é proibido pela Constituição Federal.

Nesta madrugada, entretanto, a manifestação dos "300 doBrasil" reuniu pouco menos de trinta participantes. O grupo, entretanto, chamou atenção: marchou até a sede do Supremo, bradando palavras de ordem como "viemos cobrar, o STF não vai nos calar" e "inconstitucional, Alexandre imoral".

O bando utilizava máscaras, roupas pretas e tochas - símbolos freqüentemente utilizados em manifestações da extrema direita pelo mundo, como os grupos "alt-right" dos Estados Unidos ou mesmo a Ku Klux Klan.



Em tempo: na quarta-feira 27/V, Sara Winter ameaçou o ministro Alexandre de Moraes em um vídeo publicado nas redes sociais: "a gente vai infernizar a tua vida. A gente vai descobrir os lugares que o senhor frequenta, a gente vai descobrir quem são as empregadas domésticas que trabalham para o senhor, a gente vai descobrir tudo da sua vida", disse a militante.



Em tempo2: Sarah Winter (com "h" no final) era o nome de uma simpatizante nazista acusada de espionagem durante a Segunda Guerra.




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