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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Eduardo Bolsonaro pode ser preso? Entenda o que acontece com o ex-deputado após condenação no STF


Juristas apontam que Eduardo Bolsonaro ainda pode recorrer, mas deve ficar inelegível e enfrentar pedido de extradição


Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos | Crédito: Paola de Orte/Agência Brasil

Apesar da condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão no regime semi-aberto por coação no curso do processo sobre os golpistas de 8 de janeiro, o destino do ex-deputado Eduardo Bolsonaro ainda é incerto.

Para que a pena seja cumprida, ainda há o prazo para apresentação e julgamento de recursos até o trânsito em julgado, quando a pena pode começar a valer. A partir da análise dos recursos, que não mudam a condenação, o ex-deputado torna-se inelegível por oito anos.

No entanto, para que se cumpra a reclusão, será preciso fazer um pedido de extradição do Brasil, já que Eduardo está vivendo nos Estados Unidos. O pedido precisa ser analisado pelas autoridades internacionais, contando que há também a possibilidade de o filho do ex-presidente Bolsonaro tentar pedir asilo político ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Juristas ouvidos pelo Brasil de Fato detalharam tanto os trâmites como os obstáculos do cumprimento da pena de Eduardo Bolsonaro.

constitucionalista Pedro Serrano, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), explica que a condenação já está consolidada em seu mérito. Segundo ele, a defesa deve apresentar embargos de declaração, recurso utilizado para esclarecer eventuais omissões, contradições ou pontos obscuros da decisão. “A decisão foi unânime, então não cabe nenhum tipo de recurso que possa, como se fala no direito, incidir sobre a coisa julgada, ou seja, alterar o mérito da decisão”, afirmou.

Na mesma linha, o jurista Lenio Streck indica que o processo ainda precisa cumprir etapas formais antes do início da execução da pena. “Tem de esperar o trânsito em julgado. Cabe embargos de declaração. Leva ainda uns dois meses”, disse. A advogada Amanda Vitorino Melonio, integrante da Rede Feminista de Juristas (deFEMde), lembra que o próprio STF consolidou, em 2019, o entendimento de que o cumprimento da pena só deve começar após o esgotamento de todos os recursos. “É constitucional a regra do Código de Processo Penal que prevê o esgotamento de todas as possibilidades de recurso para o início do cumprimento da pena”, destacou.

A permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos também pode dificultar a execução da condenação. Segundo Serrano, “enquanto ele estiver lá, protegido pelo governo do Trump, a realidade é que não vai ter como executar essa pena no aspecto da restrição ao direito de liberdade dele”.

Melonio acrescenta que, fora do território nacional, alternativas como inclusão na lista da Interpol ou pedido de extradição dependeriam da cooperação internacional. Já Streck ressalta que “estando lá, o Brasil precisa pedir a extradição”, mas pondera que a situação pode se tornar mais complexa caso o ex-deputado obtenha asilo político.

Em nota após o resultado do julgamento, Eduardo Bolsonaro classificou a decisão como “sem pé nem cabeça” e mantém o discurso de exilado político.

“Tenho confiança na restauração da democracia brasileira com a vitória de Flávio Bolsonaro, que permitirá que as centenas de exilados possam, enfim, retornar à sua pátria.”

Apesar de a prisão ainda depender do encerramento do processo, os especialistas apontam que a condenação já tem forte impacto político. Serrano afirma que Eduardo Bolsonaro perderá o cargo efetivo que ocupava e ficará inelegível por oito anos. “Ele já vai estar sujeito a essas penas de perda do cargo e de inelegibilidade”, disse. Caso a pena venha a ser executada, o cumprimento inicial deverá ocorrer em regime semiaberto. “Pode trabalhar, mas tem de se recolher à noite”, explicou Streck.

Por: Luís Indriunas

Fonte: Brasil de Fato


Intercept Brasil


Eduardo Bolsonaro foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão e inelegibilidade por 8 anos por tentar interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por envolvimento com a trama golpista de 8 de Janeiro.



 Desmascarando


BIZARRO: COMO UM BEBÊ CHORÃO, EDUARDO BOZO GRAVA VÍDEO EM INGLÊS PEDINDO AJUDA A TRUMP



Política 01

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Bombardeios israelenses deixam milhares de libaneses sem documentos que comprovem sua identidade ou posse de terras


A campanha de Israel para arrasar enormes faixas do sul do Líbano pode destruir não apenas as casas das pessoas, mas até a possibilidade de que demonstrarem que são proprietárias, segundo moradores locais e autoridades do governo libanês – potencialmente impedindo centenas de milhares de libaneses de comprovar que têm alguma propriedade ou residência


Intercept Brasil
 

Imagens aéreas de Bint Jbeil, sede de um município do mesmo nome, mostram o que os moradores descrevem como marcas de incêndio em locais onde os registros oficiais eram mantidos: documentos do registro civil, escrituras de terras, a infraestrutura de papel que integra a existência jurídica de uma cidade.

O cartório não existe mais, os prédios do governo foram demolidos, e as casas que continuam importantes documentos pessoais sofreram destruição generalizada. Agora, os moradores de 36 vilarejos do distrito de Bint Jbeil temem que a guerra total de Israel signifique a destruição de todos os seus registros, o que poderia desvinculá-los permanente das casas que deixaram para trás quando fugiram sob ordens israelenses de evacuação.

Isso poderia transformar em pesadelo a reconstrução após a guerra. Bint Jbeil é o distrito mais a sudoeste do Líbano, e foi palco de uma campanha militar israelense para evacuar populações inteiras antes de arrasar seus vilarejos.

“O Ministério do Interior ainda não conseguiu ter acesso aos arquivos do registro civil do distrito de Bint Jbeil.”

Alguns libaneses inclusive consideram que é uma tática intencional, parte do plano de Israel para esvaziar o sul do líbao e estabelecer uma zona tampão ao sul do rio Litani. Os líderes israelenses esperam que isso deixe o norte de Israel fora do alcance dos foguetes do Hezbollah.

Um mukhtar, uma autoridade local, confirmou ao Intercept dos EUA que os arquivos do registro civil estão digitalizados apenas até 2020, o que oferece um alívio limitado. Muita coisa, no entanto, continua desaparecida. Há os documentos dos últimos seis anos, juntamente com inúmeros outros que não foram oficialmente registrados em razão da burocracia libanesa, notoriamente caótica, e da fiscalização ineficaz das regras de registro, que às vezes são desrespeitadas para evitar pagar tributos.

No centro da crise está o Grande Serralho de Bint Jbeil, o antigo prédio administrativo que abriga o registro de imóveis das dezenas de famílias em mais de 20 vilarejos do distrito. Desde a entrada das forças israelenses, as autoridades libanesas não conseguiram mais ter acesso ao prédio, embora tenham feito tentativas por meio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que apresentou solicitações ao chamado Comitê do Mecanismo, que administra o acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano.

“O Ministério do Interior ainda não conseguiu ter acesso aos arquivos do registro civil do distrito de Bint Jbeil, porque o Comitê Internacional da Cruz Vermelha não recebeu aprovação do Comitê do Mecanismo, que inclui Israel, para entrar na área, embora tenha apresentado uma solicitação para tal, com o objetivo de recuperar os arquivos e transferi-los para o Ministério do Interior, em Beirute”, disse ao Intercept um porta-voz do ministério.

Em um comunicado enviado a um jornalista do Intercept em Nova York, um porta-voz das Forças de Defesa de Israel se recusou a comentar sobre o pedido da Cruz Vermelha, e afirmou que o grupo libanês Hezbollah instala ativos militares em áreas civis.

“As diretivas das FDI permitem a execução de operações de limpeza de estruturas usadas para fins militares, ou quando há uma necessidade operacional essencial que justifique a demolição total ou parcial de uma estrutura, de acordo com o direito internacional”, dizia o comunicado.

A destruição de infraestrutura civil na guerra só é permitida pelas leis da guerra em condições restritas: é preciso existir um propósito militar, e a destruição deve ser incidental a esse propósito.

Israel destruiu vilarejos inteiros na fronteira do Líbano. Os especialistas afirmam que essas ações podem constituir crimes de guerra. O ministro da defesa de Israel já disse anteriormente que: “todas as casas em vilarejos próximos à fronteira libanesa serão destruídos”.


O Grande Serralho


O ministro das Finanças do Líbano, Yassine Jaber, vem monitorando o Grande Serralho por satélite.

“As paredes ainda estão quase todas de pé”, disse ao Intercept, “mas os satélites não têm a chave das portas. Não sabemos o que aconteceu lá dentro. Os arquivos foram destruídos? Foram confiscados? A verdade ainda está do outro lado da linha de frente.”

Durante quatro semanas, Jaber comandou uma espécie de sala de operações de crise: ligações para o comando militar do Líbano, coordenação com a inteligência militar, tentativas reiteradas de entrar em contato com o Comitê do Mecanismo – o órgão multilateral que inclui Israel e monitora o acordo de cessar-fogo celebrado em meados de abril com o Hezbollah – e apelos à UNIFIL, a Força das Nações Unidas no Líbano.

Seu objetivo era estabelecer um corredor para uma única viagem a Bint Jbeil para recuperar os registros.

“Tentamos de tudo”, conta Jaber. “Mas Bint Jbeil neste momento é uma zona proibida.”

“Tentamos de tudo. Mas Bint Jbeil neste momento é uma zona proibida.”

Nem o Comitê Internacional da Cruz Vermelha conseguiu chegar aos arquivos.

“O CICV apoiou o Ministério do Interior na evacuação de alguns dos registros civis do sul do Líbano no começo da escalada”, explica Sally Aoun, porta-voz do CIVC no Líbano. “Não foi possível apoiar a evacuação em Bint Jbeil em razão das hostilidades em curso.”

Jaber teve sucesso em algumas outras áreas onde recuperar os registros se mostrou um desafio. Quando os combates chegaram a Marjayoun, no sul do Líbano, uma equipe de funcionários públicos entrou na cidade sob bombardeio para recuperar os registros civis. A mesma coisa aconteceu no distrito de Hasbaya.

Os registros da cidade de Tiro, no sul, agora são mantidos mais acima na costa, em Sidon. O ministério também conseguiu evacuar para Beirute os arquivos de Meiss El Jabal, Tibnine, Jbaa, Jouaya, e Nabatieh. O Ministério do Interior em Beirute designou um dia da semana para cada um dos registros distritais fazer o processamento das solicitações de documentação civil para os desabrigados do sul.

Bint Jbeil continua sendo a peça que falta.


Armadilha Jurídica


O Líbano tem um backup digital parcial. O Ministério das Finanças tem arquivos eletrônicos da maioria dos imóveis registrados no sul, uma rede de segurança para as escrituras que chegaram a ser registradas formalmente. No entanto, milhares de transações nunca foram registradas.

É o caso de Ali Khreizat, conhecido pelo honorífico Abu Hassan, que foi desalojado de sua casa no vilarejo de Aitaroun, no distrito de Bint Jbeil. Quando o vilarejo enfrentou o bombardeio israelense, Abu Hassan foi embora – mas deixou para trás, em uma gaveta no canto, uma bolsa de couro gasta que continha a escritura de compra e venda da terra em que viveu por cinco anos.

Abu Hassan fez as pazes com a destruição de sua casa, mas sua preocupação muito maior é que talvez nunca consiga comprovar que era dono da propriedade.

“Quem protege o direito do comprador se o contrato em papel desaparece?”

“A casa que eu construí pedra por pedra agora virou pó”, diz. “E o papel que diz que ela era minha foi com Deus.”

Mesmo cinco anos depois de se mudar, a escritura nunca chegou ao registro de imóveis. Como muitas pessoas no Líbano, Abu Hassan não teve pressa para cumprir os prazos burocráticos, e a lendária ineficiência estatal libanesa não oferecia muito incentivo para isso. Agora, ele soube pelos moradores locais que ainda estão na região que até o cartório foi destruído, o que reduziu ainda mais sua esperança de que exista em algum lugar uma cópia de sua escritura.

Como praticamente não há fiscalização das normas de registro – seja por uma indiferença em relação à papelada burocrática, seja por outro motivo, como evitar a tributação – o problema dos imóveis residenciais sem registro poderia deixar as pessoas sem meios de comprovação de que adquiriram propriedades.

“Isso criará um grande problema jurídico na comprovação da titularidade”, diz Jaber. “Quem é dono do quê? Quem protege o direito do comprador se o contrato em papel desaparece?”

Jaber conta que quando assumiu o cargo, em fevereiro de 2025, encontrou um sistema inadequado para os tempos atuais, em que tudo é online. Ele agora está supervisionando uma reforma completa para digitalização de documentos, um projeto que ele estima que levará seis meses para ser concluído.

“Um cofre digital”, diz, “que nenhum projétil pode alcançar e nenhum fogo pode apagar”.


Apagando o mapa


Os danos aos registros em Bint Jbeil podem ser ainda mais extensos do que qualquer documento individual.

Uma das principais preocupações é o destino do departamento de agrimensura. Essa unidade técnica detém os registros de medição que vinculam as divisas das propriedades a pontos de referência geográficos fixos, alguns deles remontando ao período do mandato francês. Esses pontos estão ligados, por meio de uma série de levantamentos históricos, a uma coordenada de referência em Homs, na Síria, que serve de âncora para o mapa cadastral nacional do Líbano desde a década de 1920.

Se esses marcos físicos do levantamento foram destruídos, segundo Riyad Al-Asaad, engenheiro civil da região sul, a pergunta passa a ser: quem controla os dados de georreferenciamento que definem as divisas? O Líbano ou Israel?

O risco, segundo Al-Asaad, é que as propriedades possam ser redesenhadas usando medições israelenses, uma nova realidade geográfica que se imporia sobre a antiga.

O general libanês aposentado Yaarab Sakhir considera que isso faz parte de um padrão deliberado, e aponta para a Doutrina Dahieh, uma estratégia militar israelense que foi nomeada em referência ao subúrbio de Beirute onde foi implementada pela primeira vez. A estratégia propõe ataques desproporcionais sobre infraestrutura civil para criar um alto custo para os inimigos de Israel, que funcione como uma forte contenção.

“Israel, quando aplica a Doutrina Dahieh, como fez em Gaza, que foi objeto de uma divisão 55/45 entre um corredor israelense e uma zona palestina – está fazendo a mesma coisa agora, ao sul do Litani”, diz. “Primeiro, deslocamento e despovoamento. Segundo, ataques repetidos. Terceiro, quando as áreas são tomadas militarmente – Bint Jbeil em primeiro lugar – eles mineram, demolem, e apagam todos os recursos, para tornar essas áreas inabitáveis e impedir que os moradores retornem.”

Prédios oficiais, segundo Sakhir, se tornam alvos específicos de Israel nesse programa.

“Israel se concentra em cartórios do registro civil e serralhos do governo”, diz. “O arquivo do serralho de Bint Jbeil abrange não apenas a cidade, mas todos os vilarejos do distrito.”

Em sua declaração ao jornalista do Intercept em Nova York, os militares israelenses negaram que estivessem atacando especificamente a infraestrutura civil.

“As FDI”, disse o porta-voz, “não atuam contra as instituições do Estado do Líbano, as Forças Armadas Libanesas, nem os civis libaneses, e rejeita as acusações de danos intencionais contra os registros da população, documentos civis, registros imobiliários ou instituições administrativas, ou qualquer intenção de desvincular os habitantes de suas terras ou prejudicar seus direitos de propriedade.”


Fantasmas em seu próprio país


Dados do Ministério do Interior mencionam 190 mil pessoas registradas como eleitores no distrito de Bint Jbeil, em 2025. Somando-se a geração de crianças e jovens que ainda não estão nesse cadastro, o número chega a aproximadamente 250 mil pessoas – todas elas, em graus variados, atingidas pelo desaparecimento dos registros oficiais de seu distrito.

Mohamed Sarhan, o mukhtar, ou líder local, de Kfarkela, um vilarejo da região norte do distrito de Bint Jbeil, disse ao Intercept que moradores e funcionários públicos do local relataram que as forças israelenses confiscaram registros imobiliários do distrito de Bint Jbeil. O destino desses registros ainda é incerto. Ninguém consegue dizer com certeza se foram queimados no bombardeio, levados, ou se simplesmente se perderam no caos.

Dalia Boussi deixou Bint Jbeil ao som do bombardeio. Como todas as outras pessoas que fugiram no começo do ano, ela pegou o que era possível. Boussi, produtora de vídeo, não está em pânico; ela conseguiu levar consigo seus documentos. Mas ela se preocupa com as pessoas que fugiram sem documentos, e com o que o estado deve fazer quando essas pessoas voltarem.

“Há destruição total do centro da cidade, como podemos ver nas imagens de satélite. Quando voltarmos, precisaremos redesenhar do zero as divisas das propriedades, e determinar quais terras são públicas ou privadas, antes que seja possível começar a reconstrução”, diz Boussi. “É importante que o estado e os ministérios relevantes tenham flexibilidade para facilitar as coisas para os cidadãos. Uma célula de crise deve ser criada em cada cidade, especificamente para rastrear os documentos de propriedade e arquivos do registro civil, e para garantir que todas as pessoas tenham seus documentos oficiais.”

Ela fez uma pausa e acrescentou: “não importa o que aconteça, ninguém vai perder sua identidade, nem alguns anos de idade”. A brincadeira reforça uma realidade: o povo de Bint Jbeil ainda existe. Seus registros podem ter desaparecido, mas os moradores locais sabem quem são, e sabem o que lhes pertencia.

Como disse Abu Hassan, o morador de Aitaroun cuja escritura provavelmente foi destruída com sua casa: “a batalha de amanhã não será apenas pela reconstrução. Será uma batalha para provar que existimos, depois que o arquivo foi saqueado ou incendiado.”



 A VERDADE CUSTA CARO. O SILÊNCIO CUSTA AINDA MAIS.


As informações que você acabou de ler incomodam muita gente poderosa. É por isso que tentam nos silenciar com processos, ameaças e difamação.

A única barreira entre a verdade e a impunidade é um jornalismo sem rabo preso. O Intercept Brasil não tem donos bilionários e não aceita um único centavo de bancos ou políticos.

Nós acabamos de entregar os fatos. Agora, a bola está com você.  Se essa história te indignou, transforme isso em ação. Mostre a eles que não estamos sozinhos e garanta que ninguém nos cale. 

Por:  Alaa Serhal

Fonte: Intercept Brasil


 Band Jornalismo


Ataques de Israel a Líbano continuam após acordo entre EUA e Irã



Sarah


Cenas apocalípticas na capital do Líbano.

Israel está bombardeando edifícios residenciais em bairros densamente povoados de Beirute.

Um cessar-fogo que ainda permite que bombas caiam sobre civis não é um cessar-fogo.



Israel está lançando produtos químicos tóxicos em terras agrícolas no sul do Líbano

Estamos falando de níveis catastróficos de glifosato, um químico ligado ao câncer

11.000 vezes acima dos níveis seguros

Isso é um crime de guerra deliberado destinado a tornar a vida impossível e forçar as pessoas a saírem de suas terras



Líbano 01

Líbano 02




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EUA desenvolvem patógenos letais no Sul Global, alerta especialista: 'Ucrânia é apenas um entre muitos'


Os EUA possuem mais de 300 biolaboratórios espalhados pelo mundo, principalmente em países do Sul Global, afirmou Jeff J. Brown, cofundador da Comissão da Verdade sobre Armas Biológicas, à Sputnik. Ele comentava a recente confirmação de Washington sobre a existência desses laboratórios


© Sputnik / Denis Aslanov / Acessar o banco de imagens

"A Ucrânia é apenas um dos muitos países do mundo onde os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] estão desenvolvendo patógenos letais para atacar seus inúmeros inimigos. Excluindo a Ucrânia, as forças norte-americanas possuem mais de 330 laboratórios de armas biológicas espalhados pelo planeta, concentrados no Sul Global", declarou Jeff J. Brown.

Segundo ele, no caso da Ucrânia, todos os biolaboratórios estão sob supervisão de estruturas militares norte-americanas.


"Os Estados Unidos se beneficiam da posse de alguns dos patógenos mais perigosos conhecidos pela humanidade para atacar os inúmeros inimigos percebidos pelo Ocidente", explicou Brown.

 

Entre os exemplos citados, estavam operações relacionadas à peste suína africana e à gripe aviária dirigidas à China, bem como campanhas semelhantes contra Cuba, Rússia e Irã.


Controvérsia aumenta em relação

 aos biolaboratórios financiados

 pelos EUA, diz especialista


Washington e seus aliados "nunca deixarão de desenvolver armas biológicas ao redor do mundo. É lucrativo demais para os militares, as grandes farmacêuticas, as empreiteiras e os políticos", concluiu o especialista.

Brown comentou as declarações recentes da diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, que reconheceu a existência de atividades que já haviam sido relatadas pelas Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica das Forças Armadas da Rússia.

Desde 2023, a Rússia tem levantado a questão dos laboratórios biológicos dos EUA em fóruns internacionais de alto nível, apresentando evidências de que trabalhos com armas biológicas teriam sido realizados em território ucraniano com o apoio norte-americano. No entanto, Washington e Kiev apresentaram essas investigações como cooperação "para fins pacíficos".


Laboratórios biológicos na Ucrânia operam com patógenos de alto risco, revelam dados dos EUA

Pela primeira vez, a Inteligência Nacional dos Estados Unidos confirmou oficialmente que instalações biológicas em território ucraniano realizaram e continuam realizando pesquisas com microorganismos altamente contagiosos. 

Esses centros, financiados com milhões de dólares de Washington, concentram-se em diferentes regiões do país. 

Descubra com o infográfico da Sputnik que patógenos são estudados, quanto custam esses laboratórios e onde estão localizados.


 

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Fonte: Sputnik Brasil


Gazeta do Mundo


A diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, afirmou que os EUA financiaram mais de 120 biolaboratórios em dezenas de países voltados a pesquisas perigosas, incluindo modificação de vírus para ampliar suas propriedades.




DNI Tulsi Gabbard


Hoje, estou divulgando inteligência nunca antes vista que revela novas evidências de financiamento passado do governo dos EUA para mais de 120 biolabs em mais de 30 países, incluindo a Ucrânia.

Em apoio à Ordem Executiva do Presidente Trump para encerrar o financiamento federal de pesquisas perigosas de ganho de função em todo o mundo, e aumentar a transparência e a responsabilização, o ODNI continuará trabalhando com parceiros em toda a Administração para identificar onde estão esses laboratórios, quais patógenos eles contêm e que tipo de “pesquisa” está sendo conduzida.



 MFA Russia


Leia o relatório completo de @mod_russia sobre a atividade militar-biológica dos EUA.

▪️ Evidências de pesquisa de patógenos perigosos na Ucrânia

▪️ Desenvolvimento de armas biológicas pelos EUA

▪️ Estabelecimento de biolaboratórios BSL-4 no exterior pelos EUA



Saúde e Bem-Estar! 01

Saúde e Bem-Estar! 02 

 



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terça-feira, 26 de maio de 2026

Flávio Bolsonaro vai à Casa Branca e diz ter pedido que Trump classifique PCC e CV como ‘terroristas’


Senador esteve no Salão Oval junto com seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e com Paulo Figueiredo, neto do ditador João Figueiredo


Opera Mundi

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, se encontrou nesta terça-feira (26/05) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante visita realizada na Casa Branca, em Washington.

O pré-candidato da extrema direita foi acompanhado pelo seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo jornalista Paulo Figueiredo, neto do ditador João Figueiredo (1979-1985).

O senador carioca afirmou que, durante a conversa, ele pediu ao mandatário norte-americano que incluísse as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista dos Estados Unidos de organizações consideradas terroristas.

“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, declarou Flávio, após a visita

A postura difere da adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considera que a medida poderia justificar uma possível intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

Ademais, Flávio defendeu que o Brasil forme parte da iniciativa Escudo das Américas, na qual estão envolvidos países latino-americanos com governos de extrema direita, como Argentina, Chile, Equador e Honduras.


Jair Bolsonaro e pré-candidatura


Segundo Flávio Bolsonaro, Trump perguntou a ele, durante a conversa, sobre o estado do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2023), que se encontra em prisão domiciliar devido a condenação no Supremo Tribunal Federal por liderar uma tentativa de golpe de Estado, entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

O senador classificou a preocupação supostamente demonstrada pelo presidente norte-americano como um “gesto humano”.

Pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio admitiu que Trump não declarou apoio à sua postulação ao Palácio do Planalto.

Por: Victor Farinelli

Fonte: Opera Mundi


Mídia NINJA

Flávio, Eduardo e Figueiredo aparecem em foto com Trump e Lindberg ironiza: os três patetas




Lindbergh Farias


TRÊS PATETAS COM TRUMP. Lindbergh Farias, vice líder do governo Lula, ironiza encontro de Flávio Bolsonaro, Eduardo e Paulo Figueiredo com Trump. “Três patetas com Trump”, diz o deputado, ao classificar o encontro como “ridículo”.

Lindbergh disse que a viagem aos EUA para uma “fotinho com Trump” é uma tentativa do Flávio Bolsonaro de esconder o escândalo dos R$ 61 milhões que ele tomou do Vorcaro.



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sábado, 23 de maio de 2026

Ativistas da flotilha de Gaza alegam agressão sexual e estupro em detenção israelense


Serviço prisional israelense nega denúncias de abuso durante a detenção de 430 pessoas que tentavam levar ajuda aos palestinos


Ativistas italianos da Flotilha Global Sumud chegando a Fiumicino. Fotografia: Remo Casilli/Reuters

 

Ativistas liberados da custódia israelense após serem detidos em uma flotilha que tentava levar ajuda a Gaza foram alvo de abusos, alegaram organizadores, com vários hospitalizados com ferimentos e pelo menos 15 relatando agressões sexuais, incluindo estupro.

O serviço prisional de Israel negou as alegações, e a Reuters não conseguiu verificá-las de forma independente.

A Alemanha disse que alguns de seus cidadãos haviam sido feridos e que algumas acusações eram "graves", sem dar mais detalhes. Uma fonte jurídica na Itália disse que os promotores de lá estavam investigando possíveis crimes, incluindo sequestro e agressão sexual.

Um porta-voz do serviço prisional israelense disse em um comunicado: "As alegações feitas são falsas e totalmente sem base factual.

"Todos os prisioneiros e detentos são mantidos de acordo com a lei, com total respeito por seus direitos básicos e sob supervisão de funcionários profissionais e treinados da prisão", disseram.

"O atendimento médico é prestado de acordo com julgamento médico profissional e de acordo com as diretrizes do ministério da saúde."


Vídeo da Flotilla: O modelo de abuso televisionado de Ben-Gvir foi aprimorado com os palestinos

Leia mais

 

O exército israelense encaminhou as consultas ao ministério das Relações Exteriores, que as encaminhou ao serviço prisional.

Forças israelenses prenderam 430 pessoas a bordo de 50 navios em águas internacionais na terça-feira para deter a flotilha de voluntários que tentava levar suprimentos de ajuda para a Faixa de Gaza.



As alegações de abuso aumentarão a pressão sobre as autoridades israelenses para explicarem o tratamento dado aos detentos, após imagens do ministro da segurança israelense zombando de alguns ativistas na prisão terem provocado uma reação internacional.

A Itália afirmou que os membros da UE estavam discutindo impor sanções ao ministro, Itamar Ben-Gvir.

"Pelo menos 15 casos de agressão sexual, incluindo estupro", postaram organizadores da Flotilha Global Sumud no aplicativo de mídia social do Telegram. "Disparados com balas de borracha a curta distância. Dezenas de ossos quebrados.

"Enquanto o olhar do mundo está fixo no sofrimento de nossos participantes, não podemos enfatizar o suficiente que este é apenas um vislumbre da brutalidade que Israel impõe diariamente aos reféns palestinos."

Luca Poggi, um economista italiano entre os detidos da flotilha, disse à Reuters ao chegar a Roma: "Fomos despidos, jogados no chão, chutados. Muitos de nós fomos atingidos com Taser, alguns foram agredidos sexualmente e alguns tiveram acesso negado a um advogado."


Adrien Jouan apresentando ferimentos após chegar ao aeroporto de Istambul, Turquia. Fotografia: Gaza Freedom Flotilla/Reuters

Promotores em Roma investigavam possíveis crimes de sequestro, tortura e agressão sexual e ouviriam depoimentos de ativistas que haviam retornado à Itália, disse a fonte jurídica italiana.

Um porta-voz do ministério das Relações Exteriores alemão disse que funcionários consulares que se encontraram com ativistas alemães ao chegarem a Istambul relataram que vários tiveram feridos e estavam passando por exames médicos.

O tratamento humano dos cidadãos alemães era uma "prioridade absoluta", disse o porta-voz, acrescentando: "Naturalmente, esperamos uma explicação completa, pois algumas das alegações feitas são graves."

Sabrina Charik, que ajudou a organizar o retorno de 37 cidadãos franceses da flotilha, disse à Reuters que cinco participantes franceses foram hospitalizados na Turquia, alguns com costelas quebradas ou vértebras fraturadas. Alguns fizeram acusações detalhadas de violência sexual, incluindo estupro, disse ela.

Em uma postagem no Instagram de um grupo ativista verificado pela Reuters, um cidadão francês, Adrien Jouan, mostrou hematomas nas costas e nos antebraços.

Ativistas disseram que parte dos supostos abusos ocorreu no mar após sua interceptação pelas forças navais israelenses, e parte após sua prisão e prisão em Israel.

Ativistas de vários países europeus eram esperados para chegar para casa em voos vindos da Turquia após terem sido deportados de Israel na quinta-feira.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse a repórteres que 44 membros da flotilha espanhola deveriam chegar durante toda a sexta-feira em voos de Istambul para Madri e Barcelona. Quatro deles receberam tratamento médico pelos ferimentos, acrescentou.

Governos ocidentais expressaram sua indignação na quinta-feira depois que Ben-Gvir postou um vídeo dele mesmo zombando de ativistas que estavam sendo imobilizados no chão em uma prisão.

O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, disse à margem da reunião da Otan na Suécia que estava em contato com todos os seus homólogos da UE "para que possa haver uma decisão rápida de impor sanções" a Ben-Gvir.

Fonte: The Guardian



Leia Mais:



Miguel Ruiz Calvo


CRIME BRUTAL 


Os soldados do regime ocupante violaram e torturaram os ativistas humanitários da Flotilha Global Sumud.

Após serem sequestrados em águas internacionais, os ativistas foram levados a prisões e, após as primeiras libertações, relataram atos de tortura, violações, descargas elétricas, humilhações, abusos psicológicos, etc.

Várias pessoas precisaram de atendimento médico urgente após serem libertadas do cativeiro.

Entre os sequestrados havia médicos, jornalistas e ativistas de dezenas de países, incluindo cidadãos espanhóis.

O silêncio é cumplicidade e vergonha.



 Clash Report


Ativista da Flotilha Sumud Global Brasileira Thiago Ávila:

Soldados israelenses estupraram nosso povo na Flotilha Sumud Global.

Não foi um, não dois, não três.

Eles estavam levando comida e remédios para Gaza. Estavam levando fórmula para bebês, e foram estuprados por soldados israelenses.



Cidadania e Solidariedade 01

Cidadania e Solidariedade 02




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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Filme Bolsonaro: produtora ganha R$108 mi em licitação “irregular”


Publicamos uma revelação exclusiva e muito interessante, que abre uma janela para o curioso mundo de dinheiro público e dos agregados do bolsonarismo


Intercept Brasil
 

Descobrimos que a produtora de “Dark Horse”, o novo filme sobre Bolsonaro, recebeu mais de R$ 100 milhões em dinheiro público só da prefeitura de Ricardo Nunes em São Paulo. 

A licitação aconteceu sem concorrência, sem qualificações ou experiência prévia, com pelo menos 20 irregularidades e com valores pelo menos o dobro de contratos parecidos.

Curioso, não é? Mas não para por aí.

Seguimos o dinheiro e descobrimos que a produtora, Karina Ferreira da Gama, está no centro de uma rede de ONGs e empresas que recebem milhões em outros contratos públicos, emendas parlamentares e serviços eleitorais ligados ao universo evangélico e a políticos do bolsonarismo.

Você deve conhecê-los: o ex-presidente da Câmara de Vereadores de SP, Milton Leite (União Brasil); ex-vereador de SP e bispo da Igreja Universal Atílio Francisco (Republicanos); e o Dep. Mário Frias (PL), aquele Secretário de Cultura de Bolsonaro que gravou um clipe cantando uma música autoral em homenagem ao ex-chefe.

Essa é a mulher por trás da cinebiografia, gravada em inglês, com a missão de reescrever a história de Jair Bolsonaro e consolidar sua imagem de mártir para a direita gringa. 

Só que Karina não é a única pessoa no Brasil com contatos lá fora. Aqui, no Intercept, mostramos para o mundo a verdade sobre Jair, Tarcísio, Nikolas e o resto dos seus comparsas. Nossas revelações são repercutidas pelos nossos parceiros e amigos na imprensa internacional.

Todos nós sabemos que há uma batalha política acirrada ocorrendo em Brasília para tomar o poder, conceder anistia a Jair e todos os golpistas e garantir imunidade total aos políticos flagrados em casos de corrupção.

Mas essa batalha também está sendo travada em um cenário global, como demonstram as alianças dos Bolsonaros com Donald Trump e Elon Musk.

Nossas investigações são essenciais para garantir que o Brasil não seja manipulado em 2026 como foi em 2018. Precisamos manter a pressão e, para isso, dependemos quase inteiramente das doações dos nossos leitores.

Estamos no meio de uma campanha de arrecadação vital. Precisamos levantar R$ 400 mil até o fim do ano para continuar investigando os esquemas de Bolsonaro e do Centrão, tanto no Brasil quanto no exterior. 

O tempo está se esgotando e ainda estamos muito longe de atingir nossa meta. Se você acredita na importância desse trabalho, podemos contar com o seu apoio hoje?

 

(Sua doação será processada pela Doare, que nos ajuda a garantir uma experiência segura.)


É normal recebermos pistas para investigações como essa aqui no Intercept Brasil pois as fontes confiam em nós. Sabe por quê?

Porque não aceitamos emendas, nem qualquer tipo de financiamento de políticos ou governos! Isso nos deixa livres para denunciar qualquer esquema sem medo e sem censura. Para 2026, isso vai fazer toda a diferença. 

O jornalismo independente é o único que não vai reproduzir narrativas de campanha absurdas que você vê em ano eleitoral. Temos a confiança das fontes, temos a liberdade editorial e temos a experiência e a visibilidade necessárias para chacoalhar o país. E também temos a credibilidade internacional para chamar a atenção do mundo. 

É por isso que revelamos o caso preocupante dos agentes da Polícia Federal que se mudaram para a mesma cidade que Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Também é por isso que investigamos a imensa influência que as Big Techs dos EUA têm sobre Brasília, como em nossa reportagem exclusiva sobre a tentativa de “chantagem” da OpenAI ao governo.

E é por isso que denunciamos a vinda coordenada ao Brasil de pastores pentecostais dos EUA que ajudaram a eleger Trump no ano passado.

E foi por expor os golpistas fugitivos vivendo a vida tranquilamente na Argentina que fomos atacados e ameaçados violentamente pela tropa de Bolsonaro.

Mas o que poderia nos impedir de continuar revelando o que eles não querem que você saiba não são as ameaças deles, e sim a falta de apoio da nossa comunidade.

Para nossos jornalistas poderem planejar suas próximas revelações bombásticas – como Laís Martins e Tatiana Dias, que descobriram o que estava por trás do filme de Bolsonaro – é necessário previsibilidade financeira.

Se não arrecadarmos R$ 400 mil até o dia 31 de dezembro, não seremos capazes de apurar as denúncias mais importantes para 2026 e planejar as reportagens que mudarão os rumos do país nas ruas e nas urnas.

Não deixe que isso aconteça! Se você quer golpistas e corruptos na prisão e não no Congresso, considere doar agora e nos ajudar a bater essa meta urgente.


Equipe Intercept Brasil

Obs: 
não se esqueça de ler a matéria completa!


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O que você estava fazendo às 2h27 da madrugada de 10 de dez?


A maioria das pessoas estava dormindo. Mas enquanto você dormia, o Congresso estava trabalhando contra nós


Agência Pública
 

Na calada da noite, às 02h27, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), anunciou a aprovação do PL da Dosimetria, que reduz penas dos golpistas do 8 de Janeiro e beneficia diretamente Jair Bolsonaro, já condenado a 27 anos por tentativa de golpe. Foram 291 votos a favor e 148 contra. Sem debate público. Sem transparência. No escuro.

Horas antes, a Câmara conseguiu expulsar jornalistas e agredir deputados de esquerda. Na madrugada, veio a canetada. 

Isso não é coincidência. É, mais uma vez, a lei sendo usada como arma política

Esta tática tem nome: lawfare. É sobre essa estratégia de usar o sistema jurídico como arma para alcançar objetivos políticos que parte o curso “Lawfare — a influência dos EUA ontem e hoje”, conduzido por Natalia Viana, fundadora e diretora da Pública. A partir de casos como a Lava Jato, a guerra às drogas e o tarifaço de Trump, o curso mostra como interesses externos operam no Brasil e como o sistema de justiça pode ser usado como ferramenta de disputa política.

Para participar, você pode fazer uma doação de R$190 via Pix para contato@apublica.org ou se tornar Aliado da Pública em um de nossos planos anuais. Depois, é só fazer a sua inscrição aqui.

Quem entende o jogo começa a jogar melhor. Quem entende o poder consegue enfrentá-lo.

Ao participar do curso, você investe no seu conhecimento e fortalece o jornalismo independente que expõe esse jogo todos os dias. Apoiar a Pública é defender a soberania do país, fiscalizar quem manda e proteger a democracia de quem age nas sombras.

Chega de assistir de longe. Neste Dia dos Direitos Humanos, transforme sua indignação em ação. Apoie a Pública. Entre nessa luta com a gente.


Via: Letícia Gouveia

Analista de Audiências da Agência Pública


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sábado, 6 de dezembro de 2025

Crise industrial na Argentina: 21% das empresas demitiram trabalhadores e 40% tiveram queda na produção


A demanda interna é a principal preocupação das empresas argentinas, seguida pelo aumento dos custos


Cortes de gastos levaram milhões de argentinos para baixo da linha da pobreza e agora afetam empresas

| Crédito: FABRICE COFFRINI / AFP

 

Uma pesquisa trimestral do Centro de Estudos da União Industrial Argentina (UIA), que consultou mais de 700 empresas, apontou que 21% das empresas industriais argentinas reduziram seu quadro de funcionários em outubro, devido a uma queda generalizada na produção.

Além disso, 23,5% ajustaram os turnos de trabalho e 7,7% recorreram à suspensão da produção, refletindo uma tendência de alta nos últimos cinco trimestres.

Segundo o relatório, apenas 10,6% das empresas aumentaram seu quadro de funcionários, uma porcentagem que vem diminuindo desde outubro de 2024. Mais de 19 mil empresas encerraram as atividades desde que o presidente Javier Milei assumiu o poder.

Já o indicador de desempenho industrial registrou 43,8 pontos em outubro, uma queda de 5,2 pontos em comparação com o ano anterior, sendo os setores têxtil, de metais básicos, vestuário, couro e calçados os mais afetados. Além disso, 40,3% das empresas relataram queda na produção, em comparação com apenas 21,3% que apresentaram melhorias.

As vendas no mercado interno também contraíram para 47,7% das empresas, um declínio mais acentuado em comparação com os 43,5% registrados três meses antes e os 26,5% de um ano atrás. A demanda interna continuou sendo a principal preocupação das empresas (41%), seguida pelo aumento dos custos (19,3%).

Nas exportações, 25,1% das empresas relataram queda nas vendas para o mercado externo, enquanto 18,2% registraram crescimento. Além disso, uma em cada duas empresas admitiu dificuldades para honrar pagamentos a funcionários, fornecedores ou impostos, segundo o Centro de Estudos do Sindicato Industrial Argentino.

Ao ser questionado sobre o efeito das políticas econômicas, Milei argumentou que “se a economia se abre e um determinado setor vai à falência, é porque os produtos importados são de melhor qualidade e/ou mais baratos”, desdenhando da atual situação do mercado interno.

Ele também alegou que esse ajuste “não gera perda de empregos” e que os trabalhadores vão migrar para setores “mais produtivos”, aumentando a felicidade dos cidadãos.

No entanto, em seus primeiros 20 meses de mandato, desde dezembro de 2023, 19.164 empresas fecharam as portas, uma média de pelo menos 30 fechamentos por dia, segundo dados do Centro de Economia Política Argentina (CEPA), com base em registros oficiais.

O encerramento dessas empresas resultou na perda de 276.624 empregos, dos quais 55.941 eram no setor industrial. A reforma trabalhista proposta por Milei não criou novos empregos, como dito oficialmente, mas sim acelerou as demissões.

A UIA alerta ainda que a crise industrial está se aprofundando, com indicadores que não mostram recuperação desde 2014.

Com informações da teleSur.

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Editado por: Rodrigo Gomes



Fonte: Brasil de Fato


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

China fornecerá US$100 milhões em assistência à Palestina


Recursos serão destinados ao alívio da crise humanitária e à reconstrução pós-conflito



Gettyimages.ru / Maxim Shemetov / Amir Levy

Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, ofereceu, nesta sexta-feira (5), mais detalhes sobre a assistência de 100 milhões de dólares à Palestina, anunciada pelo presidente Xi Jinping no dia anterior.


Hamas aceita medidas iniciais 

de desarmamento - Al Arabiya


"A China apoia firmemente a justa causa do povo palestino na restauração de seus direitos nacionais legítimos e continuará trabalhando incansavelmente com a comunidade internacional por um cessar-fogo completo e duradouro em Gaza, pela melhora da situação humanitária no local e por uma solução política antecipada para a questão palestina com base na solução de dois Estados", prometeu o representante.


  • Nos últimos dias, o Ministério da Saúde de Gaza, citado pela agência AP, informou que forças israelenses já mataram mais de 70.000 pessoas desde o conflito iniciado no dia 7 de outubro de 2023.

  • Desde 7 de outubro de 2023, a China tem enviado múltiplos lotes de ajuda humanitária a Gaza, por meio da ONU, Egito, Jordânia e outros canais.

Lin Jian


O presidente Xi Jinping anunciou que a China fornecerá US$ 100 milhões em assistência à Palestina para aliviar a crise humanitária em Gaza e apoiar sua recuperação e reconstrução.

Desde o início do conflito em Gaza, a China tem fornecido diversos lotes de suprimentos humanitários à Faixa de Gaza por meio da ONU, do Egito, da Jordânia e de outros canais, o que foi bem recebido e apreciado pelo governo e pelo povo palestino.



Fonte: RT Brasil


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