Mostrando postagens com marcador Hezbollah. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hezbollah. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Bombardeios israelenses deixam milhares de libaneses sem documentos que comprovem sua identidade ou posse de terras


A campanha de Israel para arrasar enormes faixas do sul do Líbano pode destruir não apenas as casas das pessoas, mas até a possibilidade de que demonstrarem que são proprietárias, segundo moradores locais e autoridades do governo libanês – potencialmente impedindo centenas de milhares de libaneses de comprovar que têm alguma propriedade ou residência


Intercept Brasil
 

Imagens aéreas de Bint Jbeil, sede de um município do mesmo nome, mostram o que os moradores descrevem como marcas de incêndio em locais onde os registros oficiais eram mantidos: documentos do registro civil, escrituras de terras, a infraestrutura de papel que integra a existência jurídica de uma cidade.

O cartório não existe mais, os prédios do governo foram demolidos, e as casas que continuam importantes documentos pessoais sofreram destruição generalizada. Agora, os moradores de 36 vilarejos do distrito de Bint Jbeil temem que a guerra total de Israel signifique a destruição de todos os seus registros, o que poderia desvinculá-los permanente das casas que deixaram para trás quando fugiram sob ordens israelenses de evacuação.

Isso poderia transformar em pesadelo a reconstrução após a guerra. Bint Jbeil é o distrito mais a sudoeste do Líbano, e foi palco de uma campanha militar israelense para evacuar populações inteiras antes de arrasar seus vilarejos.

“O Ministério do Interior ainda não conseguiu ter acesso aos arquivos do registro civil do distrito de Bint Jbeil.”

Alguns libaneses inclusive consideram que é uma tática intencional, parte do plano de Israel para esvaziar o sul do líbao e estabelecer uma zona tampão ao sul do rio Litani. Os líderes israelenses esperam que isso deixe o norte de Israel fora do alcance dos foguetes do Hezbollah.

Um mukhtar, uma autoridade local, confirmou ao Intercept dos EUA que os arquivos do registro civil estão digitalizados apenas até 2020, o que oferece um alívio limitado. Muita coisa, no entanto, continua desaparecida. Há os documentos dos últimos seis anos, juntamente com inúmeros outros que não foram oficialmente registrados em razão da burocracia libanesa, notoriamente caótica, e da fiscalização ineficaz das regras de registro, que às vezes são desrespeitadas para evitar pagar tributos.

No centro da crise está o Grande Serralho de Bint Jbeil, o antigo prédio administrativo que abriga o registro de imóveis das dezenas de famílias em mais de 20 vilarejos do distrito. Desde a entrada das forças israelenses, as autoridades libanesas não conseguiram mais ter acesso ao prédio, embora tenham feito tentativas por meio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que apresentou solicitações ao chamado Comitê do Mecanismo, que administra o acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano.

“O Ministério do Interior ainda não conseguiu ter acesso aos arquivos do registro civil do distrito de Bint Jbeil, porque o Comitê Internacional da Cruz Vermelha não recebeu aprovação do Comitê do Mecanismo, que inclui Israel, para entrar na área, embora tenha apresentado uma solicitação para tal, com o objetivo de recuperar os arquivos e transferi-los para o Ministério do Interior, em Beirute”, disse ao Intercept um porta-voz do ministério.

Em um comunicado enviado a um jornalista do Intercept em Nova York, um porta-voz das Forças de Defesa de Israel se recusou a comentar sobre o pedido da Cruz Vermelha, e afirmou que o grupo libanês Hezbollah instala ativos militares em áreas civis.

“As diretivas das FDI permitem a execução de operações de limpeza de estruturas usadas para fins militares, ou quando há uma necessidade operacional essencial que justifique a demolição total ou parcial de uma estrutura, de acordo com o direito internacional”, dizia o comunicado.

A destruição de infraestrutura civil na guerra só é permitida pelas leis da guerra em condições restritas: é preciso existir um propósito militar, e a destruição deve ser incidental a esse propósito.

Israel destruiu vilarejos inteiros na fronteira do Líbano. Os especialistas afirmam que essas ações podem constituir crimes de guerra. O ministro da defesa de Israel já disse anteriormente que: “todas as casas em vilarejos próximos à fronteira libanesa serão destruídos”.


O Grande Serralho


O ministro das Finanças do Líbano, Yassine Jaber, vem monitorando o Grande Serralho por satélite.

“As paredes ainda estão quase todas de pé”, disse ao Intercept, “mas os satélites não têm a chave das portas. Não sabemos o que aconteceu lá dentro. Os arquivos foram destruídos? Foram confiscados? A verdade ainda está do outro lado da linha de frente.”

Durante quatro semanas, Jaber comandou uma espécie de sala de operações de crise: ligações para o comando militar do Líbano, coordenação com a inteligência militar, tentativas reiteradas de entrar em contato com o Comitê do Mecanismo – o órgão multilateral que inclui Israel e monitora o acordo de cessar-fogo celebrado em meados de abril com o Hezbollah – e apelos à UNIFIL, a Força das Nações Unidas no Líbano.

Seu objetivo era estabelecer um corredor para uma única viagem a Bint Jbeil para recuperar os registros.

“Tentamos de tudo”, conta Jaber. “Mas Bint Jbeil neste momento é uma zona proibida.”

“Tentamos de tudo. Mas Bint Jbeil neste momento é uma zona proibida.”

Nem o Comitê Internacional da Cruz Vermelha conseguiu chegar aos arquivos.

“O CICV apoiou o Ministério do Interior na evacuação de alguns dos registros civis do sul do Líbano no começo da escalada”, explica Sally Aoun, porta-voz do CIVC no Líbano. “Não foi possível apoiar a evacuação em Bint Jbeil em razão das hostilidades em curso.”

Jaber teve sucesso em algumas outras áreas onde recuperar os registros se mostrou um desafio. Quando os combates chegaram a Marjayoun, no sul do Líbano, uma equipe de funcionários públicos entrou na cidade sob bombardeio para recuperar os registros civis. A mesma coisa aconteceu no distrito de Hasbaya.

Os registros da cidade de Tiro, no sul, agora são mantidos mais acima na costa, em Sidon. O ministério também conseguiu evacuar para Beirute os arquivos de Meiss El Jabal, Tibnine, Jbaa, Jouaya, e Nabatieh. O Ministério do Interior em Beirute designou um dia da semana para cada um dos registros distritais fazer o processamento das solicitações de documentação civil para os desabrigados do sul.

Bint Jbeil continua sendo a peça que falta.


Armadilha Jurídica


O Líbano tem um backup digital parcial. O Ministério das Finanças tem arquivos eletrônicos da maioria dos imóveis registrados no sul, uma rede de segurança para as escrituras que chegaram a ser registradas formalmente. No entanto, milhares de transações nunca foram registradas.

É o caso de Ali Khreizat, conhecido pelo honorífico Abu Hassan, que foi desalojado de sua casa no vilarejo de Aitaroun, no distrito de Bint Jbeil. Quando o vilarejo enfrentou o bombardeio israelense, Abu Hassan foi embora – mas deixou para trás, em uma gaveta no canto, uma bolsa de couro gasta que continha a escritura de compra e venda da terra em que viveu por cinco anos.

Abu Hassan fez as pazes com a destruição de sua casa, mas sua preocupação muito maior é que talvez nunca consiga comprovar que era dono da propriedade.

“Quem protege o direito do comprador se o contrato em papel desaparece?”

“A casa que eu construí pedra por pedra agora virou pó”, diz. “E o papel que diz que ela era minha foi com Deus.”

Mesmo cinco anos depois de se mudar, a escritura nunca chegou ao registro de imóveis. Como muitas pessoas no Líbano, Abu Hassan não teve pressa para cumprir os prazos burocráticos, e a lendária ineficiência estatal libanesa não oferecia muito incentivo para isso. Agora, ele soube pelos moradores locais que ainda estão na região que até o cartório foi destruído, o que reduziu ainda mais sua esperança de que exista em algum lugar uma cópia de sua escritura.

Como praticamente não há fiscalização das normas de registro – seja por uma indiferença em relação à papelada burocrática, seja por outro motivo, como evitar a tributação – o problema dos imóveis residenciais sem registro poderia deixar as pessoas sem meios de comprovação de que adquiriram propriedades.

“Isso criará um grande problema jurídico na comprovação da titularidade”, diz Jaber. “Quem é dono do quê? Quem protege o direito do comprador se o contrato em papel desaparece?”

Jaber conta que quando assumiu o cargo, em fevereiro de 2025, encontrou um sistema inadequado para os tempos atuais, em que tudo é online. Ele agora está supervisionando uma reforma completa para digitalização de documentos, um projeto que ele estima que levará seis meses para ser concluído.

“Um cofre digital”, diz, “que nenhum projétil pode alcançar e nenhum fogo pode apagar”.


Apagando o mapa


Os danos aos registros em Bint Jbeil podem ser ainda mais extensos do que qualquer documento individual.

Uma das principais preocupações é o destino do departamento de agrimensura. Essa unidade técnica detém os registros de medição que vinculam as divisas das propriedades a pontos de referência geográficos fixos, alguns deles remontando ao período do mandato francês. Esses pontos estão ligados, por meio de uma série de levantamentos históricos, a uma coordenada de referência em Homs, na Síria, que serve de âncora para o mapa cadastral nacional do Líbano desde a década de 1920.

Se esses marcos físicos do levantamento foram destruídos, segundo Riyad Al-Asaad, engenheiro civil da região sul, a pergunta passa a ser: quem controla os dados de georreferenciamento que definem as divisas? O Líbano ou Israel?

O risco, segundo Al-Asaad, é que as propriedades possam ser redesenhadas usando medições israelenses, uma nova realidade geográfica que se imporia sobre a antiga.

O general libanês aposentado Yaarab Sakhir considera que isso faz parte de um padrão deliberado, e aponta para a Doutrina Dahieh, uma estratégia militar israelense que foi nomeada em referência ao subúrbio de Beirute onde foi implementada pela primeira vez. A estratégia propõe ataques desproporcionais sobre infraestrutura civil para criar um alto custo para os inimigos de Israel, que funcione como uma forte contenção.

“Israel, quando aplica a Doutrina Dahieh, como fez em Gaza, que foi objeto de uma divisão 55/45 entre um corredor israelense e uma zona palestina – está fazendo a mesma coisa agora, ao sul do Litani”, diz. “Primeiro, deslocamento e despovoamento. Segundo, ataques repetidos. Terceiro, quando as áreas são tomadas militarmente – Bint Jbeil em primeiro lugar – eles mineram, demolem, e apagam todos os recursos, para tornar essas áreas inabitáveis e impedir que os moradores retornem.”

Prédios oficiais, segundo Sakhir, se tornam alvos específicos de Israel nesse programa.

“Israel se concentra em cartórios do registro civil e serralhos do governo”, diz. “O arquivo do serralho de Bint Jbeil abrange não apenas a cidade, mas todos os vilarejos do distrito.”

Em sua declaração ao jornalista do Intercept em Nova York, os militares israelenses negaram que estivessem atacando especificamente a infraestrutura civil.

“As FDI”, disse o porta-voz, “não atuam contra as instituições do Estado do Líbano, as Forças Armadas Libanesas, nem os civis libaneses, e rejeita as acusações de danos intencionais contra os registros da população, documentos civis, registros imobiliários ou instituições administrativas, ou qualquer intenção de desvincular os habitantes de suas terras ou prejudicar seus direitos de propriedade.”


Fantasmas em seu próprio país


Dados do Ministério do Interior mencionam 190 mil pessoas registradas como eleitores no distrito de Bint Jbeil, em 2025. Somando-se a geração de crianças e jovens que ainda não estão nesse cadastro, o número chega a aproximadamente 250 mil pessoas – todas elas, em graus variados, atingidas pelo desaparecimento dos registros oficiais de seu distrito.

Mohamed Sarhan, o mukhtar, ou líder local, de Kfarkela, um vilarejo da região norte do distrito de Bint Jbeil, disse ao Intercept que moradores e funcionários públicos do local relataram que as forças israelenses confiscaram registros imobiliários do distrito de Bint Jbeil. O destino desses registros ainda é incerto. Ninguém consegue dizer com certeza se foram queimados no bombardeio, levados, ou se simplesmente se perderam no caos.

Dalia Boussi deixou Bint Jbeil ao som do bombardeio. Como todas as outras pessoas que fugiram no começo do ano, ela pegou o que era possível. Boussi, produtora de vídeo, não está em pânico; ela conseguiu levar consigo seus documentos. Mas ela se preocupa com as pessoas que fugiram sem documentos, e com o que o estado deve fazer quando essas pessoas voltarem.

“Há destruição total do centro da cidade, como podemos ver nas imagens de satélite. Quando voltarmos, precisaremos redesenhar do zero as divisas das propriedades, e determinar quais terras são públicas ou privadas, antes que seja possível começar a reconstrução”, diz Boussi. “É importante que o estado e os ministérios relevantes tenham flexibilidade para facilitar as coisas para os cidadãos. Uma célula de crise deve ser criada em cada cidade, especificamente para rastrear os documentos de propriedade e arquivos do registro civil, e para garantir que todas as pessoas tenham seus documentos oficiais.”

Ela fez uma pausa e acrescentou: “não importa o que aconteça, ninguém vai perder sua identidade, nem alguns anos de idade”. A brincadeira reforça uma realidade: o povo de Bint Jbeil ainda existe. Seus registros podem ter desaparecido, mas os moradores locais sabem quem são, e sabem o que lhes pertencia.

Como disse Abu Hassan, o morador de Aitaroun cuja escritura provavelmente foi destruída com sua casa: “a batalha de amanhã não será apenas pela reconstrução. Será uma batalha para provar que existimos, depois que o arquivo foi saqueado ou incendiado.”



 A VERDADE CUSTA CARO. O SILÊNCIO CUSTA AINDA MAIS.


As informações que você acabou de ler incomodam muita gente poderosa. É por isso que tentam nos silenciar com processos, ameaças e difamação.

A única barreira entre a verdade e a impunidade é um jornalismo sem rabo preso. O Intercept Brasil não tem donos bilionários e não aceita um único centavo de bancos ou políticos.

Nós acabamos de entregar os fatos. Agora, a bola está com você.  Se essa história te indignou, transforme isso em ação. Mostre a eles que não estamos sozinhos e garanta que ninguém nos cale. 

Por:  Alaa Serhal

Fonte: Intercept Brasil


 Band Jornalismo


Ataques de Israel a Líbano continuam após acordo entre EUA e Irã



Sarah


Cenas apocalípticas na capital do Líbano.

Israel está bombardeando edifícios residenciais em bairros densamente povoados de Beirute.

Um cessar-fogo que ainda permite que bombas caiam sobre civis não é um cessar-fogo.



Israel está lançando produtos químicos tóxicos em terras agrícolas no sul do Líbano

Estamos falando de níveis catastróficos de glifosato, um químico ligado ao câncer

11.000 vezes acima dos níveis seguros

Isso é um crime de guerra deliberado destinado a tornar a vida impossível e forçar as pessoas a saírem de suas terras



Líbano 01

Líbano 02




👉 Click Verdade - Jornal Missão 👈


quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Op. A Promessa Verdadeira II provou que o Domo de Ferro de Israel é "mais frágil que vidro": presidente do Irã


O presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que a operação de retaliação da República Islâmica contra Israel, apelidada de Operação Verdadeira Promessa II, provou que o sistema de interceptação de mísseis Iron Dome do regime de ocupação é "mais frágil que vidro"


Mísseis balísticos iranianos são lançados durante o ataque retaliatório da República Islâmica, denominado Operação Verdadeira Promessa II, contra os territórios ocupados por Israel em 1º de outubro de 2024.

Pezeshkian fez os comentários na sessão semanal do gabinete na quarta-feira, enfatizando que o Irã daria uma “resposta mais esmagadora” a qualquer novo erro israelense.

O presidente iraniano observou que “o Irã não busca a guerra, mas também não tem medo dela”, enfatizando que a República Islâmica não conhece limites quando se trata de proteger a segurança, a autoridade e a dignidade de seu povo e do país.

“O último ataque retaliatório provou que o Irã nunca brincará sobre a honra e o orgulho de sua nação”, disse ele.  

O presidente disse: “Após o assassinato do Mártir Haniyeh em Teerã, que foi uma clara violação da soberania e da segurança nacional do Irã, os países ocidentais continuaram pedindo a Teerã que exercesse moderação, prometendo estabelecer imediatamente um cessar-fogo em Gaza”.

Pezeshkian observou que, “O regime criminoso e sanguinário israelense não apenas continuou a matar mulheres e crianças, mas também expandiu o escopo de seus crimes para o Líbano, e os países ocidentais permaneceram proeminentes.”


Op. True Promise II: Irã lança
 centenas de mísseis contra
 entidade sionista, 90% atingem alvos

Em outra parte de seus comentários, Pezeshkian criticou os padrões duplos e a inação de organizações internacionais e dos países ocidentais em relação aos atos criminosos do regime israelense.

Ele continuou dizendo que Benjamin Netanyhau, o primeiro-ministro “criminoso” do regime israelense, ameaçou publicamente o Irã na reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, enquanto outros países permaneceram em silêncio diante de tal comportamento.

Pezeshkian ainda expressou esperança de que a paz e a tranquilidade sejam restauradas na região e que os países da região se livrem de criminosos e opressores.


'Resposta significa resposta': internautas
 elogiam o Irã enquanto centenas de
 mísseis atingem entidade sionista

Na terça-feira, o Irã lançou uma barragem de mísseis contra as bases militares, de inteligência e espionagem da entidade sionista em um ataque de retaliação, que disparou sirenes em todos os territórios palestinos ocupados.

Sinalizadores e mísseis foram vistos no céu de Tel Aviv e explosões puderam ser ouvidas na al-Quds ocupada, enquanto "ataques diretos" foram relatados em Negev, Sharon e outros locais.

A operação ocorreu em resposta aos assassinatos cometidos pelo regime do chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, do líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, e do comandante do IRGC, Abbas Nilforoushan.


Assista: O momento em que o chefe do IRGC, Major General Salami, anunciou o início da Operação True Promise II contra Israel.



 Imagens mostram uma barragem de mísseis iranianos atingindo territórios israelenses ocupados



 I.R.IRAN Mission to UN, NY


A resposta legal, racional e legítima do Irã aos atos terroristas do regime sionista — que envolveram alvejar cidadãos e interesses iranianos e infringir a soberania nacional da República Islâmica do Irã — foi devidamente executada. Caso o regime sionista ouse responder ou cometer mais atos de malevolência, uma resposta subsequente e esmagadora ocorrerá. Estados regionais e apoiadores dos sionistas são aconselhados a se separarem do regime.


 

O site da Press TV também pode ser acessado nos seguintes endereços alternativos:

www.presstv.co.uk

Fonte: Press TV


 Canal Conocimiento Militar


🔴 IRÃ LANÇA ATAQUE MASSIVO DE MÍSSEIS CONTRA ISRAEL 🔴 ELES SUPERAM TODAS AS DEFESAS 🔴






Eles relatam que o Irã destruiu uma base aérea israelense


80% dos mísseis iranianos atingiram os seus alvos, segundo a imprensa iraniana


Captura de tela - Redes sociais

 

base aérea de Nevatim das Forças de Defesa de Israel (IDF), localizada no deserto de Negev, foi destruída por mísseis iranianos que atingiram esta terça-feira a instalação, noticia  a agência iraniana Tasnim. 

Em um vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver como vários mísseis atingiram o que é supostamente a base de Nevatim, onde estão estacionados caças F-35 .



 Por sua vez, a agência iraniana IRIB informou  que no seu ataque o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) utilizou pela primeira vez mísseis hipersónicos . Além disso, foi relatado que 80% dos mísseis iranianos atingiram os seus alvos em Israel, evitando o sistema de defesa aérea do país judeu.

O IRGC  indicou  que o ataque foi em resposta aos assassinatos do líder do movimento palestino Hamas,  Ismail Haniya ; o líder do grupo xiita libanês Hezbollah,  Hassan Nasrallah ; e o conselheiro militar iraniano no Líbano,  Abbas Nilforushan .

O  lançamento  do míssil da nação persa foi anunciado pelas FDI. Estima-se que o Irã lançou um ataque massivo com quase 200 mísseis balísticos contra alvos em Israel.

Por sua vez, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, classificou o ataque do Irã contra Israel como "ineficaz" e observou que "parece ter sido derrotado".

Fonte: RT en Español


MenchOsint


Base Aérea de Nevatim (com mísseis ao fundo que poderiam estar indo para a Base Aérea de Hatzerim)



 Al Mayadeen Englis


Fontes da Resistência Islâmica em #Lebanon confirmaram a #AlMayadeen que as bases aéreas militares israelenses de Hatzerim, Nevatim e Ramon ficaram inoperantes devido aos graves danos causados ​​pelos ataques de mísseis iranianos.

 Esta confirmação ocorre após os recentes ataques com mísseis contra posições israelenses, durante os quais o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) declarou que 90% dos mísseis lançados atingiram seus alvos pretendidos na Palestina ocupada.

O IRGC enfatizou que a operação foi conduzida de acordo com o direito à autodefesa e ao direito internacional.



 Liu Sivaya


ATAQUES NO IRÃ: 400 MÍSSEIS IRANIANOS DEIXAM ISRAEL AGITADO (e os alicerces do Ocidente tremendo)


Armas 01

Armas 02


👉 Click Verdade - Jornal Missão 👈


domingo, 29 de setembro de 2024

'Fim de uma era': internautas prestam homenagem ao líder do Hezbollah 'que lutou por seu povo'


Após o assassinato covarde do secretário-geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, pelo regime israelense, as mídias sociais ficaram agitadas com declarações de condenação


Sayyed Hassan Nasrallah
 

Os internautas criticaram duramente o regime de Tel Aviv pelo aventureirismo militar temerário que só aumentará as tensões regionais e potencialmente abrirá caminho para uma guerra total.

Muitos prestaram homenagens calorosas à liderança inspiradora e à extraordinária bravura do líder caído do Hezbollah ao enfrentar a ocupação israelense e estabelecer o Hezbollah como uma força a ser reconhecida.

Vijay Prashad, um proeminente autor e intelectual, em uma publicação no X, disse que Nasrallah liderou a resistência “que não se dobrará, mas crescerá à medida que sua memória e exemplo semeiam uma nova geração”.

“Ele lutou por seu povo apesar do imenso custo pessoal e foi odiado por seus inimigos porque os derrotou. Eu o vi falar em Beirute em 2013, um homem impressionante e um pensador estratégico brilhante. Sua perda é um golpe para o Líbano, mas ele ensinou duas gerações a sucedê-lo.”


 

 Ana Winstanley, jornalista investigativa e podcaster da Intifada, também foi ao X para prestar homenagem ao líder do movimento de resistência libanês, saudando-o como um “herói”.

“Tirei a foto abaixo em 2006 em uma área de Ramallah (na Cisjordânia ocupada) onde vive uma concentração relativamente grande de cristãos palestinos. Isso foi depois da fracassada re-invasão de Israel no sul do Líbano. Nunca vou me esquecer de tirar essa foto, pois ela era tão emblemática do amplo apoio popular que existia — e ainda existe — para o Hezbollah e para Nasrallah como o líder do Eixo da Resistência ao regime genocida “israelense””, ele escreveu, compartilhando uma foto de Nasrallah.

Ele disse que Nasrallah foi o líder da libertação do Líbano que libertou todo o sul do Líbano de 18 anos de ocupação israelense brutal em 2000.

“Ele derrotou Israel mais uma vez em 2006. Depois de 2011, ele frustrou o plano da CIA/al-Qaeda/ISIS para destruir a Síria como um estado. Ele se juntou à guerra mais recente para a defesa de Gaza em 8 de outubro de 2023. Ele morreu como viveu: resistindo à opressão sionista até seu último suspiro”, escreveu Winstanley.

“O movimento continuará a lutar contra Israel e provou ser resiliente no passado quando seus líderes anteriores e figuras seniores também foram assassinados por “Israel” — incluindo o antecessor de Nasrallah, Abbas al-Musawi. No entanto, não há dúvida de que este é o fim de uma era para o Hezbollah, para o Líbano, para a Palestina, para o Eixo da Resistência e para o mundo.”



 A jornalista e podcaster libanesa Rania Khalek criticou autoridades americanas por “equipararem escandalosamente Hassan Nasrallah, do Hezbollah, a Osama bin Laden”.

“Quero lembrar a todos de sua condenação aos ataques de 11 de setembro aos prédios do World Trade Center. Também, um lembrete de que Nasrallah desempenhou um papel de liderança na luta contra a Al Qaeda em toda a região após 2011, enquanto os EUA e Israel estavam apoiando a Al Qaeda contra seus adversários regionais”, escreveu Khalek.

“Se alguém pode ser comparado a Osama bin Laden e à Al Qaeda, são os líderes israelense e americano que atualmente estão aterrorizando o povo da região.”


 

 Um usuário do X, Kahlisse, referiu-se à incrível popularidade do líder do Hezbollah na Palestina.

“Mesquitas em Jenin e na Cisjordânia lamentam a morte de Sayyed Hassan Nasrallah. Em Ramallah, estudantes da Universidade de Birzeit publicam fotos do líder”, ela escreveu.

“Israel conseguiu unir pessoas em todo o mundo — unidas contra o terrorismo israelense.”



 Tim Anderson, um comentarista australiano, citou um discurso proferido por Nasrallah em 1992 após o assassinato de seu antecessor Sayyed Abbas Musawi.

“Ao assassinar nosso secretário-geral, Sayyed Abbas Mussawi, eles buscaram matar nosso espírito de resistência e destruir nossa vontade de jihad. Mas seu sangue continuará a ferver em nossas veias, apenas fortalecendo nossa determinação de seguir em frente e intensificando nosso entusiasmo para seguir o caminho”, disse Nasrallah na época.

“A América continuará sendo o principal inimigo desta nação e o maior Satã de todos. Israel será para sempre, aos nossos olhos, um crescimento canceroso que deve ser erradicado, uma entidade artificial que deve ser removida, mesmo que todos os governantes do mundo a reconheçam. A Palestina — toda a Palestina — continuará sendo parte desta nação, e não abriremos mão de um único grão de sua areia."



 O jornalista e cineasta irlandês Sean Murray foi ao X para saudar o líder martirizado do Hezbollah.

“Como a história frequentemente nos ensinou, haverá milhares para tomar o lugar de Hassan Nasrallah. Não haverá paz no Oriente Médio sem o retorno dos palestinos à sua pátria histórica. A destruição do apartheid de Israel é a única coisa que trará paz”, ele escreveu.



 A jornalista Sana Saeed, radicada nos EUA, citou um antigo discurso de Nasrallah, que demonstrou sua coragem em enfrentar o inimigo: “Nós não perdemos. Quando vencemos, vencemos. Quando somos martirizados, vencemos.” –

“A psicose assassina que domina Israel e os EUA não consegue entender quem eles estão combatendo e massacrando na Palestina, no Líbano. Eles não vencerão”, escreveu Saeed.


 

 O jornalista americano Sam Husseini disse que o assassinato de Nasrallah “provavelmente será um ponto de virada”.

“Os xiitas do Líbano, o grupo mais pobre de um pequeno país árabe, produziram o Hezbollah, que desafiou Israel enquanto o Egito, a Jordânia e os estados do Golfo se venderam. Seus discursos, rigorosos, mas cheios de sagacidade, foram ouvidos como nada mais e transcenderam a seita”, escreveu Husseini.


O site da Press TV também pode ser acessado nos seguintes endereços alternativos:

www.presstv.co.uk

Por: Press TV Website Staff


Líbano 01

Líbano 02


👉 Click Verdade - Jornal Missão 👈


sábado, 28 de setembro de 2024

Mundo reage ao martírio do chefe do Hezbollah, Nasrallah, no ataque israelense a Beirute


Mensagens de condenação e condolências têm sido enviadas em resposta ao assassinato do secretário-geral do movimento de resistência libanês Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, em grandes ataques aéreos israelenses contra prédios residenciais no sul de Beirute na noite de sexta-feira


Falecido secretário-geral do movimento de resistência libanês Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah (Foto da Reuters)

O primeiro-ministro iraquiano, Muhammad Shia al-Sudani, disse em uma declaração no sábado que a entidade sionista cruzou todas as linhas vermelhas após perpetrar este hediondo ato de agressão.

“O ato criminoso que teve como alvo o bairro de Dahiyeh [no sul de Beirute] ontem expõe o desejo imprudente de Israel de expandir o conflito às custas da segurança e estabilidade das nações regionais”, acrescentou o comunicado.

Ele enfatizou que organizações internacionais, cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e todas as principais potências regionais têm a responsabilidade de tomar medidas decisivas para deter a agressão e impedir a limpeza étnica dos palestinos, que o regime usurpador de Tel Aviv vem cometendo há décadas.

“Essa agressão aumentou após o ataque sangrento contra Gaza no início de outubro do ano passado, e recentemente se estendeu ao Líbano, onde assassinatos indiscriminados custaram a vida de centenas de pessoas inocentes em questão de poucos dias. Quais interesses são atendidos pela expansão dessa ferocidade brutal?” Sudani apontou.

Ele reafirmou a posição de princípios do Iraque em apoiar as nações palestina e libanesa e anunciou três dias de luto nacional pelo assassinato de Nasrallah.


Hezbollah confirma assassinato do líder 

Nasrallah em ataque israelense a Beirute


O proeminente clérigo xiita do Iraque, Grande Aiatolá Ali al-Sistani, também ofereceu suas condolências pelo martírio do falecido líder do Hezbollah.

“O grande mártir foi um modelo inigualável. Ele desempenhou um papel distinto na vitória sobre o regime sionista ocupante ao libertar as terras libanesas ocupadas, e apoiou os iraquianos com tudo o que pôde para ajudá-los a libertar sua terra natal das garras dos terroristas do Daesh”, disse o principal clérigo iraquiano em uma declaração.

O Grande Aiatolá al-Sistani também rezou para que a alma de Nasrallah descanse em paz e pediu a Deus Todo-Poderoso que concedesse paciência e consolo à sua família e a todos aqueles que estão sofrendo sua perda.

Além disso, Qais al-Khazali, secretário-geral do grupo de resistência Asa'ib Ahl al-Haq do Iraque, disse que Nasrallah obteve vitórias extraordinárias no curso da luta contra Israel e infligiu pesadas derrotas aos sionistas.

Os clérigos e políticos muçulmanos xiitas iraquianos Muqtada al-Sadr e Seyyed Ammar Hakim, por sua vez, ofereceram suas sinceras condolências pelo assassinato do chefe do Hezbollah em um ataque aéreo israelense no sul de Beirute.

Enquanto isso, Líbano e Síria também declararam 3 dias de luto nacional pelo martírio do líder do Hezbollah.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que o assassinato de Nasrallah é “mais um assassinato político”.

“Esta ação enérgica está repleta de consequências dramáticas ainda maiores para o Líbano e todo o Oriente Médio… O lado israelense não poderia deixar de reconhecer este perigo, mas tomou a atitude de matar cidadãos libaneses, o que quase inevitavelmente provocaria uma nova explosão de violência. Portanto, ele tem total responsabilidade pela escalada subsequente”, disse o ministério em uma declaração.


Ordem para assassinato de Nasrallah por Israel
emitida em Nova York: presidente do Irã


O presidente turco Recep Tayyip Erdogan também condenou as recentes ações militares de Israel no Líbano.

“A política de genocídio, ocupação e invasão de Israel, que está em andamento desde 7 de outubro, agora tem como alvo o Líbano e o povo libanês”, disse Erdogan na X após o martírio de Nasrallah.

Ele expressou profunda preocupação com a perda de vidas libanesas, incluindo crianças, no que ele descreveu como "ataques brutais".

Erdogan criticou a comunidade internacional por permitir as ações de Israel, dizendo que, à medida que Tel Aviv continua a receber “suporte de armas e munições de seus apoiadores”, ela se torna “cada vez mais imprudente, desafiando toda a humanidade, valores humanitários e o direito internacional”.

Ele enfatizou que a "política de loucura" de Israel, já vista em Gaza e Ramallah, não deve se espalhar para o Líbano e outros países da região.

O presidente turco pediu que organizações globais, particularmente o Conselho de Segurança da ONU e grupos de direitos humanos, tomem medidas rápidas em resposta à agressão de Israel.

Israel realizou um grande ataque nos subúrbios ao sul de Beirute na noite de sexta-feira, que disse ter como alvo o líder do Hezbollah, destruindo pelo menos seis prédios residenciais.

Na sexta-feira, aviões de guerra israelenses realizaram um grande ataque contra o bairro de Haret Hreik, no subúrbio densamente povoado de Dahiyeh, no sul de Beirute, destruindo pelo menos seis prédios residenciais.

Os ataques ocorreram como parte da escalada do regime contra o Líbano, que tem como alvo o país desde 7 de outubro, quando Tel Aviv lançou uma guerra genocida na Faixa de Gaza.

Nasrallah liderou o Hezbollah por mais de três décadas. Ele foi eleito secretário-geral do Hezbollah em 1992, aos 32 anos, depois que um helicóptero israelense matou seu antecessor, Sayyed Abbas al-Musawi.


O site da Press TV também pode ser acessado nos seguintes endereços alternativos:

www.presstv.co.uk

Fonte: Press TV


Seyed Abbas Araghchi


Seyed Hassan Nasrallah, orgulhoso líder da resistência libanesa contra a ocupação e a agressão por três décadas, agora está maior do que nunca: um grande MÁRTIR cujo sangue garantirá a continuação da justa causa do Hezbollah.

Assassinar líderes da resistência apenas reconfirma o fato imutável de que a entidade ocupante maligna e genocida nunca criará raízes em nossa região. Apenas confirma isso.



 Recep Tayyip Erdoğan


O Líbano e o povo libanês são o novo alvo da política de genocídio, ocupação e invasão de Israel, que tem levado a cabo desde 7 de Outubro.

Como resultado dos ataques brutais de Israel, muitos libaneses, incluindo crianças, foram assassinados na última semana.

Ninguém com consciência pode aceitar, desculpar ou justificar tal massacre.

O governo israelita torna-se mais imprudente à medida que é mimado pelas potências que fornecem armas e munições para apoiar os seus massacres; Desafia toda a humanidade, os valores humanos e o direito internacional.

As tentativas de Israel de espalhar a política de insanidade que implementou em Gaza e Ramallah ao Líbano e a outros países da região devem agora ser interrompidas.

Apelamos a todas as estruturas e todas as organizações de direitos humanos cujo dever é garantir a paz, a estabilidade e a segurança globais, especialmente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, a tomarem medidas rápidas.

Acreditamos que o mundo islâmico deveria assumir uma postura mais determinada contra estes ataques.

Como Türkiye, continuaremos a apoiar o povo e o governo libaneses nestes dias difíceis.

Condena mais uma vez os ataques desumanos de Israel contra o Líbano; Que Deus tenha misericórdia de todos os nossos irmãos libaneses que perderam a vida nos ataques, e desejo uma rápida recuperação aos feridos.



Líbano 01

Líbano 02 


👉 Click Verdade - Jornal Missão 👈


domingo, 22 de setembro de 2024

Poderia ser esta a semana em que Netanyahu passará de pária a fugitivo internacional?


A última vez que o PM israelense falou na ONU, ele estava promovendo sua visão de um novo Oriente Médio. Agora ele está à beira da catástrofe


Netanyahu está à beira de uma grande escalada do conflito contra o Hezbollah. Fotografia: Ohad Zwigenberg/EPA

Um ano atrás, Benjamin Netanyahu veio à ONU com uma visão de um “novo Oriente Médio” ancorado pelos laços crescentes de Israel com seus parceiros árabes na região. Agora ele está à beira de lançar uma grande escalada contra o Hezbollah, ignorando os apelos por contenção de seus aliados sobre a guerra de Gaza e desafiando as críticas de que ele está prevaricando nas negociações sobre um cessar-fogo temporário.

O primeiro-ministro israelense ainda tem seu discurso marcado para sexta-feira na assembleia geral da ONU, em uma aparição que certamente levará a paralisações e protestos nas ruas do centro de Manhattan.

Ele adiou sua chegada aos EUA por pelo menos um dia, à medida que as tensões aumentam com o Líbano, após uma operação elaborada para detonar milhares de pagers e walkie-talkies usados ​​pelo Hezbollah, o que pode sinalizar o início de uma guerra mais ampla na região.

A viagem a Nova York pode lhe oferecer uma chance de avaliar o apoio a uma escalada no Líbano, ou de deixar Joe Biden e outros aliados saberem que ele havia tomado sua decisão e não seria dissuadido de uma guerra mais ampla.

A viagem de Netanyahu à ONU acontece depois de um ano de derramamento de sangue em Gaza que deixou mais de 41.000 mortos e levou o tribunal penal internacional (ICC) a considerar a emissão de mandados de prisão para Netanyahu e o líder do Hamas em Gaza , Yahya Sinwar. Há rumores regulares de que os juízes do ICC estão perto de aprovar um mandado que poderia acusar Netanyahu de crimes de guerra.

Entre os mortos durante o conflito em Gaza estavam 200 trabalhadores humanitários da ONU. Netanyahu e as Forças de Defesa de Israel fizeram alegações de que funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) participaram dos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro, e nove membros da organização tiveram seus contratos rescindidos após uma revisão interna da ONU.

António Guterres, o secretário-geral da ONU, disse que ele e Netanyahu não falam desde o início da guerra, mas que estava pronto para encontrá-lo à margem da cúpula se o primeiro-ministro israelense pedisse.

“Não falei com ele porque ele não atendeu meus telefonemas, mas não tenho motivos para não falar com ele”, disse Guterres. Ele criticou a “falta de responsabilização” pelas mortes dos trabalhadores humanitários, a maioria dos quais foi morta em greves que a ONU criticou como indiscriminadas.

Questionado no início deste mês se Netanyahu se encontraria com Guterres, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, disse que a agenda do primeiro-ministro israelense ainda não havia sido finalizada.

A viagem mais recente de Netanyahu aos EUA ocorreu em julho, quando ele discursou em uma barulhenta sessão conjunta do Congresso, prometendo "vitória total" em sua guerra contra o Hamas e zombando dos manifestantes contra sua aparição no Capitólio dos EUA como "idiotas". Nas ruas do lado de fora, perto da Union Station, os manifestantes entraram em confronto com a polícia e desfiguraram estátuas de mármore com tinta.

Resta saber se Netanyahu está pronto para dar um passo adiante em direção ao abismo. Após um ataque aéreo em Beirute na sexta-feira que matou um comandante sênior do Hezbollah e pelo menos 13 outros na área de Dahiyeh, em Beirute, o ministro da defesa israelense Yoav Gallant disse que “mesmo em Dahiyeh, em Beirute – continuaremos a perseguir nosso inimigo para proteger nossos cidadãos”.

A nova “série de operações na nova fase da guerra continuará até atingirmos nosso objetivo: garantir o retorno seguro das comunidades do norte de Israel para suas casas”, disse ele.

Guterres disse que via o ataque com um pager com armadilha contra o Hezbollah como um potencial prelúdio para uma escalada militar de Israel no Líbano e alertou que a região estava à “beira da catástrofe”.

Se Netanyahu está pronto para escalar, inclusive lançando uma operação terrestre, ainda não está claro, e tanto o Hezbollah quanto seu benfeitor Irã prometeram retaliação pelos ataques recentes. Mas o gabinete de Netanyahu anunciou na sexta-feira que ele atrasaria sua chegada em um dia devido à situação, e Danon disse mais tarde aos repórteres que a data de chegada de Netanyahu dependeria dos eventos em Israel.

Netanyahu discursou na ONU no ano passado, entusiasmado com os acordos de Abraham recentemente concluídos . O acordo histórico normalizou as relações entre Israel e dois estados árabes, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, com expectativas de que a Arábia Saudita possa assinar os acordos em breve também.

“Quando os palestinos virem que a maior parte do mundo árabe se reconciliou com o estado judeu, eles também estarão mais propensos a abandonar a fantasia de destruir Israel e finalmente abraçar um caminho de paz genuína com ele”, disse Netanyahu, segurando um mapa rudimentar com as palavras “O Novo Oriente Médio”.

Mas o derramamento de sangue em Gaza após os ataques do Hamas aumentou as tensões e, mais recentemente, o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, disse que seu país não reconheceria Israel sem um estado palestino com Jerusalém Oriental como capital.

E, se o painel de juízes do TPI tomar uma decisão surpreendente esta semana de acusar Netanyahu de crimes de guerra em Gaza, isso representará mais um constrangimento, já que ele passará de pária a fugitivo internacional.


Promotor do TPI solicita mandados de prisão para Netanyahu, Gallant e três líderes do Hamas

A promotoria do tribunal penal internacional disse que solicitou mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense, seu ministro da defesa e três líderes do Hamas por supostos crimes de guerra.



Fonte: Guardian News


Kenneth Roth


Se o Tribunal Penal Internacional confirmar o mandado de prisão solicitado para Netanyahu esta semana, ele se tornará um fugitivo internacional quando comparecer perante a Assembleia Geral da ONU na sexta-feira.



 Mati Shemoelof ماتي شمؤولوف מתי שמואלוף


Leia meu último tweet: @netanyahunão está interessado em trazer os reféns de volta ou parar a guerra. Seus julgamentos pessoais de corrupção conduzem suas decisões, e ele está aumentando o conflito, piorando a situação para toda a região. Lembre-se, o Líbano é um dos países mais pobres



Guerra 01

Guerra 02 


👉 Click Verdade - Jornal Missão 👈


sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Chamando Haia: Explosões de eletrônicos de Israel podem ser crimes de guerra


Especialistas em direito internacional apontaram a natureza indiscriminada das explosões no Líbano e a proibição de armadilhas


Restos de pagers explodidos em exposição em local não revelado nos subúrbios ao sul de Beirute em 18 de setembro de 2024. Foto: AFP/Getty Images
 

Um dia depois de pagers explodirem simultaneamente no Líbano e na Síria, uma segunda rodada de bombas — desta vez embutidas em walkie-talkies e equipamentos solares — detonou na quarta-feira em Beirute e em todo o Líbano.

O número combinado de mortos nos ataques subiu para pelo menos 37 pessoas, incluindo uma menina de 9 anos e um menino de 11 anos, com mais de 3.000 feridos. Médicos de um hospital de Beirute relataram que muitos entre os feridos perderam os olhos e tiveram que ter membros amputados. Walkie-talkies explodindo causaram mais de 70 incêndios em casas e lojas em todo o Líbano, junto com mais de uma dúzia de carros e motocicletas.

Embora o governo israelense ainda não tenha assumido a responsabilidade pelo ataque, várias autoridades americanas disseram que Israel estava por trás das explosões dos dispositivos. 

A natureza aparentemente indiscriminada dos ataques atraiu a atenção e a preocupação de especialistas em direito internacional, que alertam que as explosões podem chegar ao nível de crimes de guerra. 

“Se é Israel por trás disso, eles têm algumas perguntas difíceis para responder, inclusive para o governo dos EUA, porque o governo dos EUA está fornecendo grande apoio militar”, disse Brian Finucane, ex-assessor jurídico do Departamento de Estado sob os presidentes Barack Obama e Donald Trump. “Realmente deveria ser do interesse do governo dos EUA garantir que seus parceiros militares estejam cumprindo as leis de guerra.” 

Finucane disse que, se ainda estivesse aconselhando o Departamento de Estado, ele instaria os EUA a fazer uma série de perguntas: Israel tomou precauções para minimizar danos a civis? Ele antecipou que as explosões seriam grandes o suficiente para ferir civis? Como e quando os dispositivos foram alterados para serem detonados?

Sobre o tópico específico de pagers e walkie-talkies explosivos, ele destacou uma lei de guerra que proíbe o “uso de armadilhas ou outros dispositivos na forma de objetos portáteis inofensivos que são especificamente projetados e construídos para conter material explosivo”. Tanto Israel quanto o Líbano concordaram com a proibição, Artigo 7(2) do Protocolo II Emendado , que foi adicionado às leis internacionais de guerra em 1996.

Finucane observou que o Manual de Leis de Guerra do Departamento de Defesa , ao fazer referência à lei de 1996, usa o exemplo de fones de ouvido de comunicação, que as forças italianas durante a Segunda Guerra Mundial armaram armadilhas com explosivos e detonadores eletrônicos após a retirada ou rendição para matar seus inimigos. Finucane se perguntou se a modificação de pagers ou walkie-talkies com material explosivo atenderia aos critérios da lei. 

“Israel pode ter o direito de se defender, mas há restrições legais sobre como ele faz isso”, disse Finucane, que agora é um consultor sênior do International Crisis Group. “E de uma perspectiva política, deveria ser do interesse dos EUA não ser arrastado para mais guerras desnecessárias no Oriente Médio, e certamente não estar alimentando essas guerras desnecessárias.”

O Hezbollah, um poderoso grupo xiita libanês apoiado pelo Irã, vem trocando tiros de foguetes com Israel desde 7 de outubro, levando ao deslocamento de dezenas de milhares no sul do Líbano e no norte de Israel. Algumas estimativas sustentam que mais de 600 pessoas foram mortas no Líbano, incluindo mais de 130 civis, ao longo do ano passado. Em Israel, incluindo as Colinas de Golã anexadas, a violência matou pelo menos 24 soldados e 26 civis.


Nuvens de guerra sobre o
 Líbano enquanto o Hezbollah e
 Israel entram em choque

Nos últimos meses, as tensões entre as nações continuaram a aumentar. Muitos argumentam que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu está ampliando a guerra na região , além de Gaza e da Cisjordânia , para fortalecer seu controle sobre o poder em Israel. Uma guerra regional pode envolver Irã, Iraque , Síria, Turquia , Iêmen , bem como os EUA . Os ataques de pager e walkie-talkie parecem ser evidências de uma escalada ainda maior. 

Netanyahu reforçou na quarta-feira sua promessa de “devolver os moradores do norte em segurança às suas casas”, sem mencionar os ataques recentes.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, foi mais direto e disse que o país está “no início de uma nova fase na guerra” e que “o centro de gravidade está mudando para o norte” em direção ao Líbano. 

Tanto Netanyahu quanto Gallant já enfrentam possíveis mandados de prisão do Tribunal Penal Internacional por alegações de crimes de guerra cometidos durante a guerra de Israel em Gaza, incluindo ataques e fome contra civis.

“Acho que detonar pagers nos bolsos das pessoas sem qualquer conhecimento de onde eles estão, naquele momento, é um ataque indiscriminado bastante evidente”, disse Jessica Peake, professora de direito internacional na Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia, Los Angeles. “Acho que isso parece ser bastante flagrante, tanto violações de proporcionalidade quanto ataques indiscriminados .”


A Guerra de Israel em Gaza

Israel assassinou seus inimigos através das fronteiras no passado. Em agosto, um atentado a bomba em um apartamento em Teerã, Irã, matou o líder do Hamas Ismail Haniyeh. Os ataques aéreos de Israel no Líbano também mataram líderes militantes do Hezbollah. Em 1996, Israel armou uma armadilha e detonou um celular usado pelo fabricante de bombas do Hamas Yahya Ayyash, matando-o instantaneamente dentro de sua casa em Gaza.

Tanto Peake quanto Finucane disseram que a escala dos ataques desta semana não tem precedentes.

O exército israelense usou algoritmos e sistemas de inteligência artificial para direcionar seus ataques aéreos às casas de potenciais militantes do Hamas em larga escala durante sua guerra em Gaza. Esses ataques mataram e feriram milhares de civis que estavam nas proximidades de supostos militantes do Hamas, e o programa foi criticado por oficiais da IDF trabalhando nessas operações de IA por ignorar as leis da guerra.

Mas a natureza do ataque com explosivos eletrônicos torna qualquer avaliação de alvo ou intenção ainda mais difícil.

“Você certamente vê um esquema de alvos em massa de indivíduos aqui”, disse Finucane, referindo-se aos ataques de pager e walkie-talkie. “Israel, ou quem quer que estivesse lançando esse ataque, não sabia onde essas pessoas estariam localizadas em nenhum momento, então isso torna muito difícil avaliar a proporcionalidade ou outras precauções.”

Finucane pediu aos EUA que usassem sua influência para alcançar uma resolução de cessar-fogo em sua guerra em Gaza, que ele disse ser a causa raiz de seu conflito no Líbano e em toda a região. Ele disse que os EUA deveriam parar sua ajuda militar a Israel, o que interromperia as campanhas militares de Israel, empurrando-o em direção à resolução. 

“Eu diria que já chega”, disse Finucane. “Esta administração quer entregar uma guerra entre Israel e o Hezbollah, envolvendo os EUA, para seu sucessor?”, ele continuou. “Esta administração quer continuar lutando contra os Houthis sem fim à vista? Esta administração quer continuar alimentando a catástrofe humanitária em Gaza? Se não, há uma solução óbvia: obter um cessar-fogo em Gaza e acalmar as coisas na região.” 

Fonte: The Intercept


UN News


O direito internacional humanitário proíbe o uso de dispositivos de armadilha na forma de objetos portáteis aparentemente inofensivos, mas especificamente concebidos e construídos para conter material explosivo. – Alto Comissário Türk, @UNHumanRights , 20 Set '24


 

 Middle East Eye


O jornalista israelense Gideon Levy descreveu as explosões mortais de pagers de Israel no Líbano como "ações terroristas" que ocorreram entre uma população civil e estão enviando uma mensagem de que "Israel quer uma guerra", apesar de sua atual guerra em Gaza, que, segundo ele, não trouxe nada para Israel.



 La Base 5x12 | Dezenas de mortos e milhares de feridos nos ataques aos motores de busca em Beirute

No programa de: 19/09/24, Pablo Iglesias, Irene Zugasti, Manu Levin e Inna Afinogenova analisam o ataque massivo de Israel no Líbano, explodindo pagers e outros dispositivos de comunicação nas ruas, nos mercados, nos veículos e até em um funeral. Com a participação da jornalista Teresa Aranguren.


Armas 01

Armas 02


👉 Click Verdade - Jornal Missão 👈