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quinta-feira, 4 de junho de 2026

ONU acusa Israel de estupro e abuso sexual sistemático contra palestinos em prisões


Relatório documenta 31 casos verificados em 2025, incluindo crianças; vítimas sofreram 'sangramento retal grave' sem tratamento médico


Palestinos são vítimas de violência sexual durante prisões e interrogatórios, segundo um relatório das Nações Unidas. Foto: Wafa

 

As Nações Unidas (ONU) acusaram o regime de Israel de praticar estupro e abuso sexual contra palestinos em prisões. Em um relatório referente ao ano de 2025, o órgão alertou que “os casos comprovados devem ser entendidos como indicativos de um padrão mais amplo que se estende por longos períodos”.

“As violações consistiram em estupro, incluindo o uso de objetos, estupro coletivo, tentativa de estupro, violência física contra os genitais, casos de disparos direcionados aos genitais, contato com seios e genitais, revistas íntimas e em cavidades corporais realizadas sem justificativa aparente de segurança, nudez forçada e ameaças de estupro”, destaca o documento.

O texto indica que os padrões de violência sexual contra palestinos detidos em Israel e no território palestino ocupado continuaram durante 2025 e detalha que 31 casos foram verificados, incluindo 14 homens, sete mulheres, nove meninos e uma menina de Gaza e da Cisjordânia ocupada, vítimas de violência sexual relacionada ao conflito, enquanto outros 18 datam de 2023 e 2024.

Esses abusos ocorreram principalmente durante prisões e interrogatórios em diferentes locais, como o campo militar de Sde Teiman e o centro de detenção de Etzion, bem como em prisões como Megido, Ofer, Ramla, Hasharon, Shatta, Nafha e Damon, e na delegacia de polícia de Gush Etzion. Por outro lado, abusos cometidos em postos de controle militar e durante incursões militares israelenses no território palestino ocupado também foram documentados, sendo que jornalistas e defensores dos direitos humanos estavam entre as vítimas.

Os crimes foram cometidos por membros das Forças Armadas e dos serviços de segurança israelenses, incluindo o exército, o serviço penitenciário e unidades especiais da polícia, detalhou o relatório.

A maioria desses casos envolveu múltiplas formas de violência sexual simultaneamente, enquanto alguns abusos foram fotografados ou gravados em vídeo, incluindo um caso de estupro.

O relatório denunciou que a violência sexual contra detidos palestinos envolvia principalmente ameaças de estupro, nudez forçada, toques indesejados e buscas degradantes sem justificativa.

No caso de homens e meninos, eles foram submetidos a estupro ou tentativa de estupro, incluindo cinco homens que sofreram “sangramento retal grave ou inchaço por vários dias ou semanas e, em alguns casos, sem receber tratamento médico”, alertou o documento.

Com relação às vítimas, o relatório observou que elas enfrentaram obstáculos para denunciar os abusos, incluindo ameaças diretas de colonos israelenses para impedir que as detidas falassem sobre os estupros que sofreram.

Em outras ocasiões, as forças de segurança israelenses torturaram palestinos em postos de controle e durante operações militares na Cisjordânia ocupada.

A ONU denunciou a impunidade sistêmica do governo israelense diante das constantes violações dos direitos humanos e dos casos documentados de violência sexual cometidos contra cidadãos palestinos.

O relatório destaca o caso de cinco soldados da Unidade 100, acusados em fevereiro de 2025 por uma agressão no acampamento de Teiman. Apesar das provas médicas e das imagens de vídeo apresentadas, a promotoria omitiu as acusações de agressão sexual e retirou todas as acusações em março de 2026, uma decisão que, segundo a organização, colocará ainda mais em risco a proteção das vítimas.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, adicionou as forças de ocupação israelenses à lista da ONU de “partes credíveis suspeitas de cometerem padrões de estupro e outras formas de violência sexual relacionadas a conflitos” e instou o governo israelense a “cessar imediatamente todos os atos de violência sexual” e a implementar reformas para prevenir futuros abusos.

Guterres criticou Tel Aviv por impedir o acesso de investigadores ao país e por não fornecer informações sobre o cumprimento da Resolução 2467. Por isso, o diplomata instou o governo a facilitar auditorias independentes para processar esses crimes.

A este respeito, o governo israelense alega, sem provas, que membros do Hamas perpetraram estupros em massa contra mulheres israelenses durante os atos de 7 de outubro de 2023. O novo relatório da ONU refutou a existência de dados oficiais, confirmando que não recebeu nenhuma informação de Tel Aviv a respeito de acusações de violência sexual envolvendo palestinos detidos por sua suposta participação nesses eventos.

Em outro contexto, um documentário de uma hora de duração, exibido esta semana na televisão israelense, revelou que moradores do assentamento de Gush Etzion, localizado ao sul de Jerusalém, confessaram que vários líderes religiosos judeus estupraram coletivamente menores da região durante décadas.

O relatório, intitulado “Chega de negação: Gush Etzion admite abuso ritual”, revelou que esses abusos foram cometidos sob o pretexto de ritos religiosos. Além disso, os abusos foram filmados pelos envolvidos com o objetivo de produzir material de exploração sexual infantil.

Além das denúncias de violência sexual, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) informou nesta sexta-feira que as forças de ocupação israelenses mantêm mais de 9.000 palestinos detidos.

Do número total de detidos, a organização internacional detalhou que pelo menos 4.000 cidadãos permanecem sob o regime de detenção administrativa, um procedimento que os priva de um julgamento e de acusações formais.

A instituição especificou que, devido ao acordo de cessar-fogo estabelecido na Faixa de Gaza, as autoridades israelenses libertaram apenas 1.968 palestinos que estavam sob sua custódia.

Fonte: Opera Mundi (*) com teleSUR


Leia Mais:



Middle East Eye


Membro da flotilha detalha agressão sexual sofrida em detenção israelense.

Em entrevista à Double Down News, a cineasta australiana Juliet Lamont, que participou da mais recente ação da Flotilha Global Sumud, descreveu os abusos, a violência e o assédio sexual que ela e outros ativistas sofreram durante a prisão pelas forças israelenses em águas internacionais.

Lamont descreveu ter sido estuprada por soldados israelenses, apalpada por oficiais femininas e brutalmente espancada, algemada e insultada durante toda a detenção.

Na entrevista completa, ela detalhou passo a passo como as forças israelenses interceptaram ilegalmente os barcos, começaram a reunir os participantes da Flotilha "como sardinhas" e os jogaram em um navio-prisão onde foram submetidos a todos os tipos de tortura.




FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil


"Quero matar alguém hoje e pode ser você": Ativista de Flotilha para Gaza revela ter sido est*prada por soldados israelenses.

Juliet Lamont, documentarista e ativista australiana, revela ter sido est*prada por soldados israelenses durante sequestro ilegal de flotilha levando ajuda humanitária para Gaza.



OBS:

 


Nos termos do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, o Gabinete do Procurador (“OTP”) pode analisar informações sobre alegados crimes da jurisdição do Tribunal Penal Internacional (crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio e agressão), que lhe sejam submetidos. de qualquer fonte. Isto pode ocorrer durante exames preliminares, bem como no contexto de situações sob investigação. O formulário abaixo pode ser usado para enviar tais informações, também conhecidas como “comunicações”, ao #OTP de forma anônima ou nomeada. Gostaria de agradecer-lhe por dedicar seu tempo para enviar informações ao Ministério Público.

 

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quarta-feira, 27 de maio de 2026

‘Testemunhamos a existência de uma subumanidade’, diz ativista brasileira sequestrada por Israel


Beatriz Moreira era uma das quatro brasileiras que estavam na flotilha interceptada por Tel Aviv


Global Sumud Flotilha busca abrir corredor humanitário em Gaza | Crédito: Divulgação

Uma das brasileiras que estava em uma flotilha que levava ajuda humanitária para Gaza e foi sequestrada por Israel relata ter sofrido tortura, violência psicológica e muitas humilhações. Beatriz Moreira e outros três brasileiros, sendo duas mulheres e um homem, foram libertados na quinta-feira (21) e chegaram ao Brasil no sábado (24).

Em entrevista nos estúdios da Rádio Brasil de Fato, no Conexão BdF desta terça-feira (21), Beatriz Moreira, atuante no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e ativista da Global Sumud Flotilha, conta que o grupo ficou sob cárcere quatro dias inteiros, sendo mais de dois dias nos chamados “navios prisões”. “Em seguida, fomos mantidos em cárcere nos calabouços de Israel. As violações começaram ali naqueles navios prisões, porque não existiam condições básicas de vida, era uma situação muito precária de saúde. A gente não tinha acesso à água corrente para lavar as mãos, a gente não tinha acesso ao sabão. Para ter água a gente precisava fazer motim. Enfim, uma série de situações que a gente sabe que não é nem 1% do que vive cada pessoa palestina, mas nós podemos ser testemunhas do que é essa própria concepção de existir uma subumanidade. Infelizmente, nós que vamos nessa missão que é humanitária vemos humanidade em todos, mas não somos recebidos da mesma forma”, relata.

Segundo ela, as piores violações aconteceram quando os navios já estavam atracados em Ashdod. “Passamos por uma situação muito grave. Os casos de estupro que foram documentados, os casos de violência muito graves, de ossos quebrados, foram naquele momento, e foi porque Itamar Ben-gvir estava lá. Então, ele precisava que nós fôssemos utilizados como exemplo, para inclusive desestimular a solidariedade internacional, não digo nem somente no sentido da flotilha. Ele queria passar uma mensagem”, afirma.

Moreira conta que saiu com um grupo de Barcelona no dia 14 de abril, com cerca de 30 embarcações compondo a flotilha. Até o dia 30 de abril, quando houve a primeira interceptação ilegal das forças de Israel, muitos outros ativistas de diversas nacionalidades foram se somando ao grupo de ajuda humanitária, que, àquela altura, já era composto por 50 navios.

“Já naquele primeiro momento, a gente percebe que o objetivo era fazer dessa flotilha um exemplo. Então, você percebe o deslocamento das forças de ocupação israelense, a marinha israelense navegando da costa de Israel para águas internacionais entre Itália e Grécia para ali já buscar pessoas. Então você percebe a primeira violação do direito internacional, inclusive direito consuetudinário marítimo. Então essa foi a primeira interceptação naquele processo. Teve todo um reagrupamento, uma reorganização, inclusive com as organizações da própria Palestina que ajudam a construir esse processo de como se reorganizar”, relata.

A ativista destaca a importância do engajamento de movimentos populares de diversos setores na causa palestina que transcende qualquer visão de mundo ou política e trata de uma luta por humanidade e em defesa de um povo que tem o direito de viver.

“A gente atendeu a um chamado histórico de nos somar a luta de um povo que já vive há mais de sete décadas sob um colonialismo cruel com objetivo claro de promover a limpeza étnica no território. Então, desde que o genocídio se intensificou, o movimento se colocou nessa tarefa e por isso estivemos representados nessa que foi a maior missão humanitária com caráter político de romper o cerco da história”, afirma.


Para ouvir e assistir


O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Thaís Ferraz

Fonte: Brasil de Fato


Global Sumud Flotilla

Arribada dels participants de la GSF 2026 | Barcelona




Leia Mais:





FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil


Ministro israelense Itamar Ben-Gvir publica vídeo torturando ativistas de Flotilha para Gaza sequestrados por "israel".

Há quatro brasileiros entre os mais de 400 ativistas internacionais sequestrados pelos israelenses.

No vídeo, o ministro da "segurança nacional" israelense se gaba do sequestro e tortura dos ativistas e pede a Netanyahu que os deixe sob sua custódia "por muito, muito tempo".



 TRT World


Um participante na Flotilha Global Sumud mostrou suas costas e braço cobertos de hematomas após chegar a Istambul na quinta-feira.

Adrien Jouan disse que suas costelas estavam doloridas e que outros, particularmente europeus não brancos, foram espancados de forma mais severa.



 Pablo Fernández


Os genocidas do ente sionista de Israel sequestraram e torturaram os ativistas da flotilha. Deram-lhes chutes, socos, quebraram-lhes costelas e causaram traumatismos graves.

É lamentável que a Espanha não rompa relações com esses míseros assassinos.



 Ione Belarra


Alicia Armesto e outras ativistas da Global Sumud Land estão retidas na Líbia pelas autoridades quando tentavam levar ajuda humanitária a Gaza. Exigimos sua libertação imediata!



OBS:



Nos termos do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, o Gabinete do Procurador (“OTP”) pode analisar informações sobre alegados crimes da jurisdição do Tribunal Penal Internacional (crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio e agressão), que lhe sejam submetidos. de qualquer fonte. Isto pode ocorrer durante exames preliminares, bem como no contexto de situações sob investigação. O formulário abaixo pode ser usado para enviar tais informações, também conhecidas como “comunicações”, ao #OTP de forma anônima ou nomeada. Gostaria de agradecer-lhe por dedicar seu tempo para enviar informações ao Ministério Público.


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sábado, 8 de fevereiro de 2025

Declaração da Presidente do TPI, Juíza Tomoko Akane, Após a Emissão da Ordem Executiva dos EUA Buscando Impor Sanções ao Tribunal Penal Internacional


Declaração da Presidente Juíza Tomoko Akane após a emissão da Ordem Executiva dos EUA buscando impor sanções ao Tribunal #ICC


Juíza Tomoko Akane

 
Observo com profundo pesar a emissão pelos Estados Unidos de uma Ordem Executiva buscando impor sanções aos funcionários do Tribunal Penal Internacional (TPI), prejudicar a independência e a imparcialidade do Tribunal e privar milhões de vítimas inocentes de atrocidades de justiça e esperança.

O TPI é um órgão judicial que desempenha funções alinhadas aos interesses da comunidade internacional, aplicando e promovendo regras universalmente reconhecidas do direito internacional, incluindo o direito dos conflitos armados e o direito dos direitos humanos.

À medida que atrocidades continuam a assolar o globo, afetando as vidas de milhões de crianças, mulheres e homens inocentes, o Tribunal se tornou indispensável. Ele representa o legado mais significativo do imenso sofrimento infligido a civis pelas guerras mundiais, o Holocausto, genocídios, violência e perseguições. Quando a maioria dos Estados do mundo se reuniu para redigir o Estatuto de Roma, eles fizeram o sonho de muitas mulheres e homens se tornar realidade. Hoje, o TPI está lidando com procedimentos decorrentes de diferentes situações em todo o mundo, em estrita adesão às disposições do Estatuto de Roma.

A Ordem Executiva anunciada é apenas a mais recente de uma série de ataques sem precedentes e escalonados visando minar a capacidade do Tribunal de administrar justiça em todas as situações. Tais ameaças e medidas coercitivas constituem ataques sérios contra os Estados Partes do Tribunal, a ordem internacional baseada no estado de direito e milhões de vítimas.

O TPI e seus funcionários de todo o mundo realizam diariamente seu mandato judicial para determinar se certas condutas individuais, dentro de sua jurisdição legítima, dão origem à responsabilidade por crimes internacionais. Rejeitamos firmemente qualquer tentativa de influenciar a independência e a imparcialidade do Tribunal ou de politizar nossa função judicial. Cumprimos e sempre cumpriremos apenas a lei, em todas as circunstâncias.

O TPI apoia firmemente seu pessoal e promete continuar a fornecer justiça e esperança a milhões de vítimas inocentes de atrocidades em todo o mundo, em todas as Situações diante dele, no único interesse da dignidade humana. Apelo a todos aqueles que compartilham os valores consagrados no Estatuto para se unirem na defesa do Tribunal: nossos 125 Estados Partes, a sociedade civil e todas as nações do mundo.

Para mais informações, entre em contato com Fadi El Abdallah, porta-voz e chefe da Unidade de Assuntos Públicos do Tribunal Penal Internacional, pelo telefone:  +31 (0)70 515-9152  ou  +31 (0)6 46448938  ou pelo e-mail:  fadi.el-abdallah@icc-cpi.int .

Você também pode acompanhar as atividades do Tribunal no  X ,  Instagram ,   Facebook ,  YouTube  e  Flickr


 

Fonte: Int'l Criminal Court


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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Cuba entra com pedido de adesão ao caso de genocídio da África do Sul no TIJ contra Israel


Com declaração, Cuba se junta à Turquia, Nicarágua, Colômbia, Líbia, México, Palestina e Espanha no apoio ao caso do genocídio de Gaza no Tribunal Internacional de Justiça


Corte Internacional de Justiça (CIJ, ONU)


Cuba apresentou uma declaração de que se juntará ao caso de genocídio da África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça, anunciou o tribunal na segunda-feira.

“Cuba, invocando o Artigo 63 do Estatuto do Tribunal, protocolou no Cartório do Tribunal uma declaração de intervenção no caso referente à Aplicação da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio na Faixa de Gaza”, disse o tribunal em um comunicado.

Em dezembro de 2023, a África do Sul instituiu procedimentos contra Israel, alegando violações da Convenção do Genocídio em relação aos palestinos na Faixa de Gaza. Vários países se juntaram ao caso desde então, incluindo Nicarágua, Colômbia, Líbia, México, Palestina, Espanha e Türkiye.

Israel continua sua ofensiva brutal em Gaza desde o ataque do Hamas em outubro de 2023, apesar de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU exigindo um cessar-fogo imediato.

Quase 46.600 pessoas, a maioria mulheres e crianças, morreram e mais de 105.000 ficaram feridas, de acordo com autoridades de saúde locais.

O ataque israelense deslocou quase toda a população do território em meio a um bloqueio contínuo que levou a uma grave escassez de alimentos, água potável e remédios, deixando a maior parte da faixa um deserto inabitável.

Fonte: Anadolu English


CIJ_ICJ


COMUNICADO DE IMPRENSA: #Cuba , invocando o artigo 63 do Estatuto #ICJ , apresentou uma declaração de intervenção no caso #Israel #SouthAfrica v. https://bit.ly/40vKa5S



 Miguel Díaz-Canel Bermúdez


#Cuba junta-se como terceiro Estado ao processo da África do Sul contra Israel pelo genocídio em #Palestina .

 Ao entregar o seu escrito a @CIJ_ICJ, ele reafirma o seu apoio irrestrito à Palestina e condena qualquer política que comprometa o seu direito à liberdade e à independência.



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segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

HRF exige prisão imediata do major-general Ghassan Alian em Roma


O #HindRajabFoundation (HRF) entrou com processos no TPI e informou as autoridades italianas exigindo a prisão imediata do Major General Ghassan Alian, Chefe do COGAT, atualmente em Roma. Alian supervisionou o bloqueio total de Gaza, armando a fome e mirando infraestrutura civil, incluindo hospitais, em atos que equivalem a genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade


Ghassan Alian, chefe do COGAT, é responsável por transformar a fome em arma em Gaza.

O Major General Ghassan Alian, Chefe do Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT), está atualmente em Roma, Itália. A Hind Rajab Foundation (HRF) entrou com processos no Tribunal Penal Internacional (ICC) e autoridades italianas, pedindo sua prisão imediata por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Alian, que se referiu publicamente aos palestinos em Gaza como "animais humanos", não tem imunidade de acusação. O tempo é essencial para garantir a responsabilização por suas ações.


O papel de Alian nas atrocidades


Como chefe do COGAT desde abril de 2021, Alian supervisionou a administração da Cisjordânia e o bloqueio de longa data de Gaza. Após 7 de outubro de 2023, ele supervisionou e impôs um cerco total a Gaza, cortando recursos essenciais como alimentos, água, eletricidade e suprimentos médicos. Essa política deliberada de privação levou à fome em massa, mortes de civis e à destruição de infraestrutura crítica, incluindo hospitais.

O COGAT é um braço do Ministério da Defesa israelense responsável pela implementação de políticas governamentais nos Territórios Palestinos Ocupados. Sob a liderança de Alian, o COGAT coordenou ações militares que visavam a infraestrutura civil e impuseram punições coletivas à população de Gaza. Relatórios das Nações Unidas e de organizações de direitos humanos descreveram essas ações como constituindo crimes de guerra e crimes contra a humanidade.


Precedente do TPI e supervisão de crimes de Alian


O TPI já emitiu mandados de prisão contra Yoav Gallant e Benjamin Netanyahu por crimes decorrentes de políticas de fome armada e ataque à infraestrutura civil, como hospitais. Alian desempenhou um papel fundamental na supervisão dessas mesmas políticas, garantindo sua implementação por meio do COGAT. Suas declarações, incluindo a infame declaração de que "animais humanos devem ser tratados como tal", demonstram intenção genocida e um esforço calculado para destruir a população de Gaza no todo ou em parte.

Sem imunidade, obrigação legal de agir


De acordo com o direito internacional,  Alian não tem imunidade de processo por crimes dessa natureza. O HRF enfatiza que a Itália, como signatária do Estatuto de Roma, é obrigada a agir. Sua presença em Roma oferece às autoridades italianas uma oportunidade de defender o direito internacional, emitindo um mandado de prisão e garantindo seu processo.
"O COGAT tem sido fundamental na aplicação de políticas que equivalem a punição coletiva, o que é proibido pelas Convenções de Genebra", afirmou o advogado Haroon Raza do HRF. “O Major General Alian supervisionou diretamente esses crimes, e a hora de agir é agora.”

Um momento crítico para a justiça


A presença de Alian em Roma é um teste do comprometimento da Itália com a justiça e o estado de direito”, disse Dyab Abou Jahjah, presidente da Fundação Hind Rajab. “Não podemos permitir que indivíduos responsáveis ​​por esses crimes hediondos fujam da responsabilização. O tempo é essencial, e o mundo está observando.”
A Fundação Hind Rajab pede que as autoridades italianas ajam rápida e decisivamente. A prisão do Major General Ghassan Alian enviaria uma mensagem clara de que a impunidade por crimes de guerra e crimes contra a humanidade não será tolerada.


Francesca Albanese, UN Special Rapporteur oPt


Entendo que esse indivíduo pode deixar a Itália em breve, o que representa um desafio para uma ação imediata das autoridades italianas. O trabalho de @ HindRFoundation é essencial e deve continuar. Esperançosamente, a comunidade jurídica global se tornará mais bem organizada, permitindo o rápido compartilhamento de informações com as autoridades. Isso garantirá que indivíduos suspeitos de crimes internacionais em seus territórios sejam levados muito a sério.



Fonte: The Hind Rajab Foundation


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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Legisladores dos EUA votam para sancionar autoridades do TPI por emitir mandado para Netanyahu


Se for aprovado pelo Senado, os promotores e juízes do TPI enfrentarão sanções e proibições de visto por perseguirem cidadãos dos EUA ou aliados


O promotor do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, fala durante uma entrevista coletiva no Palácio de San Carlos, em Bogotá, Colômbia, em 25 de abril de 2024 (Luis Acosta/AFP)

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou na quinta-feira seu primeiro grande projeto de lei de política externa da 119ª sessão do Congresso — na qual ambas as câmaras são controladas pelos republicanos — para sancionar autoridades do Tribunal Penal Internacional (TPI) por emitirem um mandado de prisão para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. 

O mandado, emitido em novembro, é por crimes de guerra e crimes contra a humanidade durante o ataque em andamento de Israel a Gaza . O governo Biden foi rápido em condenar o mandado na época.

A linguagem do governo Biden agora se reflete no projeto de lei de quinta-feira que condena as ações do TPI, intitulado Lei de Contra-Ação do Tribunal Ilegítimo , que provavelmente acabaria na mesa do presidente eleito Donald Trump se fosse aprovado pelo Senado.

Por sua vez, a Câmara votou por 243-140-1 para sancionar qualquer pessoa associada aos esforços do TPI para investigar, prender, deter ou processar qualquer "pessoa protegida" dos EUA e seus amigos no exterior que não sejam parte do Estatuto de Roma, que estabeleceu o tribunal.

A legislação também menciona o mandado emitido contra o ex-ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant.

Havia 45 democratas que se juntaram aos seus colegas republicanos para votar a favor do projeto de lei.

O texto do projeto de lei estipula que os EUA imporiam “sanções de bloqueio de visto e propriedade contra pessoas estrangeiras que se envolveram ou auxiliaram materialmente” em uma investigação ou prisão de americanos e seus aliados, e que “o presidente também deve aplicar sanções de bloqueio de visto aos familiares imediatos daqueles sancionados”.

Brian Mast, o recém-eleito presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara que pressionou para que o projeto de lei fosse uma prioridade, usou seu uniforme do exército israelense no Capitólio nos dias após o ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023.

Mast é o único membro conhecido do Congresso que também atuou nas forças israelenses. 

“Um tribunal canguru está tentando prender o primeiro-ministro do nosso grande aliado, Israel, que não está apenas respondendo a um inimigo que conduziu um genocídio”, disse Mast na quinta-feira, “mas a um inimigo que ainda mantém 100 reféns”.

No início desta semana, o presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que o projeto de lei visa colocar o promotor do TPI, Karim Khan — que solicitou os mandados para Netanyahu, Gallant e três líderes seniores do Hamas, agora falecidos — "de volta ao seu lugar". 

O principal republicano no Senado, John Thune, disse que está pronto para levar o projeto de lei ao plenário "em breve", mas, processualmente - devido à interrupção da formulação de políticas conhecida como obstrução - pode ser necessário até 60 votos para ser aprovado, o que pode ser um obstáculo. 

Uma vez promulgado, no entanto, o projeto de lei entrará em vigor dentro de 60 dias.


Mandados de prisão do TPI

Netanyahu e Gallant são procurados pelo TPI e  receberam mandados de prisão  pelo "crime de guerra de fome como método de guerra e pelos crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos". 

Todos os 124 membros do Estatuto de Roma, o tratado que estabeleceu o TPI, agora são obrigados a prender os dois israelenses e entregá-los ao tribunal. 

Um julgamento não pode começar à revelia, e o tribunal não tem poderes de execução.

Em sua  declaração , a Câmara Pré-Julgamento I do TPI, um painel de três juízes, disse que havia motivos razoáveis ​​para acreditar que os dois israelenses "intencionalmente e conscientemente privaram a população civil em Gaza de objetos indispensáveis ​​à sua sobrevivência". 

Isso inclui alimentos, água, remédios, suprimentos médicos, combustível e eletricidade. 

Além disso, a limitação intencional de suprimentos médicos, como anestésicos e máquinas de anestesia, significou que Netanyahu e Gallant foram responsáveis ​​"por infligir grande sofrimento por meio de atos desumanos a pessoas que precisavam de tratamento". 

O relatório afirmou que médicos forçados a realizar amputações sem anestesia e sedar pacientes por meios inseguros equivaliam a "crimes contra a humanidade e outros atos desumanos". 

Todas essas ações "privaram uma parcela significativa da população civil em Gaza de seus direitos fundamentais", incluindo os direitos à vida e à saúde. A população palestina também foi alvo "com base em motivos políticos e/ou nacionais". 

"Portanto, concluiu-se que o crime contra a humanidade de perseguição foi cometido", disse o comunicado. 

Fonte: Middle East Eye


Congresswoman Rashida 


Qual é a maior prioridade deles na primeira semana do novo Congresso? Reduzir custos? Lidar com a crise de moradia? Não, é sancionar o Tribunal Penal Internacional para proteger o maníaco genocida Netanyahu para que ele possa continuar o genocídio em Gaza.



 AIPAC Tracker


THREAD: 45 democratas da Câmara apoiados pelo lobby de Israel se juntam a todos os membros do Partido Republicano (menos Massie) na votação para impor sanções ao Tribunal Penal Internacional para proteger Israel 

Total do lobby de Israel: $ 20.322.490



 UN Special Procedures


Especialistas da ONU pedem ao Senado dos EUA que rejeite projeto de lei que busca impor sanções e cortar financiamento ao @IntlCrimCourt, depois que o tribunal emitiu mandados de prisão contra líderes israelenses acusados ​​de crimes de guerra e crimes contra a humanidade em #Gaza .



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terça-feira, 29 de outubro de 2024

África do Sul apresenta 750 páginas de provas em caso de genocídio contra Israel


As evidências incluem declarações recentes de altos funcionários israelenses que endossam a limpeza étnica de Gaza para construir assentamentos judeus sobre a destruição


(Crédito da foto: AFP/Getty Images)

Em 28 de outubro, a equipe jurídica da África do Sul apresentou centenas de documentos ao Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) oferecendo "evidências inegáveis" de atos de genocídio cometidos em Gaza pelo exército israelense e declarações de autoridades com intenção genocida.

"As evidências mostrarão que por trás dos atos genocidas de Israel está a intenção especial de cometer genocídio, uma falha de Israel em impedir a incitação ao genocídio, em impedir o genocídio em si e sua falha em punir aqueles que incitam e cometem atos de genocídio", diz uma declaração de Pretória.

"O Memorial da África do Sul é um lembrete para a comunidade global lembrar do povo da Palestina, se solidarizar com eles e parar a catástrofe. A devastação e o sofrimento só foram possíveis porque, apesar das ações e intervenções do CIJ e de vários órgãos da ONU, Israel falhou em cumprir com suas obrigações internacionais", acrescentou a declaração.

Autoridades dizem que a submissão, também chamada de memorial, é apresentada em mais de 750 páginas de texto, além de mais de 4.000 páginas de anexos.

Falando à Al Jazeera , autoridades disseram que estão confiantes de que as centenas de páginas de evidências são “mais do que suficientes” para sustentar seu caso. “O problema que temos é que temos evidências demais”, disse o embaixador Vusimuzi Madonsela, representante da África do Sul em Haia, à organização de notícias do Catar.

Algumas das evidências apresentadas incluem declarações públicas feitas na semana passada por altos membros do governo israelense em uma conferência chamada " Preparando-se para se estabelecer em Gaza ", que foi organizada pelo extremista Movimento de Assentamento Nachala e promovida pelo partido Likud, no poder em Israel.

“[Nós] diremos a eles, 'Estamos dando a vocês a chance, saiam daqui para outros países'”, disse o Ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir durante a conferência. “A Terra de Israel é nossa”, ele enfatizou.

Israel está atualmente tentando expulsar dezenas de milhares de palestinos que permanecem no norte de Gaza como parte de uma campanha de extermínio que busca transformar a região em uma zona militar sob o Plano dos Generais .

Em 26 de janeiro, o CIJ decidiu que era plausível que Israel tivesse violado a Convenção do Genocídio e ordenou que o governo garantisse que seu exército se abstivesse de atos genocidas contra palestinos. Em resposta, Israel intensificou significativamente sua campanha de limpeza étnica, incluindo o bloqueio da entrada de ajuda humanitária na faixa.

A ONG internacional Oxfam relatou em 1º de outubro que o exército israelense matou mais crianças e mulheres em Gaza durante o ano passado do que em período equivalente de qualquer outra guerra neste século. 

Fonte: The Cradle


Ben Norton

A África do Sul apresentou suas evidências ao Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) documentando o genocídio de Israel contra o povo palestino.

As evidências têm mais de 750 páginas, com mais de 4.000 páginas de provas e anexos.

Este é o genocídio mais bem documentado da história.



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domingo, 22 de setembro de 2024

Poderia ser esta a semana em que Netanyahu passará de pária a fugitivo internacional?


A última vez que o PM israelense falou na ONU, ele estava promovendo sua visão de um novo Oriente Médio. Agora ele está à beira da catástrofe


Netanyahu está à beira de uma grande escalada do conflito contra o Hezbollah. Fotografia: Ohad Zwigenberg/EPA

Um ano atrás, Benjamin Netanyahu veio à ONU com uma visão de um “novo Oriente Médio” ancorado pelos laços crescentes de Israel com seus parceiros árabes na região. Agora ele está à beira de lançar uma grande escalada contra o Hezbollah, ignorando os apelos por contenção de seus aliados sobre a guerra de Gaza e desafiando as críticas de que ele está prevaricando nas negociações sobre um cessar-fogo temporário.

O primeiro-ministro israelense ainda tem seu discurso marcado para sexta-feira na assembleia geral da ONU, em uma aparição que certamente levará a paralisações e protestos nas ruas do centro de Manhattan.

Ele adiou sua chegada aos EUA por pelo menos um dia, à medida que as tensões aumentam com o Líbano, após uma operação elaborada para detonar milhares de pagers e walkie-talkies usados ​​pelo Hezbollah, o que pode sinalizar o início de uma guerra mais ampla na região.

A viagem a Nova York pode lhe oferecer uma chance de avaliar o apoio a uma escalada no Líbano, ou de deixar Joe Biden e outros aliados saberem que ele havia tomado sua decisão e não seria dissuadido de uma guerra mais ampla.

A viagem de Netanyahu à ONU acontece depois de um ano de derramamento de sangue em Gaza que deixou mais de 41.000 mortos e levou o tribunal penal internacional (ICC) a considerar a emissão de mandados de prisão para Netanyahu e o líder do Hamas em Gaza , Yahya Sinwar. Há rumores regulares de que os juízes do ICC estão perto de aprovar um mandado que poderia acusar Netanyahu de crimes de guerra.

Entre os mortos durante o conflito em Gaza estavam 200 trabalhadores humanitários da ONU. Netanyahu e as Forças de Defesa de Israel fizeram alegações de que funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) participaram dos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro, e nove membros da organização tiveram seus contratos rescindidos após uma revisão interna da ONU.

António Guterres, o secretário-geral da ONU, disse que ele e Netanyahu não falam desde o início da guerra, mas que estava pronto para encontrá-lo à margem da cúpula se o primeiro-ministro israelense pedisse.

“Não falei com ele porque ele não atendeu meus telefonemas, mas não tenho motivos para não falar com ele”, disse Guterres. Ele criticou a “falta de responsabilização” pelas mortes dos trabalhadores humanitários, a maioria dos quais foi morta em greves que a ONU criticou como indiscriminadas.

Questionado no início deste mês se Netanyahu se encontraria com Guterres, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, disse que a agenda do primeiro-ministro israelense ainda não havia sido finalizada.

A viagem mais recente de Netanyahu aos EUA ocorreu em julho, quando ele discursou em uma barulhenta sessão conjunta do Congresso, prometendo "vitória total" em sua guerra contra o Hamas e zombando dos manifestantes contra sua aparição no Capitólio dos EUA como "idiotas". Nas ruas do lado de fora, perto da Union Station, os manifestantes entraram em confronto com a polícia e desfiguraram estátuas de mármore com tinta.

Resta saber se Netanyahu está pronto para dar um passo adiante em direção ao abismo. Após um ataque aéreo em Beirute na sexta-feira que matou um comandante sênior do Hezbollah e pelo menos 13 outros na área de Dahiyeh, em Beirute, o ministro da defesa israelense Yoav Gallant disse que “mesmo em Dahiyeh, em Beirute – continuaremos a perseguir nosso inimigo para proteger nossos cidadãos”.

A nova “série de operações na nova fase da guerra continuará até atingirmos nosso objetivo: garantir o retorno seguro das comunidades do norte de Israel para suas casas”, disse ele.

Guterres disse que via o ataque com um pager com armadilha contra o Hezbollah como um potencial prelúdio para uma escalada militar de Israel no Líbano e alertou que a região estava à “beira da catástrofe”.

Se Netanyahu está pronto para escalar, inclusive lançando uma operação terrestre, ainda não está claro, e tanto o Hezbollah quanto seu benfeitor Irã prometeram retaliação pelos ataques recentes. Mas o gabinete de Netanyahu anunciou na sexta-feira que ele atrasaria sua chegada em um dia devido à situação, e Danon disse mais tarde aos repórteres que a data de chegada de Netanyahu dependeria dos eventos em Israel.

Netanyahu discursou na ONU no ano passado, entusiasmado com os acordos de Abraham recentemente concluídos . O acordo histórico normalizou as relações entre Israel e dois estados árabes, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, com expectativas de que a Arábia Saudita possa assinar os acordos em breve também.

“Quando os palestinos virem que a maior parte do mundo árabe se reconciliou com o estado judeu, eles também estarão mais propensos a abandonar a fantasia de destruir Israel e finalmente abraçar um caminho de paz genuína com ele”, disse Netanyahu, segurando um mapa rudimentar com as palavras “O Novo Oriente Médio”.

Mas o derramamento de sangue em Gaza após os ataques do Hamas aumentou as tensões e, mais recentemente, o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, disse que seu país não reconheceria Israel sem um estado palestino com Jerusalém Oriental como capital.

E, se o painel de juízes do TPI tomar uma decisão surpreendente esta semana de acusar Netanyahu de crimes de guerra em Gaza, isso representará mais um constrangimento, já que ele passará de pária a fugitivo internacional.


Promotor do TPI solicita mandados de prisão para Netanyahu, Gallant e três líderes do Hamas

A promotoria do tribunal penal internacional disse que solicitou mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense, seu ministro da defesa e três líderes do Hamas por supostos crimes de guerra.



Fonte: Guardian News


Kenneth Roth


Se o Tribunal Penal Internacional confirmar o mandado de prisão solicitado para Netanyahu esta semana, ele se tornará um fugitivo internacional quando comparecer perante a Assembleia Geral da ONU na sexta-feira.



 Mati Shemoelof ماتي شمؤولوف מתי שמואלוף


Leia meu último tweet: @netanyahunão está interessado em trazer os reféns de volta ou parar a guerra. Seus julgamentos pessoais de corrupção conduzem suas decisões, e ele está aumentando o conflito, piorando a situação para toda a região. Lembre-se, o Líbano é um dos países mais pobres



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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Principais conclusões do discurso de Netanyahu e dos protestos em frente ao Congresso dos EUA


Protestos saudaram o primeiro-ministro de Israel enquanto ele fazia seu quarto discurso ao Congresso em meio à guerra de Israel em Gaza


O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu criticou duramente os manifestantes e o Tribunal Penal Internacional em seu quarto discurso ao Congresso dos EUA em 24 de julho [Craig Hudson/Reuters]

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fez seu quarto discurso em uma sessão conjunta do Congresso dos Estados Unidos, tentando angariar apoio contínuo para a guerra de seu país em Gaza.

Mas os protestos contra a guerra saudaram Netanyahu quando ele chegou ao Capitólio, em Washington, DC, na quarta-feira — e continuaram dentro dos corredores do Congresso.


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A representante Rashida Tlaib , por exemplo, ergueu uma placa que dizia “culpado de genocídio” de um lado e “criminoso de guerra” do outro, ecoando críticas ao número devastador da guerra.

Netanyahu, no entanto, não foi pego de surpresa. Ele usou seu pódio diante do Congresso dos EUA para detonar inimigos percebidos como antissemitas e equivocados, nomeando os manifestantes do campus e os promotores do Tribunal Penal Internacional, entre outros.

Aqui estão cinco principais conclusões do discurso de quarta-feira.


A representante Rashida Tlaib segura uma placa protestando contra o discurso de Benjamin Netanyahu perante o Congresso [Craig Hudson/Reuters]

Netanyahu elogia aliados nos EUA

Com seu último discurso, Netanyahu ultrapassou o falecido primeiro-ministro britânico Winston Churchill — um ícone da Segunda Guerra Mundial — como o líder mundial com mais discursos no Congresso dos EUA em seu currículo.

Netanyahu entrou na câmara sob uma ovação de pé, embora alguns legisladores pudessem ser ouvidos vaiando sob os aplausos. Ele fez uma pausa para apertar as mãos de alguns legisladores, dando apenas um breve aceno para outros.

Uma vez no pódio, ele fez elogios efusivos ao povo americano e aos políticos de ambos os lados do corredor.

“Nas dificuldades e nos altos e baixos, nos bons e maus momentos, Israel sempre será seu amigo leal e seu parceiro firme. Em nome do povo de Israel, vim aqui hoje para dizer obrigado, América”, disse Netanyahu.

Ele também reconheceu as circunstâncias históricas do seu discurso, dizendo que era uma “profunda honra” dirigir-se “a esta grande cidadela da democracia pela quarta vez”.

O primeiro-ministro, no entanto, enfrentou um Congresso cada vez mais fragmentado, com os democratas divididos quanto ao apoio à guerra em andamento em Gaza.

Alguns, como Alexandria Ocasio-Cortez de Nova York e a ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi, se recusaram a comparecer ao discurso de quarta-feira. Outros saíram mais cedo.


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou "ambos os lados do corredor" no Congresso [Manuel Balce Ceneta/AP Photo]

Entrando na política do ano eleitoral

Netanyahu dedicou menção especial a duas figuras em lados opostos do espectro político: o presidente dos EUA, Joe Biden, e seu antigo rival republicano, Donald Trump.

Até esta semana, Biden e Trump estavam em uma disputa acirrada pela presidência, à medida que o dia da eleição se aproximava, em 5 de novembro. Mas no domingo, Biden desistiu da disputa, apoiando a vice-presidente Kamala Harris como sua sucessora.

Primeiro, Netanyahu reconheceu o apoio de Biden após os ataques de 7 de outubro a Israel.

“Após o ataque selvagem de 7 de outubro, ele corretamente chamou o Hamas de 'pura maldade'”, disse Netanyahu, destacando seu relacionamento de mais de 40 anos.

Mais tarde, ele expressou alívio por Trump ter sobrevivido a uma recente tentativa de assassinato e agradeceu pessoalmente pelas políticas pró-Israel que ele promulgou enquanto estava no cargo.

“Também quero reconhecer o presidente Trump por todas as coisas que ele fez por Israel, desde reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã até confrontar a agressão do Irã, reconhecer Jerusalém como nossa capital e mudar a embaixada americana para lá”, disse ele.

Essas medidas continuam controversas tanto nos EUA quanto no exterior, e as Nações Unidas condenaram as ações israelenses nas Colinas de Golã ocupadas.


Uma manifestante pró-Palestina tem os olhos lavados após a polícia do Capitólio dos EUA usar spray de pimenta contra os manifestantes [Umit Bektas/Reuters]

Netanyahu mira em manifestantes

Do lado de fora do edifício do Capitólio, milhares de manifestantes se reuniram enquanto Netanyahu falava, denunciando o que eles chamaram de "genocídio" em andamento em Gaza.

A Polícia do Capitólio dos EUA emitiu uma declaração de que, depois que alguns manifestantes se tornaram “violentos”, seus oficiais foram forçados a usar spray de pimenta. Os manifestantes foram vistos jogando água nos olhos para amenizar as queimaduras.

Em vez de ignorar os protestos que aconteciam a passos de distância de seu discurso, Netanyahu mirou diretamente neles, chamando as manifestações de equivocadas. Ele também criticou duramente os protestos antiguerra nos campi dos EUA.

“Muitos escolhem ficar do lado do mal. Eles ficam do lado do Hamas. Eles ficam do lado de estupradores e assassinos”, disse Netanyahu. “Esses manifestantes ficam do lado deles. Eles deveriam ter vergonha de si mesmos.”

Ele também acusou os manifestantes anti-guerra de ecoarem os argumentos do Irã, um país com o qual Israel está em uma guerra por procuração há décadas.

“Quando os tiranos de Teerã que enforcam gays em guindastes e assassinam mulheres por não cobrirem os cabelos estão elogiando, promovendo e financiando vocês, vocês se tornaram oficialmente os idiotas úteis do Irã”, disse Netanyahu aos manifestantes.


Manifestantes ajudam uns aos outros depois que a Polícia do Capitólio dos EUA usou spray de pimenta do lado de fora do Capitólio [Mike Stewart/AP Photo]

Um golpe no Tribunal Penal Internacional

Os protestos, no entanto, não foram a única resistência que Netanyahu enfrentou.

Em maio, o promotor Karim Khan do Tribunal Penal Internacional (TPI) solicitou a emissão de mandados de prisão para Netanyahu e seus aliados, acusando-os de “crimes de guerra e crimes contra a humanidade” por suas ações em Gaza.

Netanyahu usou sua plataforma no Congresso dos EUA para “se opor energicamente” ao que ele chamou de “falsas acusações”.

O primeiro-ministro defendeu a guerra como necessária para a segurança de Israel. Ele também alertou que o tribunal poderia mirar nos EUA se as prisões de Khan fossem permitidas.

“Se as mãos de Israel estiverem atadas, a América será a próxima. Vou lhe dizer o que mais vem a seguir: a capacidade de todas as democracias de combater o terrorismo estará em perigo”, disse Netanyahu.

“As mãos do estado judeu nunca serão algemadas”, ele acrescentou. “Israel sempre se defenderá.”

Os EUA atualmente não reconhecem a autoridade do ICC. Um painel de juízes deve avaliar a solicitação de mandados de prisão nos próximos meses.


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acena do pódio enquanto o presidente da Câmara, Mike Johnson, e o presidente de Relações Exteriores do Senado, Ben Cardin, observam [Julia Nikhinson/AP Photo]

Netanyahu expõe visão pós-guerra

À medida que a guerra em Gaza completa seu nono mês, com mais de 39.000 palestinos mortos, a pressão para que Netanyahu encerre o conflito está aumentando.

As negociações de cessar-fogo estão em andamento há meses. Famílias de prisioneiros israelenses em Gaza disseram ao canal de notícias norte-americano NPR que esperavam que Netanyahu usasse seu discurso para anunciar que “um acordo foi concluído”.

Mas Netanyahu decepcionou tais expectativas. Em vez disso, ele repetiu a retórica de extrema direita que foi criticada como desumanizante e antipalestina.

“Este não é um choque de civilizações. É um choque entre barbárie e civilização”, disse Netanyahu ao Congresso.

“É um choque entre aqueles que glorificam a morte e aqueles que santificam a vida. Para que as forças da civilização triunfem, a América e Israel devem permanecer juntos. Porque quando estamos juntos, algo muito simples acontece: nós ganhamos, eles perdem.”

Netanyahu também pediu a derrota do Hamas como pré-condição para a paz, dizendo que se contentaria com a “vitória total” e nada menos.

Ao explicar como seria a vida após a guerra, ele esboçou uma visão que envolveria as forças israelenses mantendo o controle sobre Gaza — uma perspectiva que os críticos temem que possa levar a mais deslocamento e opressão dos palestinos.

“No dia seguinte à derrota do Hamas, uma nova Gaza pode emergir”, disse Netanyahu. “Minha visão para esse dia é de uma Gaza desmilitarizada e desradicalizada. Israel não busca reassentar Gaza. Mas, no futuro previsível, devemos manter o controle de segurança predominante lá para evitar o ressurgimento do terror, para garantir que Gaza nunca mais represente uma ameaça a Israel.”

“Uma nova geração de palestinos não deve mais ser ensinada a odiar os judeus, mas sim a viver em paz conosco”, acrescentou.

Para atingir esse fim, Netanyahu fez seu discurso de vendas aos legisladores dos EUA sentados diante dele. Ele pediu que a ajuda militar aumentasse e fosse entregue mais rapidamente, apesar das preocupações — particularmente entre os progressistas — de que ela poderia ser usada para abusos de direitos humanos em Gaza.

Os EUA já enviam a Israel US$ 3,8 bilhões por ano em ajuda militar e, em abril, o presidente Biden assinou um pacote de ajuda que forneceria até US$ 17 bilhões em apoio adicional.

“Acelerar a ajuda militar dos EUA pode acelerar drasticamente o fim da guerra em Gaza e ajudar a evitar uma guerra mais ampla no Oriente Médio”, disse Netanyahu ao Congresso dos EUA.

“Dê-nos as ferramentas mais rápido e terminaremos o trabalho mais rápido.”

Fonte : Al Jazeera


TRT World

“O promotor do TPI acusa Israel de visar deliberadamente civis. Do que diabos ele está falando?”

As palavras do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no Congresso contradizem o pano de fundo das ações das forças israelenses em Gaza desde 7 de outubro de 2023



 BreakThrough News

QUEBRANDO: manifestantes do lado de fora da estação da União queimam a efígie do primeiro-ministro israelense Netanyahu e exigem o fim da ajuda militar dos EUA a Israel.



 موسكو | MOSCOW NEW

Manifestantes pró-palestinos retiraram bandeiras americanas, incendiaram-nas em Washington, D.C., e substituíram-nas por bandeiras palestinianas.



 Ione Belarra

Hoje em frente à embaixada dos EUA apoiando os cidadãos americanos que protestam contra Netanyahu. Os governos devem saber que as pessoas não podem tolerar ser participantes no genocídio que Israel está a cometer na Palestina. Temos de continuar a mobilizar-nos em prol do povo palestiniano.



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