Nas mensagens, datadas de 2013, o empresário Ian Osborne diz a Epstein que se reuniu com famílias descritas por ele como as "mais ricas e poderosas" do Brasil
Gettyimages.ru
Um dos milhões de arquivos divulgados na
sexta-feira (30) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso
de Jeffrey Epstein inclui um email enviado pelo
empresário Ian Osborne ao criminoso sexual. Na mensagem,
Osborne menciona encontros com o empresário brasileiro Eike Batista e
com as famílias Marino e Marinho, ligadas,
respectivamente, ao Itaú Unibanco e ao Grupo Globo.
"[Estou] no Brasil. Falei ontem em uma conferência de
tecnologia aqui; hoje com Eike; amanhã e domingo com as famílias Marino (Itaú)
e Marinho (Globo), duas das três mais ricas e poderosas
daqui", escreveu Osborne na mensagem, datada de 7 de março de 2013.
Reportagens anteriores
já haviam apontado a proximidade entre o empresário britânico Ian Osborne e o
criminoso sexual Jeffrey Epstein, mostrando que Osborne manteve contato
frequente com Epstein e transitava em círculos de influência política e
empresarial nos quais ele atuava como intermediário informal.
O
bilionário norte-americano Jeffrey Epstein foi condenado
em 2008 pela compra de serviços sexuais de uma menor de idade e,
posteriormente, acusado de tráfico sexual de menores em larga
escala. Ele era conhecido por seu círculo de amizades com
políticos, celebridades e empresários, e sua residência privada na ilha
Little Saint James, no Caribe, tornou-se o epicentro de diversas
investigações por abuso sexual.
Epstein
morreu em 2019 em sua cela em uma prisão de Nova York, enquanto respondia
a acusações federais. A morte encerrou parcialmente o processo contra ele,
mas deixou abertas múltiplas investigações sobre seus associados e
possíveis redes de exploração.
DESCOBERTO: Donald Trump é jurado do concurso de modelos
"Look of the Year" de 1991, organizado pela Elite Model Management,
com participantes de apenas 14 anos de idade.
Uma investigação do jornal The Guardian, em 2020, sobre o
concurso Look of the Year da Elite, revelou alegações de ex-participantes e
pessoas influentes do setor de que o concurso foi usado pelo fundador John
Casablancas e outros para se envolverem em relacionamentos sexuais com jovens
modelos vulneráveis, algumas das quais eram adolescentes.
UNEARTHED: Donald Trump judges the 1991 Look of the Year modeling competition organized by Elite Model Management, featuring participants as young at 14-years-old.
A 2020 Guardian investigation into Elite's Look of the Year competition uncovered allegations from former… pic.twitter.com/tgwoMqjf8Y
Autoridades israelenses afirmam que Barghouti não será
incluído em nenhum acordo de troca de prisioneiros, mesmo após 23 anos de
prisão
(Crédito da foto: Nasser Shiyoukhi/AP)
Mais de duzentas figuras culturais proeminentes aderiram a
uma campanha global que defende a libertação do prisioneiro político palestino
Marwan Barghouti, amplamente considerado uma figura unificadora capaz de
reacender um caminho viável para a criação de um Estado palestino.
Os escritores Margaret Atwood, Philip Pullman, Zadie Smith e
Annie Ernaux juntaram-se aos atores Ian McKellen, Benedict Cumberbatch, Tilda
Swinton e Mark Ruffalo, além de figuras públicas como Gary Lineker e Richard
Branson, na assinatura de uma carta aberta pedindo a libertação de Barghouti.
A declaração expressa “grave preocupação com a contínua
prisão de Marwan Barghouti, os maus-tratos violentos a que é submetido e a
negação de seus direitos legais enquanto encarcerado” e apela aos governos e à
ONU para que trabalhem ativamente por sua libertação.
Barghouti, agora com 66 anos, passou 23 anos em prisões
israelenses após o que a União Interparlamentar descreveu como um julgamento
"profundamente falho". Parlamentar eleito na época, ele continua
liderando as pesquisas de opinião palestinas e é amplamente considerado a
figura política mais popular tanto em Gaza quanto na Cisjordânia ocupada.
A decisão de Israel de mantê-lo preso, mesmo durante a
recente troca de prisioneiros após o cessar-fogo de outubro, não foi motivada
por avaliações de segurança, mas sim por preocupações com o peso político que
ele poderia ter se fosse libertado.
Seu filho, Arab Barghouti, disse que as autoridades
israelenses o veem como
uma ameaça “porque ele quer trazer estabilidade… uma visão palestina
unificadora que seja aceita por todos, inclusive pela comunidade
internacional”.
Os organizadores da carta inspiraram-se na mobilização
cultural que ajudou a garantir a libertação do falecido presidente da África do
Sul, Nelson Mandela, durante o apartheid.
O próprio Mandela disse em 2002: "O que está
acontecendo com Barghouti é o mesmo que aconteceu comigo."
O músico e produtor britânico Brian Eno afirmou que “as
vozes culturais podem mudar o rumo da política”, enquanto a romancista
britânico-palestina Selma Dabbagh argumentou que libertá-lo permitiria aos
palestinos “determinar sua própria liderança, qualquer que seja a forma que ela
assuma”.
A campanha
de pressão coincide com a crescente preocupação de que autoridades
israelenses possam aprovar uma nova legislação que permita a pena de morte para
prisioneiros palestinos – uma medida que poderia ser aplicada a
Barghouti.
A sua detenção contínua também se cruza com a resolução
recentemente aprovada pela ONU que estabelece uma Força Internacional de
Estabilização (FIE) em Gaza, um plano rejeitado pelos principais grupos
palestinos de direitos humanos e que Barghouti teria de enfrentar caso fosse
libertado.
Dias antes, a família de Barghouti e seus aliados da
sociedade civil lançaram uma campanha internacional mais ampla, instalando
grandes murais com os dizeres “Libertem Marwan” em Londres e erguendo uma
instalação de arte pública em sua aldeia natal, Kobar.
Sua esposa, Fadwa Barghouti, começou a se engajar com a
mídia israelense para mudar a opinião pública, enfatizando que ele "vê a
solução de dois Estados como a maneira de avançar e viver em paz".
Na Cisjordânia ocupada, seu filho descreveu a campanha como
sendo tanto pessoal quanto coletiva.
“Homenageá-lo desta forma não é apenas um apelo pela sua
liberdade – é um apelo pela libertação de todos os prisioneiros palestinos.”
Barghouti foi mantido repetidamente em confinamento
solitário, teve visitas familiares negadas por três anos e foi submetido a múltiplas
agressões.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir,
foi recentemente filmado ameaçando-o de execução, enquanto o Knesset analisa um
projeto de lei para impor a pena de morte àqueles condenados por assassinatos
"motivados por nacionalismo".
Apesar da crescente pressão, as
autoridades israelenses mantêm a posição de que Barghouti não será incluído
na troca de prisioneiros prevista no plano de cessar-fogo do presidente
americano Donald Trump. "Neste momento, Barghouti não fará parte dessa
libertação", afirmou a porta-voz israelense Shosh Badrusian.
A primeira fase do acordo inclui a retirada israelense até
uma linha acordada e uma troca envolvendo cerca de 2.000 prisioneiros
palestinos, mas exclui o detento mais proeminente da política palestina.
Hundreds of western artists join global campaign demanding freedom for Marwan Barghoutihttps://t.co/XOwTG639zb
A produção dirigida por Dan Farah reúne depoimentos de 34
autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, que relatam
pressões, disputas geopolíticas e relatos de tecnologia recuperada mantidos
longe do público por décadas.
AP / Department of Defense
O documentário "The Age of Disclosure",
dirigido pelo produtor Dan Farah, aborda uma suposta
"conspiração global de 80 anos" do governo dos EUA sobre a possível
existência de vida inteligente não humana, por meio de entrevistas com 34 altos
funcionários americanos, incluindo o atual Secretário de Estado, Marco
Rubio.
Em declarações à Fox News, Farah afirmou que, durante anos, tanto cidadãos quanto
autoridades americanas, incluindo o presidente, ficaram
"alheios a esse assunto".
Ele destacou que, graças aos esforços dos depoentes,
recentemente "altos cargos do Congresso e da Administração começaram a
descobrir o que está acontecendo".
De acordo com Farah, o filme mostra como Washington
está envolvida em uma "corrida secreta e de alto risco da
Guerra Fria com nações adversárias como a China e a Rússia para fazer a
engenharia reversa de tecnologia não humana".
Para Kent Heckenlively, autor do livro
"Catastrophic Disclosure" (Revelação Catastrófica), o mais notável no
documentário são os inúmeros comandantes militares e de inteligência que
"declaram publicamente" não apenas a existência de
"extraterrestres", mas também de "um programa muito ativo de
recuperação e engenharia reversa de tecnologia alienígena".
Segundo o especialista, após assistirem ao filme, os
espectadores só podem chegar a duas conclusões possíveis: "ou
isso é uma operação psicológica total e completa do governo sobre a população
agora; ou houve uma tremenda operação psicológica contra o público no
passado", afirmou.
Apesar do tom alarmante, Heckenlively considera que a humanidade
"amadureceria" se a existência de vida alienígena fosse
confirmada. "Acredito que melhoraríamos se soubéssemos que existem
espécies que não apresentam alguns dos aspectos negativos associados à raça
humana", concluiu.
Após o assassinato covarde do secretário-geral do Hezbollah,
Sayyed Hassan Nasrallah, pelo regime israelense, as mídias sociais ficaram
agitadas com declarações de condenação
Sayyed Hassan Nasrallah
Os internautas criticaram duramente o regime de Tel Aviv
pelo aventureirismo militar temerário que só aumentará as tensões regionais e
potencialmente abrirá caminho para uma guerra total.
Muitos prestaram homenagens calorosas à liderança
inspiradora e à extraordinária bravura do líder caído do Hezbollah ao enfrentar
a ocupação israelense e estabelecer o Hezbollah como uma força a ser
reconhecida.
Vijay Prashad, um proeminente autor e intelectual, em uma
publicação no X, disse que Nasrallah liderou a resistência “que não se dobrará,
mas crescerá à medida que sua memória e exemplo semeiam uma nova geração”.
“Ele lutou por seu povo apesar do imenso custo pessoal e foi
odiado por seus inimigos porque os derrotou. Eu o vi falar em Beirute em 2013,
um homem impressionante e um pensador estratégico brilhante. Sua perda é um
golpe para o Líbano, mas ele ensinou duas gerações a sucedê-lo.”
Syed Hassan Nasrallah (1960-2024). He led the Resistance, which will not bend but grow as his memory and example seed a new generation. He fought for his people despite the immense personal cost and was hated by his enemies because he defeated them. I saw him speak in Beirut in… pic.twitter.com/pYv2cxpNEf
Ana Winstanley, jornalista investigativa e podcaster da
Intifada, também foi ao X para prestar homenagem ao líder do movimento de
resistência libanês, saudando-o como um “herói”.
“Tirei a foto abaixo em 2006 em uma área de Ramallah (na
Cisjordânia ocupada) onde vive uma concentração relativamente grande de
cristãos palestinos. Isso foi depois da fracassada re-invasão de Israel no sul
do Líbano. Nunca vou me esquecer de tirar essa foto, pois ela era tão
emblemática do amplo apoio popular que existia — e ainda existe — para o
Hezbollah e para Nasrallah como o líder do Eixo da Resistência ao regime
genocida “israelense””, ele escreveu, compartilhando uma foto de Nasrallah.
Ele disse que Nasrallah foi o líder da libertação do Líbano
que libertou todo o sul do Líbano de 18 anos de ocupação israelense brutal em
2000.
“Ele derrotou Israel mais uma vez em 2006. Depois de 2011,
ele frustrou o plano da CIA/al-Qaeda/ISIS para destruir a Síria como um estado.
Ele se juntou à guerra mais recente para a defesa de Gaza em 8 de outubro de
2023. Ele morreu como viveu: resistindo à opressão sionista até seu último
suspiro”, escreveu Winstanley.
“O movimento continuará a lutar contra Israel e provou ser
resiliente no passado quando seus líderes anteriores e figuras seniores também
foram assassinados por “Israel” — incluindo o antecessor de Nasrallah, Abbas
al-Musawi. No entanto, não há dúvida de que este é o fim de uma era para o
Hezbollah, para o Líbano, para a Palestina, para o Eixo da Resistência e para o
mundo.”
Hizballah has just confirmed that its leader Hassan Nasrallah was martyred by the enemy entity, in a bombing that annihilated still uncounted hundred of Lebanese civilians — they wiped out a whole neighbourhood using “bunker buster” bombs. A war crime to add to “Israel’s” many… pic.twitter.com/SIwpLzkFO8
A jornalista e podcaster libanesa Rania Khalek criticou
autoridades americanas por “equipararem escandalosamente Hassan Nasrallah, do
Hezbollah, a Osama bin Laden”.
“Quero lembrar a todos de sua condenação aos ataques de 11
de setembro aos prédios do World Trade Center. Também, um lembrete de que
Nasrallah desempenhou um papel de liderança na luta contra a Al Qaeda em toda a
região após 2011, enquanto os EUA e Israel estavam apoiando a Al Qaeda contra
seus adversários regionais”, escreveu Khalek.
“Se alguém pode ser comparado a Osama bin Laden e à Al
Qaeda, são os líderes israelense e americano que atualmente estão aterrorizando
o povo da região.”
As US officials continue to outrageously equate Hezbollah’s Hassan Nasrallah to Osama bin Laden, I want to remind every one of his condemnation of the Sept 11 attacks on the World Trade Center buildings.
Um usuário do X, Kahlisse, referiu-se à incrível
popularidade do líder do Hezbollah na Palestina.
“Mesquitas em Jenin e na Cisjordânia lamentam a morte de
Sayyed Hassan Nasrallah. Em Ramallah, estudantes da Universidade de Birzeit
publicam fotos do líder”, ela escreveu.
“Israel conseguiu unir pessoas em todo o mundo — unidas
contra o terrorismo israelense.”
🇱🇧🇵🇸 BREAKING: Mosques in Jenin, the West Bank Mourn The Death of Sayyed Hassan Nasrallah
In Ramallah, students at Birzeit University poster photos of the leader.
🇮🇱 Israel has managed to unite people across the world - united against Israeli Terrorism pic.twitter.com/xuoBQ9XrQH
Tim Anderson, um comentarista australiano, citou um discurso
proferido por Nasrallah em 1992 após o assassinato de seu antecessor Sayyed
Abbas Musawi.
“Ao assassinar nosso secretário-geral, Sayyed Abbas Mussawi,
eles buscaram matar nosso espírito de resistência e destruir nossa vontade de
jihad. Mas seu sangue continuará a ferver em nossas veias, apenas fortalecendo
nossa determinação de seguir em frente e intensificando nosso entusiasmo para
seguir o caminho”, disse Nasrallah na época.
“A América continuará sendo o principal inimigo desta nação
e o maior Satã de todos. Israel será para sempre, aos nossos olhos, um
crescimento canceroso que deve ser erradicado, uma entidade artificial que deve
ser removida, mesmo que todos os governantes do mundo a reconheçam. A Palestina
— toda a Palestina — continuará sendo parte desta nação, e não abriremos mão de
um único grão de sua areia."
What happened last time the Israelis murdered a Hezbollah leader? Sayyed Hassan Nasrallah (1992):
"By murdering our secretary-general, Sayyed Abbas Mussawi, they sought to kill our spirit of resistance and destroy our will for jihad. But his blood will continue to simmer in our… pic.twitter.com/d6rXnKUZhd
O jornalista e cineasta irlandês Sean Murray foi ao X para
saudar o líder martirizado do Hezbollah.
“Como a história frequentemente nos ensinou, haverá milhares
para tomar o lugar de Hassan Nasrallah. Não haverá paz no Oriente Médio sem o
retorno dos palestinos à sua pátria histórica. A destruição do apartheid de
Israel é a única coisa que trará paz”, ele escreveu.
As history has often taught us, there will be thousands to take Hassan Nasrallah’s place. There will be no peace in the Middle East without the return of Palestinians to their historic homeland. The destruction of apartheid Israel is the only thing that will bring peace. pic.twitter.com/U2zCeU5d8j
A jornalista Sana Saeed, radicada nos EUA, citou um antigo
discurso de Nasrallah, que demonstrou sua coragem em enfrentar o inimigo: “Nós
não perdemos. Quando vencemos, vencemos. Quando somos martirizados, vencemos.”
–
“A psicose assassina que domina Israel e os EUA não consegue
entender quem eles estão combatendo e massacrando na Palestina, no Líbano. Eles
não vencerão”, escreveu Saeed.
“We don’t lose. When we win, we win. When we are martyred, we win.” - Hassan Nasrallah
The murderous psychosis that grips Israel & the U.S. fails to understand who it is they are fighting & slaughtering in Palestine, in Lebanon. They will not win.
O jornalista americano Sam Husseini disse que o assassinato
de Nasrallah “provavelmente será um ponto de virada”.
“Os xiitas do Líbano, o grupo mais pobre de um pequeno país
árabe, produziram o Hezbollah, que desafiou Israel enquanto o Egito, a Jordânia
e os estados do Golfo se venderam. Seus discursos, rigorosos, mas cheios de
sagacidade, foram ouvidos como nada mais e transcenderam a seita”, escreveu
Husseini.
O site da Press TV também pode ser acessado nos seguintes
endereços alternativos:
Assim como Hitler foi detido por uma aliança internacional
há 70 anos, Netanyahu deve ser detido, diz o presidente Erdogan em seu discurso
na Assembleia Geral anual da ONU
Em um desafio direto ao Conselho de Segurança das Nações
Unidas, Erdogan questionou sua inação diante do genocídio em Gaza. / Foto: AA /
Foto: AP
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan pressionou os
líderes globais a reconhecer a Palestina como um estado.
“Convido os estados que ainda não reconheceram a Palestina a
ficarem do lado certo da história durante este período crítico e a reconhecerem
prontamente o estado palestino”, disse o presidente Erdogan em seu discurso na
AGNU em Nova York na terça-feira.
A criação de um estado palestino totalmente independente e
soberano, com Jerusalém Oriental como capital e garantindo sua integridade
territorial, não deve mais ser adiada, destacou Erdogan.
O líder turco também expressou sua crescente frustração com
a incapacidade da ONU de tomar medidas decisivas para acabar com os conflitos,
enfatizando que a organização se tornou cada vez mais ineficaz.
“Nos últimos anos, as Nações Unidas falharam em cumprir sua
missão fundamental, transformando-se gradualmente em uma estrutura ineficiente,
pesada e inativa”, afirmou Erdogan, ressaltando a necessidade de reforma dentro
do organismo global.
Voltando sua atenção para a situação em Gaza, o presidente
Erdogan condenou as ações de Israel.
“Como resultado dos ataques de Israel, Gaza se tornou o
maior cemitério do mundo para crianças e mulheres”, lamentou ele, enfatizando o
devastador número de vítimas entre os civis.
Erdogan também dirigiu duras críticas aos meios de
comunicação internacionais, acusando-os de ignorar o assassinato de jornalistas
pelas forças israelenses.
“Às organizações de mídia internacionais, pergunto: os
jornalistas assassinados ao vivo no ar e cujos escritórios foram invadidos por
Israel não são seus colegas?”
"A administração israelense, desconsiderando os
direitos humanos básicos, está implementando um genocídio aberto contra uma
nação e ocupando suas terras passo a passo. Os palestinos usam seu direito
legítimo de resistência a essa ocupação", disse Erdogan.
" Não só as crianças, mas também o sistema da
ONU está morrendo em Gaza "
Em um desafio direto ao Conselho de Segurança das Nações
Unidas, Erdogan questionou sua inação diante do genocídio em Gaza.
“Conselho de Segurança da ONU, o que você está esperando
para parar o genocídio em Gaza, para dizer ‘basta’ a essa crueldade, a essa
barbárie?”
"Não apenas crianças, mas também o sistema da ONU está
morrendo em Gaza. A verdade, os valores que o Ocidente afirma defender estão
morrendo", acrescentou Erdogan.
Ele também dirigiu duras críticas aos responsáveis por
fomentar a instabilidade regional.
“O que você está esperando para parar essa rede de massacres
que está arrastando toda a região para a guerra por ambição política?”, disse
Erdogan.
"Assim como Hitler foi detido pela aliança da
humanidade há 70 anos, Netanyahu e sua rede assassina devem ser detidos pela
aliança da humanidade."
“Aqueles que parecem estar trabalhando por um cessar-fogo no
palco continuam enviando armas e munições para Israel em segundo plano,
permitindo que continue seus massacres.”
O presidente turco Erdogan discursou na 79ª sessão da AGNU,
criticando o apoio incondicional que Tel Aviv recebe para continuar sua guerra
genocida na Faixa de Gaza da Palestina
“Those who appear to be working for a ceasefire on stage continue to send weapons and ammunition to Israel in the background, enabling it to continue its massacres.”
Turkish President Erdogan has addressed the 79th session of UNGA, criticising unconditional support Tel Aviv… pic.twitter.com/esAclp7k60
Os palestinianos, cuja liberdade, independência e direitos
mais básicos foram usurpados, usam muito justamente o seu direito legítimo de
resistir contra esta ocupação e estas actividades de limpeza étnica.
Saúdo de todo o coração os meus irmãos e irmãs palestinianos
que defendem a sua pátria à custa das suas vidas.
Enquanto crianças morrem e bebés morrem em incubadoras em
Gaza, Ramallah e no Líbano, infelizmente a comunidade internacional também
sofreu um teste muito mau.
O que está a acontecer na Palestina é uma indicação de um
grande colapso moral.
Acredito que todas as pessoas do mundo, os líderes dos
países e as organizações internacionais deveriam pensar sobre esta situação
dolorosa.
A administração israelita, desrespeitando os direitos
humanos básicos, está a levar a cabo uma limpeza étnica e um genocídio aberto
contra uma nação e um povo, e está a ocupar as suas terras passo a passo.
A justificada resistência do povo palestiniano contra
aqueles que ocupam as suas terras é demasiado nobre, honrada e heróica para ser
retratada como ilegítima.
Özgürlüğü, bağımsızlığı, en temel hakları gasbedilen Filistinliler son derece haklı bir biçimde bu işgale, bu etnik temizlik faaliyetlerine karşı meşru direniş haklarını kullanmaktadır.
O presidente Cyril Ramaphosa, o emir xeque Tamim bin Hamad
Al Thani e o presidente Gustavo Petro pedem um cessar-fogo em Gaza enquanto
criticam a inação das potências mundiais
Emir do Catar chama a guerra israelense em Gaza de
"genocídio". / Foto: AP
O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, recebeu apoio
internacional para o caso de genocídio contra Israel que seu país abriu em
dezembro passado no Tribunal Internacional de Justiça (CIJ).
"Acolhemos com satisfação o apoio que vários países
deram ao caso que lançamos no CIJ. As ordens do CIJ deixam claro que há um caso
plausível de genocídio contra o povo de Gaza", disse o presidente
sul-africano ao discursar na AGNU na terça-feira.
Discursando na Assembleia Geral da ONU em Nova York,
Ramaphosa disse: "Não ficaremos em silêncio assistindo ao apartheid ser perpetrado
contra outros", evocando a luta de décadas da África do Sul contra o
apartheid, que finalmente terminou com sucesso na década de 1990.
"A única solução duradoura é o estabelecimento do
Estado palestino, um Estado que existirá lado a lado com Israel, com Jerusalém
Oriental como sua capital", acrescentou.
Em seus comentários, Ramaphosa também pediu reformas
abrangentes no Conselho de Segurança da ONU, criticando sua estrutura atual
como ultrapassada e exclusiva.
"Não podemos continuar sendo um clube exclusivo de
cinco nações", disse ele, pedindo a inclusão da África e de outras regiões
no processo de tomada de decisões do conselho.
O emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, disse que a
guerra de Israel em Gaza foi um "genocídio" ao se dirigir aos líderes
mundiais na Assembleia Geral das Nações Unidas.
"A agressão flagrante que recai sobre o povo palestino
na Faixa de Gaza hoje é a agressão mais bárbara, hedionda e extensa",
disse ele, chamando o conflito de "um crime de genocídio".
O emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, enfatizou
que o Catar continuará com seus esforços de mediação em Gaza, apesar de todas
as adversidades.
"A mediação em Gaza é nossa escolha estratégica,
continuaremos os esforços apesar das dúvidas e acusações até que um cessar-fogo
permanente seja alcançado", disse Al Thani.
Al Thani disse que não há parceiro para a paz no atual
governo israelense.
Ele também disse que o fim da ocupação nos territórios
palestinos e o direito à autodeterminação não são um favor nem um presente.
O emir do Catar também criticou o Conselho de Segurança da
ONU por não implementar a resolução de cessar-fogo em Gaza.
"A adesão palestina à ONU não acabará com suas misérias
nem com a ocupação, mas pelo menos enviaria uma mensagem ao governo de extrema
direita em Israel, envolvido no desafio à legitimidade internacional, de que a
força não elimina direitos", acrescentou.
Ao responsabilizar Israel pelo assassinato de Ismail
Haniyeh, ele disse
"O Catar está mediando uma situação em que uma parte
não hesita em assassinar seus colegas com quem está envolvida em negociações,
como o assassinato de Ismail Haniyeh, que não foi apenas o líder político do
Hamas, mas também o primeiro primeiro-ministro palestino eleito."
Ao defender o fim dos ataques de Israel ao Líbano, ele
acrescentou: "Israel está travando uma guerra no Líbano e ninguém sabe o
quanto essa guerra vai se agravar".
O presidente colombiano Gustavo Petro também criticou o
primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu pelos ataques a Gaza durante
seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
"É nessa desigualdade que encontramos a lógica da
destruição em massa desencadeada pela crise climática e a lógica das bombas
lançadas por um criminoso como Netanyahu em Gaza", disse Petro.
“Quando Gaza morrer, toda a humanidade morrerá”, disse o
presidente.
“Hoje temos 20.000 crianças mortas. Presidentes riem dessa
situação na Assembleia Geral da ONU.”
O chefe de Estado colombiano disse que apenas as vozes das
potências mundiais são ouvidas no cenário internacional.
“O poder de um país no mundo não é mais exercido pelo poder
político e econômico, mas pela destruição da humanidade. Aqueles de nós que têm
o poder de sustentar a vida falam sem serem ouvidos. É por isso que eles não
nos ouvem quando votamos para impedir o genocídio em Gaza. Os presidentes que
podem destruir a humanidade não nos ouvem”, disse ele.
Ao discursar na AGNU, o presidente da África do Sul, Cyril
Ramaphosa, o emir do Qatar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente da
Colômbia, Gustavo Petro, apelam a um cessar-fogo em Gaza, ao mesmo tempo que
criticam a inacção e o silêncio criminoso das potências mundiais.
While addressing the UNGA, South Africa's President Cyril Ramaphosa, Qatar's Emir Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani and Colombia's President Gustavo Petro call for a ceasefire in Gaza while criticising the inaction and criminal silence of world powers 🔗 https://t.co/gGSvAtjtplpic.twitter.com/E7j4DvGDAR
O presidente da Colômbia, @petrogustavo, alerta na ONU sobre o fim
da humanidade devido à ganância, às guerras e às mudanças climáticas. “Ou
levantamos a bandeira da vida ou nossas cidades ficarão cheias de cemitérios” #UNGA79
Durante o 11º Congresso da Federação Árabe Palestina do
Brasil (Fepal), realizado para marcar os 45 anos da entidade, Ualid Rabah,
presidente da entidade, relembrou a história da federação e voltou a explicar o
contexto dramático atual da causa palestina. Líder fez paralelo com 1948,
quando palestinos foram forçados a deixar suas casas
Genocídio, israel = crimes de guerra
Fundada em 1979, a Fepal surgiu com o propósito de integrar
a diáspora palestina à luta nacional do povo. "Ela nasce
para defender a comunidade palestina no Brasil, organizar, preservar suas
tradições e a língua, e conectar essa diáspora à sua pátria-mãe, a
Palestina", explicou Rabah à Sputnik Brasil.
Rabah ressaltou que o congresso desta sexta-feira (2) ocorre
em um momento excepcional: "Estamos diante da primeira limpeza
étnica televisionada da história, o que chamamos de 'Nakba 2'. Este
congresso carrega a marca do genocídio palestino em Gaza e da tentativa de
extermínio de seu povo", disse.
O presidente da Fepal traçou um paralelo com a Nakba de
1948, quando milhares de palestinos foram forçados a deixar suas
casas. "Hoje, 40% da população palestina é refugiada, a maior
população de refugiados de todos os tempos", afirmou.
Rabah destacou dados alarmantes, tais como 2,5% da
população ter sido exterminada, com 52 mil desaparecidos entre os
escombros.
"É a maior matança de crianças da história, com 45% das
vítimas sendo crianças, um número três vezes maior do que o registrado durante
todo o período nazista."
O líder da Fepal denunciou ainda o que chamou de
"solução final" e "um genocídio de um novo tipo",
comentando abortos involuntários e o elevado número de mulheres grávidas entre
as vítimas. "Estamos diante de um experimento social genocida que
elimina tanto os ventres quanto as crianças que nasceram. É um extermínio
programado para colapsar a capacidade reprodutiva da população palestina."
A refugiada palestina Noura Badem, que não fala português,
relatou em árabe que veio no primeiro avião ao Brasil quando a guerra se intensificou, em outubro de 2023. Ela
afirmou que "os filhos dela gostam muito do Brasil e não gostariam de
voltar a morar na Palestina".
Badem ainda define a situação como "desesperadora"
por ainda possuir oito irmãos em território palestino.
Rabah reconheceu o apoio do governo brasileiro na recepção
de refugiados palestinos. Ele lembrou que o Brasil acolheu refugiados
do Iraque em 2007 e da Síria em 2011, e agora resgatou brasileiros e
palestinos de Gaza. "O Brasil demonstrou seu compromisso com os direitos
humanos ao resgatar os que estavam no campo de extermínio em Gaza".
Além disso, Rabah destacou a adesão do Brasil à petição da
África do Sul para a investigação do genocídio em Gaza, ressaltando que
"é necessário parar esse extermínio e investigar esses crimes".
Segundo ele, a comunidade palestina no Brasil é grata pelo
apoio, mas vive com grande angústia: "Estamos testemunhando um extermínio
que nenhum povo gostaria de vivenciar, é como se as câmaras de gás dos
campos de concentração fossem transmitidas ao vivo. Esse é o nosso
campo de extermínio de Gaza sendo televisionado".
Faiza Daoudi, secretária da Fepal para assuntos de
refugiados, explicou que seu trabalho é voltado ao suporte à refugiados
de diversas origens e religiões, não apenas palestinos. "Eu apoio os
refugiados palestinos que estão aqui no Brasil e fora do Brasil também. Temos
um canal para cuidar de todos os tipos de refugiados, independente da raça ou
religião".
Nascida no Brasil, ela é filha de refugiados que deixaram a
Palestina em 1948, durante a Nakba, quando centenas de milhares de pessoas
foram forçados a deixar suas casas após a criação do Estado de Israel.
"Meus pais saíram da Palestina em 1948,
foram primeiro para a Cisjordânia e, depois de algum tempo, seguiram para a
Jordânia. Eu vim para o Brasil em 1978, casei com meu marido, que também é
refugiado palestino e já estava aqui."
Ela ressalta que o momento atual é particularmente difícil para os
palestinos, em meio ao que também descreve como um genocídio em Gaza.
"Estamos atravessando um momento muito difícil, mas é ainda mais
importante que a nossa causa seja conhecida e que lutemos juntos."
Mariana Ramos, estudante de filosofia da Universidade
Federal do ABC (UFABC), também participou do evento e defende que as mudanças
precisam começar nas estruturas da sociedade. "Hoje o que eu
vejo é essa chacina, esse genocídio contra inocentes. A gente já viu isso na
história e não quer ver se repetir. Não podemos nos acostumar com a banalidade
do mal."
"Por que nós, como humanidade, não estamos fazendo
nada? Por que nós não acordamos enquanto ainda temos tempo para mudar esse
planeta? Não é sobre esperar, é sobre agir agora", questionou.
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A Nakba, palavra árabe para "catástrofe", designa
a expulsão de pelo menos 750.000 palestinos de suas terras e lares, promovida
por Israel em 1948. Esse triste episódio deu início a um processo de limpeza
étnica que dura até hoje, com a violência e a expansão criminosa dos
assentamentos israelenses na Cisjordânia e em outros territórios palestinos.
Todos os anos, no dia 15 de maio, o mundo relembra a data, em defesa do direito
de retorno dos palestinos às suas terras, de justiça e reparos para quase 6
milhões de refugiados que lutam por reconhecimento e soberania.
"israel" está estuprando crianças palestinas em
campos de concentração.
Após 8 meses sequestrado por "israel", palestino
relata ter sido estuprado, molestado por militar feminina, eletrocutado na
região íntima e testemunhado violência sexual contra crianças.
CONTEÚDO SENSÍVEL: "israel" está estuprando crianças palestinas em campos de concentração.
Após 8 meses sequestrado por "israel", palestino relata ter sido estuprado, molestado por militar feminina, eletrocutado na região íntima e testemunhado violência sexual contra crianças. pic.twitter.com/2l1ngM17oH
— FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil (@FepalB) August 13, 2024
A Assembleia Geral das Nações Unidas votou esmagadoramente
na quarta-feira para adotar uma resolução que exige que Israel "ponha fim
sem demora à sua presença ilegal" no Território Palestino Ocupado
Foto da ONU/Evan Schneider Resultado da votação da
Assembleia Geral sobre um projeto de resolução sobre o parecer consultivo do
TIJ sobre as consequências legais decorrentes das políticas e práticas de
Israel no Território Palestino Ocupado
Com uma votação registrada de 124 nações a favor, 14 contra
e 43 abstenções, a resolução pede que Israel cumpra o direito internacional e
retire suas forças militares, cesse imediatamente todas as novas atividades de
assentamento, evacue todos os colonos das terras ocupadas e desmonte partes do
muro de separação que construiu dentro da Cisjordânia ocupada.
A Assembleia Geral exigiu ainda que Israel devolvesse terras
e outros “bens imóveis”, bem como todos os bens apreendidos desde o início da
ocupação em 1967, e todos os bens culturais e bens tomados dos palestinos e das
instituições palestinas.
A resolução também exige que Israel permita que todos os
palestinos deslocados durante a ocupação retornem aos seus locais de origem e
reparem os danos causados pela ocupação.
A resolução decorre do parecer consultivo emitido
pelo Tribunal
Internacional de Justiça ( CIJ ) em julho, no qual o Tribunal declarou que a
presença contínua de Israel no Território “é ilegal” e que “todos os Estados
têm a obrigação de não reconhecer” a ocupação de décadas.
UN General Assembly ADOPTS resolution demanding that Israel “brings to an end without delay its unlawful presence” in the Occupied Palestinian Territory, and do so within 12 months
A Assembleia “deplorou veementemente o contínuo e total
desrespeito e as violações” por parte do Governo de Israel das suas obrigações
ao abrigo da Carta da ONU ,
do direito internacional e das resoluções da ONU, salientando que tais
violações “ameaçam seriamente” a paz e a segurança regionais e internacionais.
Também reconheceu que Israel “deve ser responsabilizado por
quaisquer violações” do direito internacional no Território Palestino Ocupado,
incluindo as leis internacionais humanitárias e de direitos humanos.
O texto diz que Israel “deve arcar com as consequências
legais de todos os seus atos internacionalmente ilícitos, inclusive reparando
os danos, incluindo quaisquer danos, causados por tais atos”.
A Assembleia Geral destacou a necessidade de estabelecer um
mecanismo internacional de reparações para lidar com danos, perdas ou
ferimentos causados pelas ações de Israel.
Também solicitou a criação de um registro internacional de
danos causados, para documentar evidências e reivindicações relacionadas.
Conferência internacional
A resolução também inclui uma decisão de convocar uma
conferência internacional durante a sessão atual da Assembleia para implementar
as resoluções da ONU relativas à questão da Palestina e à solução de dois
Estados para a obtenção de uma paz justa, duradoura e abrangente no Oriente
Médio.
Além disso, a Assembleia solicitou ao Secretário-Geral da
ONU que apresentasse propostas para um mecanismo de acompanhamento das
violações cometidas por Israel ao artigo 3 da Convenção Internacional sobre a
Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, conforme identificadas
pela CIJ.
O Artigo 3 se refere à segregação racial e ao apartheid e ao
compromisso dos Estados Partes da Convenção Internacional de prevenir, proibir
e erradicar todas as práticas dessa natureza em territórios sob sua jurisdição.
Foto da ONU/Evan Schneider A Assembleia Geral vota um
projeto de resolução sobre o parecer consultivo do CIJ.
Apelo aos Estados
Em sua resolução, a Assembleia Geral apelou a todos os
Estados-membros da ONU para que cumpram suas obrigações sob o direito
internacional e tomem medidas concretas para lidar com a presença contínua de
Israel no Território Palestino Ocupado.
A Assembleia instou os Estados a se absterem de reconhecer a
presença de Israel no Território como legal e a garantir que não forneçam ajuda
ou assistência para manter a situação criada pela ocupação. Isso inclui tomar
medidas para impedir que seus cidadãos, empresas e entidades sob sua jurisdição
se envolvam em atividades que apoiem ou sustentem a ocupação de Israel.
Além disso, a Assembleia apelou aos Estados para que parem
de importar produtos originários de assentamentos israelenses e interrompam a
transferência de armas, munições e equipamentos relacionados para Israel nos
casos em que haja motivos razoáveis para suspeitar que possam ser usados no
Território Palestino Ocupado.
Além disso, a resolução instou os Estados a implementar
sanções, como proibições de viagem e congelamento de ativos, contra indivíduos
e entidades envolvidas na manutenção da presença ilegal de Israel no
Território. Isso inclui abordar questões relacionadas à violência dos colonos e
garantir que aqueles envolvidos nessas atividades enfrentem consequências
legais e financeiras.
Adiamento
Por fim, a Assembleia suspendeu temporariamente sua décima
sessão especial de emergência e autorizou o Presidente da Assembleia Geral a
reconvocar a sessão mediante solicitação dos Estados-Membros.
A sessão especial é uma continuação da décima sessão
especial de emergência da Assembleia Geral, que se reuniu pela última vez
em maio, em meio à crise em curso em Gaza , durante a qual foi adotada
uma resolução ,
estabelecendo direitos adicionais para a participação do Estado da Palestina
nas reuniões da Assembleia.
Essa resolução não concedeu à Palestina o direito de votar
ou de apresentar sua candidatura aos principais órgãos da ONU, como o Conselho de Segurança ou
o Conselho Econômico e Social (ECOSOC).
Também não conferiu filiação ao Estado da Palestina, o que
exige uma recomendação específica do Conselho de Segurança.
NOTÍCIAS: Assembleia Geral da ONU adota resolução exigindo
que Israel ponha fim à sua presença ilegal no Território Palestino Ocupado sem
demora e dentro dos próximos 12 meses. https://news.un.org/en/story/2024/09/1154391
NEWS: UN General Assembly adopts resolution demanding that Israel brings to an end its unlawful presence in the Occupied Palestinian Territory without delay and within the next 12 months.https://t.co/Vj0Ve1lLBipic.twitter.com/2rKKvDNDqd
De ataques cibernéticos e metralhadoras controladas
remotamente a envenenamentos, drones suicidas e detonações secretas, analisamos
o modus operandi de Tel Aviv por décadas
Uma pessoa é carregada para fora do Centro Médico da
Universidade Americana de Beirute, depois que centenas de pessoas ficaram
feridas e várias morreram quando os pagers que eles usam para se comunicar
explodiram no Líbano. / Foto: Reuters
O Hezbollah e o governo libanês culparam Israel pela
detonação quase simultânea de centenas de pagers num ataque em todo o país
Na quarta-feira, o ministro da Saúde libanês, Firass Abiad,
disse que o número de mortos pela explosão de pagers subiu para 12, incluindo
duas crianças.
O ataque também feriu quase 3.000 outras pessoas.
Entre os mortos na terça-feira estava o filho de um
importante político do Hezbollah, de acordo com o ministro da Saúde do Líbano.
O ataque ocorreu em meio a tensões crescentes entre Israel e
o Hezbollah, que trocam tiros na fronteira entre Israel e Líbano desde o ataque
do Hamas em 7 de outubro.
O embaixador do Irã no Líbano está entre os feridos pelas
explosões do pager.
Israel raramente assume a responsabilidade por tais ataques,
e seus militares se recusaram a comentar na terça-feira. No entanto, o país tem
um longo histórico de realização de operações remotas, que vão desde ataques
cibernéticos intrincados até metralhadoras controladas remotamente visando
líderes em tiroteios drive-by, ataques suicidas de drones e a detonação de
explosões em instalações nucleares subterrâneas secretas do Irã.
Aqui está uma olhada em operações anteriores que foram
atribuídas a Israel:
Julho de 2024
Dois grandes líderes em Beirute e Teerã foram mortos em
ataques mortais com poucas horas de diferença. O Hamas disse que Israel estava
por trás do assassinato de seu principal negociador de paz, Ismail Haniyeh, na
capital do Irã. Embora Israel não tenha reconhecido ter desempenhado um papel
naquele ataque, ele assumiu a responsabilidade por um ataque mortal horas antes
em Fouad Shukur, um dos principais comandantes do Hezbollah em Beirute.
Abril de 2024
Dois generais iranianos foram mortos no que Teerã disse ter
sido um ataque israelense ao consulado iraniano na Síria. As mortes levaram o
Irã a lançar um ataque "sem precedentes" contra Israel que envolveu
cerca de 300 mísseis e drones, a maioria dos quais foi interceptada.
Janeiro de 2024
Um ataque de drone israelense em Beirute matou Saleh Arouri,
um alto funcionário do Hamas no exílio, enquanto Israel continuava sua campanha
de bombardeios em Gaza.
Dezembro de 2023
Seyed Razi Mousavi, um antigo conselheiro da Guarda
Revolucionária paramilitar iraniana na Síria, foi morto em um ataque de drones
nos arredores de Damasco. O Irã culpou Israel.
2021
Uma instalação nuclear subterrânea no centro do Irã foi
atingida por explosões e um ataque cibernético devastador que causou apagões
contínuos. O Irã acusou Israel de realizar o ataque, bem como vários outros
contra instalações nucleares iranianas usando drones explosivos nos anos
seguintes.
2020
Em um dos assassinatos mais proeminentes visando o programa
nuclear do Irã, um importante cientista nuclear militar iraniano, Mohsen
Fakhrizadeh, foi morto por uma metralhadora controlada remotamente enquanto
viajava em um carro fora de Teerã. O Irã culpou Israel.
2010
O vírus de computador Stuxnet, descoberto em 2010,
interrompeu e destruiu centrífugas nucleares iranianas. Foi atribuído a Israel.
2010
Mahmoud al-Mabhouh, um membro importante do Hamas, foi morto
em um quarto de hotel em Dubai em uma operação atribuída ao Mossad de Israel,
mas nunca reconhecida por Israel. Muitos dos 26 supostos assassinos foram
flagrados por câmeras disfarçados de turistas.
2008
Imad Mughniyeh, chefe militar do Hezbollah, foi morto quando
uma bomba plantada em seu carro explodiu em Damasco. O Hezbollah culpou Israel
por sua morte.
2004
O líder espiritual do Hamas, Ahmed Yassin, foi morto em um
ataque de helicóptero israelense enquanto era empurrado em sua cadeira de
rodas. Yassin, que ficou paralisado em um acidente na infância, estava entre os
fundadores do Hamas em 1987. Seu sucessor, Abdel Aziz Rantisi, foi morto em um
ataque aéreo israelense menos de um mês depois.
2002
O segundo maior líder militar do Hamas, Salah Shehadeh, foi
morto por uma bomba de uma tonelada lançada sobre um prédio de apartamentos na
Cidade de Gaza.
1997
Agentes do Mossad tentaram matar o chefe do Hamas na época,
Khaled Mashaal, em Amã, na Jordânia.
Dois agentes entraram na Jordânia usando passaportes
canadenses falsos e envenenaram Mashaal colocando um dispositivo perto de sua
orelha. Eles foram capturados logo depois e o rei da Jordânia ameaçou anular um
acordo de paz ainda recente se Mashaal morresse.
Israel finalmente despachou um antídoto, e os agentes
israelenses foram devolvidos para casa. Mashaal continua sendo uma figura
sênior no Hamas.
1996
Yahya Ayyash, apelidado de "engenheiro". foi morto
quando atendia um telefone fraudado em Gaza. Seu assassinato desencadeou uma
série de atentados mortais a ônibus em Israel.
1995
O fundador da Jihad Islâmica, Fathi Shikaki, foi baleado na
cabeça em Malta em um assassinato que se acredita ter sido cometido por Israel.
1988
O chefe militar da Organização para a Libertação da
Palestina, Khalil al-Wazir, foi morto na Tunísia. Ele era vice do chefe da OLP,
Yasser Arafat. Em 2012, censores militares permitiram que um jornal israelense
revelasse detalhes do ataque israelense pela primeira vez.
1973
Comandos israelenses atiraram em vários líderes da OLP em
seus apartamentos em Beirute, em um ataque noturno liderado por Ehud Barak, que
mais tarde se tornou o principal comandante do exército e primeiro-ministro de
Israel. A operação foi parte de uma série de assassinatos israelenses de
líderes palestinos que foram realizados em retaliação aos assassinatos de 11
treinadores e atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique de 1972.
Depois que centenas de pagers explodiram no Líbano, matando
membros do Hezbollah e civis, fontes de segurança revelaram detalhes sobre o
suposto ataque israelense
After hundreds of pagers exploded across Lebanon, killing Hezbollah members and civilians, security sources revealed details about the suspected Israeli attack. pic.twitter.com/cBr7dPbwuS
Israel é culpado por explosões de pagers no Líbano que matam
12 e ferem 2.800; Hezbollah promete responder
Pelo menos 12 pessoas foram mortas e mais de 2.800 ficaram
feridas na terça-feira no Líbano quando pagers eletrônicos usados por muitos
membros do Hezbollah — que mudaram para a tecnologia mais antiga devido a
preocupações com a vulnerabilidade dos celulares a violações de segurança —
explodiram simultaneamente em todo o país em um ataque coordenado ao grupo.
Explosões individuais ocorreram em supermercados, cafés, casas e outros locais
públicos. Muitos dos ferimentos foram sofridos por civis que não estavam
carregando os pagers, incluindo pelo menos duas crianças que morreram devido
aos ferimentos. De acordo com uma reportagem da Reuters, a agência de
espionagem israelense Mossad conseguiu plantar material explosivo em um lote de
pagers comprados nos últimos meses pelo Hezbollah, que prometeu retaliar,
aprofundando os riscos de uma guerra regional mais ampla. Discutimos o ataque com
três convidados: o jornalista baseado em Beirute Mohamad Kleit, Ramzi Kaiss da
Human Rights Watch e o jornalista palestino-americano Rami Khouri. Kaiss diz
que o "ataque indiscriminado" à população libanesa — que Kleit também
descreve como "terrorista" — é "ilegal sob as regras da
guerra". "O que o ataque israelense usando os pagers fez foi jogar
completamente fora o livro de regras", diz Khouri, enquanto os olhos estão
voltados para a região em preparação para outra possível escalada israelense.