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quinta-feira, 4 de junho de 2026

ONU acusa Israel de estupro e abuso sexual sistemático contra palestinos em prisões


Relatório documenta 31 casos verificados em 2025, incluindo crianças; vítimas sofreram 'sangramento retal grave' sem tratamento médico


Palestinos são vítimas de violência sexual durante prisões e interrogatórios, segundo um relatório das Nações Unidas. Foto: Wafa

 

As Nações Unidas (ONU) acusaram o regime de Israel de praticar estupro e abuso sexual contra palestinos em prisões. Em um relatório referente ao ano de 2025, o órgão alertou que “os casos comprovados devem ser entendidos como indicativos de um padrão mais amplo que se estende por longos períodos”.

“As violações consistiram em estupro, incluindo o uso de objetos, estupro coletivo, tentativa de estupro, violência física contra os genitais, casos de disparos direcionados aos genitais, contato com seios e genitais, revistas íntimas e em cavidades corporais realizadas sem justificativa aparente de segurança, nudez forçada e ameaças de estupro”, destaca o documento.

O texto indica que os padrões de violência sexual contra palestinos detidos em Israel e no território palestino ocupado continuaram durante 2025 e detalha que 31 casos foram verificados, incluindo 14 homens, sete mulheres, nove meninos e uma menina de Gaza e da Cisjordânia ocupada, vítimas de violência sexual relacionada ao conflito, enquanto outros 18 datam de 2023 e 2024.

Esses abusos ocorreram principalmente durante prisões e interrogatórios em diferentes locais, como o campo militar de Sde Teiman e o centro de detenção de Etzion, bem como em prisões como Megido, Ofer, Ramla, Hasharon, Shatta, Nafha e Damon, e na delegacia de polícia de Gush Etzion. Por outro lado, abusos cometidos em postos de controle militar e durante incursões militares israelenses no território palestino ocupado também foram documentados, sendo que jornalistas e defensores dos direitos humanos estavam entre as vítimas.

Os crimes foram cometidos por membros das Forças Armadas e dos serviços de segurança israelenses, incluindo o exército, o serviço penitenciário e unidades especiais da polícia, detalhou o relatório.

A maioria desses casos envolveu múltiplas formas de violência sexual simultaneamente, enquanto alguns abusos foram fotografados ou gravados em vídeo, incluindo um caso de estupro.

O relatório denunciou que a violência sexual contra detidos palestinos envolvia principalmente ameaças de estupro, nudez forçada, toques indesejados e buscas degradantes sem justificativa.

No caso de homens e meninos, eles foram submetidos a estupro ou tentativa de estupro, incluindo cinco homens que sofreram “sangramento retal grave ou inchaço por vários dias ou semanas e, em alguns casos, sem receber tratamento médico”, alertou o documento.

Com relação às vítimas, o relatório observou que elas enfrentaram obstáculos para denunciar os abusos, incluindo ameaças diretas de colonos israelenses para impedir que as detidas falassem sobre os estupros que sofreram.

Em outras ocasiões, as forças de segurança israelenses torturaram palestinos em postos de controle e durante operações militares na Cisjordânia ocupada.

A ONU denunciou a impunidade sistêmica do governo israelense diante das constantes violações dos direitos humanos e dos casos documentados de violência sexual cometidos contra cidadãos palestinos.

O relatório destaca o caso de cinco soldados da Unidade 100, acusados em fevereiro de 2025 por uma agressão no acampamento de Teiman. Apesar das provas médicas e das imagens de vídeo apresentadas, a promotoria omitiu as acusações de agressão sexual e retirou todas as acusações em março de 2026, uma decisão que, segundo a organização, colocará ainda mais em risco a proteção das vítimas.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, adicionou as forças de ocupação israelenses à lista da ONU de “partes credíveis suspeitas de cometerem padrões de estupro e outras formas de violência sexual relacionadas a conflitos” e instou o governo israelense a “cessar imediatamente todos os atos de violência sexual” e a implementar reformas para prevenir futuros abusos.

Guterres criticou Tel Aviv por impedir o acesso de investigadores ao país e por não fornecer informações sobre o cumprimento da Resolução 2467. Por isso, o diplomata instou o governo a facilitar auditorias independentes para processar esses crimes.

A este respeito, o governo israelense alega, sem provas, que membros do Hamas perpetraram estupros em massa contra mulheres israelenses durante os atos de 7 de outubro de 2023. O novo relatório da ONU refutou a existência de dados oficiais, confirmando que não recebeu nenhuma informação de Tel Aviv a respeito de acusações de violência sexual envolvendo palestinos detidos por sua suposta participação nesses eventos.

Em outro contexto, um documentário de uma hora de duração, exibido esta semana na televisão israelense, revelou que moradores do assentamento de Gush Etzion, localizado ao sul de Jerusalém, confessaram que vários líderes religiosos judeus estupraram coletivamente menores da região durante décadas.

O relatório, intitulado “Chega de negação: Gush Etzion admite abuso ritual”, revelou que esses abusos foram cometidos sob o pretexto de ritos religiosos. Além disso, os abusos foram filmados pelos envolvidos com o objetivo de produzir material de exploração sexual infantil.

Além das denúncias de violência sexual, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) informou nesta sexta-feira que as forças de ocupação israelenses mantêm mais de 9.000 palestinos detidos.

Do número total de detidos, a organização internacional detalhou que pelo menos 4.000 cidadãos permanecem sob o regime de detenção administrativa, um procedimento que os priva de um julgamento e de acusações formais.

A instituição especificou que, devido ao acordo de cessar-fogo estabelecido na Faixa de Gaza, as autoridades israelenses libertaram apenas 1.968 palestinos que estavam sob sua custódia.

Fonte: Opera Mundi (*) com teleSUR


Leia Mais:



Middle East Eye


Membro da flotilha detalha agressão sexual sofrida em detenção israelense.

Em entrevista à Double Down News, a cineasta australiana Juliet Lamont, que participou da mais recente ação da Flotilha Global Sumud, descreveu os abusos, a violência e o assédio sexual que ela e outros ativistas sofreram durante a prisão pelas forças israelenses em águas internacionais.

Lamont descreveu ter sido estuprada por soldados israelenses, apalpada por oficiais femininas e brutalmente espancada, algemada e insultada durante toda a detenção.

Na entrevista completa, ela detalhou passo a passo como as forças israelenses interceptaram ilegalmente os barcos, começaram a reunir os participantes da Flotilha "como sardinhas" e os jogaram em um navio-prisão onde foram submetidos a todos os tipos de tortura.




FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil


"Quero matar alguém hoje e pode ser você": Ativista de Flotilha para Gaza revela ter sido est*prada por soldados israelenses.

Juliet Lamont, documentarista e ativista australiana, revela ter sido est*prada por soldados israelenses durante sequestro ilegal de flotilha levando ajuda humanitária para Gaza.



OBS:

 


Nos termos do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, o Gabinete do Procurador (“OTP”) pode analisar informações sobre alegados crimes da jurisdição do Tribunal Penal Internacional (crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio e agressão), que lhe sejam submetidos. de qualquer fonte. Isto pode ocorrer durante exames preliminares, bem como no contexto de situações sob investigação. O formulário abaixo pode ser usado para enviar tais informações, também conhecidas como “comunicações”, ao #OTP de forma anônima ou nomeada. Gostaria de agradecer-lhe por dedicar seu tempo para enviar informações ao Ministério Público.

 

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quarta-feira, 27 de maio de 2026

‘Testemunhamos a existência de uma subumanidade’, diz ativista brasileira sequestrada por Israel


Beatriz Moreira era uma das quatro brasileiras que estavam na flotilha interceptada por Tel Aviv


Global Sumud Flotilha busca abrir corredor humanitário em Gaza | Crédito: Divulgação

Uma das brasileiras que estava em uma flotilha que levava ajuda humanitária para Gaza e foi sequestrada por Israel relata ter sofrido tortura, violência psicológica e muitas humilhações. Beatriz Moreira e outros três brasileiros, sendo duas mulheres e um homem, foram libertados na quinta-feira (21) e chegaram ao Brasil no sábado (24).

Em entrevista nos estúdios da Rádio Brasil de Fato, no Conexão BdF desta terça-feira (21), Beatriz Moreira, atuante no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e ativista da Global Sumud Flotilha, conta que o grupo ficou sob cárcere quatro dias inteiros, sendo mais de dois dias nos chamados “navios prisões”. “Em seguida, fomos mantidos em cárcere nos calabouços de Israel. As violações começaram ali naqueles navios prisões, porque não existiam condições básicas de vida, era uma situação muito precária de saúde. A gente não tinha acesso à água corrente para lavar as mãos, a gente não tinha acesso ao sabão. Para ter água a gente precisava fazer motim. Enfim, uma série de situações que a gente sabe que não é nem 1% do que vive cada pessoa palestina, mas nós podemos ser testemunhas do que é essa própria concepção de existir uma subumanidade. Infelizmente, nós que vamos nessa missão que é humanitária vemos humanidade em todos, mas não somos recebidos da mesma forma”, relata.

Segundo ela, as piores violações aconteceram quando os navios já estavam atracados em Ashdod. “Passamos por uma situação muito grave. Os casos de estupro que foram documentados, os casos de violência muito graves, de ossos quebrados, foram naquele momento, e foi porque Itamar Ben-gvir estava lá. Então, ele precisava que nós fôssemos utilizados como exemplo, para inclusive desestimular a solidariedade internacional, não digo nem somente no sentido da flotilha. Ele queria passar uma mensagem”, afirma.

Moreira conta que saiu com um grupo de Barcelona no dia 14 de abril, com cerca de 30 embarcações compondo a flotilha. Até o dia 30 de abril, quando houve a primeira interceptação ilegal das forças de Israel, muitos outros ativistas de diversas nacionalidades foram se somando ao grupo de ajuda humanitária, que, àquela altura, já era composto por 50 navios.

“Já naquele primeiro momento, a gente percebe que o objetivo era fazer dessa flotilha um exemplo. Então, você percebe o deslocamento das forças de ocupação israelense, a marinha israelense navegando da costa de Israel para águas internacionais entre Itália e Grécia para ali já buscar pessoas. Então você percebe a primeira violação do direito internacional, inclusive direito consuetudinário marítimo. Então essa foi a primeira interceptação naquele processo. Teve todo um reagrupamento, uma reorganização, inclusive com as organizações da própria Palestina que ajudam a construir esse processo de como se reorganizar”, relata.

A ativista destaca a importância do engajamento de movimentos populares de diversos setores na causa palestina que transcende qualquer visão de mundo ou política e trata de uma luta por humanidade e em defesa de um povo que tem o direito de viver.

“A gente atendeu a um chamado histórico de nos somar a luta de um povo que já vive há mais de sete décadas sob um colonialismo cruel com objetivo claro de promover a limpeza étnica no território. Então, desde que o genocídio se intensificou, o movimento se colocou nessa tarefa e por isso estivemos representados nessa que foi a maior missão humanitária com caráter político de romper o cerco da história”, afirma.


Para ouvir e assistir


O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Thaís Ferraz

Fonte: Brasil de Fato


Global Sumud Flotilla

Arribada dels participants de la GSF 2026 | Barcelona




Leia Mais:





FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil


Ministro israelense Itamar Ben-Gvir publica vídeo torturando ativistas de Flotilha para Gaza sequestrados por "israel".

Há quatro brasileiros entre os mais de 400 ativistas internacionais sequestrados pelos israelenses.

No vídeo, o ministro da "segurança nacional" israelense se gaba do sequestro e tortura dos ativistas e pede a Netanyahu que os deixe sob sua custódia "por muito, muito tempo".



 TRT World


Um participante na Flotilha Global Sumud mostrou suas costas e braço cobertos de hematomas após chegar a Istambul na quinta-feira.

Adrien Jouan disse que suas costelas estavam doloridas e que outros, particularmente europeus não brancos, foram espancados de forma mais severa.



 Pablo Fernández


Os genocidas do ente sionista de Israel sequestraram e torturaram os ativistas da flotilha. Deram-lhes chutes, socos, quebraram-lhes costelas e causaram traumatismos graves.

É lamentável que a Espanha não rompa relações com esses míseros assassinos.



 Ione Belarra


Alicia Armesto e outras ativistas da Global Sumud Land estão retidas na Líbia pelas autoridades quando tentavam levar ajuda humanitária a Gaza. Exigimos sua libertação imediata!



OBS:



Nos termos do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, o Gabinete do Procurador (“OTP”) pode analisar informações sobre alegados crimes da jurisdição do Tribunal Penal Internacional (crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio e agressão), que lhe sejam submetidos. de qualquer fonte. Isto pode ocorrer durante exames preliminares, bem como no contexto de situações sob investigação. O formulário abaixo pode ser usado para enviar tais informações, também conhecidas como “comunicações”, ao #OTP de forma anônima ou nomeada. Gostaria de agradecer-lhe por dedicar seu tempo para enviar informações ao Ministério Público.


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sábado, 23 de maio de 2026

Ativistas da flotilha de Gaza alegam agressão sexual e estupro em detenção israelense


Serviço prisional israelense nega denúncias de abuso durante a detenção de 430 pessoas que tentavam levar ajuda aos palestinos


Ativistas italianos da Flotilha Global Sumud chegando a Fiumicino. Fotografia: Remo Casilli/Reuters

 

Ativistas liberados da custódia israelense após serem detidos em uma flotilha que tentava levar ajuda a Gaza foram alvo de abusos, alegaram organizadores, com vários hospitalizados com ferimentos e pelo menos 15 relatando agressões sexuais, incluindo estupro.

O serviço prisional de Israel negou as alegações, e a Reuters não conseguiu verificá-las de forma independente.

A Alemanha disse que alguns de seus cidadãos haviam sido feridos e que algumas acusações eram "graves", sem dar mais detalhes. Uma fonte jurídica na Itália disse que os promotores de lá estavam investigando possíveis crimes, incluindo sequestro e agressão sexual.

Um porta-voz do serviço prisional israelense disse em um comunicado: "As alegações feitas são falsas e totalmente sem base factual.

"Todos os prisioneiros e detentos são mantidos de acordo com a lei, com total respeito por seus direitos básicos e sob supervisão de funcionários profissionais e treinados da prisão", disseram.

"O atendimento médico é prestado de acordo com julgamento médico profissional e de acordo com as diretrizes do ministério da saúde."


Vídeo da Flotilla: O modelo de abuso televisionado de Ben-Gvir foi aprimorado com os palestinos

Leia mais

 

O exército israelense encaminhou as consultas ao ministério das Relações Exteriores, que as encaminhou ao serviço prisional.

Forças israelenses prenderam 430 pessoas a bordo de 50 navios em águas internacionais na terça-feira para deter a flotilha de voluntários que tentava levar suprimentos de ajuda para a Faixa de Gaza.



As alegações de abuso aumentarão a pressão sobre as autoridades israelenses para explicarem o tratamento dado aos detentos, após imagens do ministro da segurança israelense zombando de alguns ativistas na prisão terem provocado uma reação internacional.

A Itália afirmou que os membros da UE estavam discutindo impor sanções ao ministro, Itamar Ben-Gvir.

"Pelo menos 15 casos de agressão sexual, incluindo estupro", postaram organizadores da Flotilha Global Sumud no aplicativo de mídia social do Telegram. "Disparados com balas de borracha a curta distância. Dezenas de ossos quebrados.

"Enquanto o olhar do mundo está fixo no sofrimento de nossos participantes, não podemos enfatizar o suficiente que este é apenas um vislumbre da brutalidade que Israel impõe diariamente aos reféns palestinos."

Luca Poggi, um economista italiano entre os detidos da flotilha, disse à Reuters ao chegar a Roma: "Fomos despidos, jogados no chão, chutados. Muitos de nós fomos atingidos com Taser, alguns foram agredidos sexualmente e alguns tiveram acesso negado a um advogado."


Adrien Jouan apresentando ferimentos após chegar ao aeroporto de Istambul, Turquia. Fotografia: Gaza Freedom Flotilla/Reuters

Promotores em Roma investigavam possíveis crimes de sequestro, tortura e agressão sexual e ouviriam depoimentos de ativistas que haviam retornado à Itália, disse a fonte jurídica italiana.

Um porta-voz do ministério das Relações Exteriores alemão disse que funcionários consulares que se encontraram com ativistas alemães ao chegarem a Istambul relataram que vários tiveram feridos e estavam passando por exames médicos.

O tratamento humano dos cidadãos alemães era uma "prioridade absoluta", disse o porta-voz, acrescentando: "Naturalmente, esperamos uma explicação completa, pois algumas das alegações feitas são graves."

Sabrina Charik, que ajudou a organizar o retorno de 37 cidadãos franceses da flotilha, disse à Reuters que cinco participantes franceses foram hospitalizados na Turquia, alguns com costelas quebradas ou vértebras fraturadas. Alguns fizeram acusações detalhadas de violência sexual, incluindo estupro, disse ela.

Em uma postagem no Instagram de um grupo ativista verificado pela Reuters, um cidadão francês, Adrien Jouan, mostrou hematomas nas costas e nos antebraços.

Ativistas disseram que parte dos supostos abusos ocorreu no mar após sua interceptação pelas forças navais israelenses, e parte após sua prisão e prisão em Israel.

Ativistas de vários países europeus eram esperados para chegar para casa em voos vindos da Turquia após terem sido deportados de Israel na quinta-feira.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse a repórteres que 44 membros da flotilha espanhola deveriam chegar durante toda a sexta-feira em voos de Istambul para Madri e Barcelona. Quatro deles receberam tratamento médico pelos ferimentos, acrescentou.

Governos ocidentais expressaram sua indignação na quinta-feira depois que Ben-Gvir postou um vídeo dele mesmo zombando de ativistas que estavam sendo imobilizados no chão em uma prisão.

O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, disse à margem da reunião da Otan na Suécia que estava em contato com todos os seus homólogos da UE "para que possa haver uma decisão rápida de impor sanções" a Ben-Gvir.

Fonte: The Guardian



Leia Mais:



Miguel Ruiz Calvo


CRIME BRUTAL 


Os soldados do regime ocupante violaram e torturaram os ativistas humanitários da Flotilha Global Sumud.

Após serem sequestrados em águas internacionais, os ativistas foram levados a prisões e, após as primeiras libertações, relataram atos de tortura, violações, descargas elétricas, humilhações, abusos psicológicos, etc.

Várias pessoas precisaram de atendimento médico urgente após serem libertadas do cativeiro.

Entre os sequestrados havia médicos, jornalistas e ativistas de dezenas de países, incluindo cidadãos espanhóis.

O silêncio é cumplicidade e vergonha.



 Clash Report


Ativista da Flotilha Sumud Global Brasileira Thiago Ávila:

Soldados israelenses estupraram nosso povo na Flotilha Sumud Global.

Não foi um, não dois, não três.

Eles estavam levando comida e remédios para Gaza. Estavam levando fórmula para bebês, e foram estuprados por soldados israelenses.



Cidadania e Solidariedade 01

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

China fornecerá US$100 milhões em assistência à Palestina


Recursos serão destinados ao alívio da crise humanitária e à reconstrução pós-conflito



Gettyimages.ru / Maxim Shemetov / Amir Levy

Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, ofereceu, nesta sexta-feira (5), mais detalhes sobre a assistência de 100 milhões de dólares à Palestina, anunciada pelo presidente Xi Jinping no dia anterior.


Hamas aceita medidas iniciais 

de desarmamento - Al Arabiya


"A China apoia firmemente a justa causa do povo palestino na restauração de seus direitos nacionais legítimos e continuará trabalhando incansavelmente com a comunidade internacional por um cessar-fogo completo e duradouro em Gaza, pela melhora da situação humanitária no local e por uma solução política antecipada para a questão palestina com base na solução de dois Estados", prometeu o representante.


  • Nos últimos dias, o Ministério da Saúde de Gaza, citado pela agência AP, informou que forças israelenses já mataram mais de 70.000 pessoas desde o conflito iniciado no dia 7 de outubro de 2023.

  • Desde 7 de outubro de 2023, a China tem enviado múltiplos lotes de ajuda humanitária a Gaza, por meio da ONU, Egito, Jordânia e outros canais.

Lin Jian


O presidente Xi Jinping anunciou que a China fornecerá US$ 100 milhões em assistência à Palestina para aliviar a crise humanitária em Gaza e apoiar sua recuperação e reconstrução.

Desde o início do conflito em Gaza, a China tem fornecido diversos lotes de suprimentos humanitários à Faixa de Gaza por meio da ONU, do Egito, da Jordânia e de outros canais, o que foi bem recebido e apreciado pelo governo e pelo povo palestino.



Fonte: RT Brasil


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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Centenas de artistas ocidentais se unem à campanha global exigindo a libertação de Marwan Barghouti


Autoridades israelenses afirmam que Barghouti não será incluído em nenhum acordo de troca de prisioneiros, mesmo após 23 anos de prisão


(Crédito da foto: Nasser Shiyoukhi/AP)

Mais de duzentas figuras culturais proeminentes aderiram a uma campanha global que defende a libertação do prisioneiro político palestino Marwan Barghouti, amplamente considerado uma figura unificadora capaz de reacender um caminho viável para a criação de um Estado palestino.

Os escritores Margaret Atwood, Philip Pullman, Zadie Smith e Annie Ernaux juntaram-se aos atores Ian McKellen, Benedict Cumberbatch, Tilda Swinton e Mark Ruffalo, além de figuras públicas como Gary Lineker e Richard Branson, na assinatura de uma carta aberta pedindo a libertação de Barghouti.

A declaração expressa “grave preocupação com a contínua prisão de Marwan Barghouti, os maus-tratos violentos a que é submetido e a negação de seus direitos legais enquanto encarcerado” e apela aos governos e à ONU para que trabalhem ativamente por sua libertação.

Barghouti, agora com 66 anos, passou 23 anos em prisões israelenses após o que a União Interparlamentar descreveu como um julgamento "profundamente falho". Parlamentar eleito na época, ele continua liderando as pesquisas de opinião palestinas e é amplamente considerado a figura política mais popular tanto em Gaza quanto na Cisjordânia ocupada. 

A decisão de Israel de mantê-lo preso, mesmo durante a recente troca de prisioneiros após o cessar-fogo de outubro, não foi motivada por avaliações de segurança, mas sim por preocupações com o peso político que ele poderia ter se fosse libertado. 

Seu filho, Arab Barghouti, disse que as autoridades israelenses o veem  como uma ameaça “porque ele quer trazer estabilidade… uma visão palestina unificadora que seja aceita por todos, inclusive pela comunidade internacional”.

Os organizadores da carta inspiraram-se na mobilização cultural que ajudou a garantir a libertação do falecido presidente da África do Sul, Nelson Mandela, durante o apartheid. 

O próprio Mandela disse em 2002: "O que está acontecendo com Barghouti é o mesmo que aconteceu comigo." 

O músico e produtor britânico Brian Eno afirmou que “as vozes culturais podem mudar o rumo da política”, enquanto a romancista britânico-palestina Selma Dabbagh argumentou que libertá-lo permitiria aos palestinos “determinar sua própria liderança, qualquer que seja a forma que ela assuma”.

campanha de pressão coincide com a crescente preocupação de que autoridades israelenses possam aprovar uma nova legislação que permita a pena de morte para prisioneiros palestinos – uma medida que poderia ser aplicada a Barghouti. 

A sua detenção contínua também se cruza com a resolução recentemente aprovada pela ONU que estabelece uma Força Internacional de Estabilização (FIE) em Gaza, um plano rejeitado pelos principais grupos palestinos de direitos humanos e que Barghouti teria de enfrentar caso fosse libertado.

Dias antes, a família de Barghouti e seus aliados da sociedade civil lançaram uma campanha internacional mais ampla, instalando grandes murais com os dizeres “Libertem Marwan” em Londres e erguendo uma instalação de arte pública em sua aldeia natal, Kobar. 

Sua esposa, Fadwa Barghouti, começou a se engajar com a mídia israelense para mudar a opinião pública, enfatizando que ele "vê a solução de dois Estados como a maneira de avançar e viver em paz".

Na Cisjordânia ocupada, seu filho descreveu a campanha como sendo tanto pessoal quanto coletiva. 

“Homenageá-lo desta forma não é apenas um apelo pela sua liberdade – é um apelo pela libertação de todos os prisioneiros palestinos.”

Barghouti foi mantido repetidamente em confinamento solitário, teve visitas familiares negadas por três anos e foi submetido a múltiplas agressões. 

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, foi recentemente filmado ameaçando-o de execução, enquanto o Knesset analisa um projeto de lei para impor a pena de morte àqueles condenados por assassinatos "motivados por nacionalismo".

Apesar da crescente pressão,  as autoridades israelenses mantêm a posição de que Barghouti não será incluído na troca de prisioneiros prevista no plano de cessar-fogo do presidente americano Donald Trump. "Neste momento, Barghouti não fará parte dessa libertação", afirmou a porta-voz israelense Shosh Badrusian. 

A primeira fase do acordo inclui a retirada israelense até uma linha acordada e uma troca envolvendo cerca de 2.000 prisioneiros palestinos, mas exclui o detento mais proeminente da política palestina.



Fonte: The Cradle


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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Lula critica ‘tirania do veto’ na ONU que impede fim do genocídio em Gaza


Presidente disse que Israel extermina palestinos durante discurso na Conferência de Alto Nível sobre Palestina, em Nova York


Lula-ONU

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira (22/09) que o genocídio cometido por Israel contra o povo palestino é “símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo”. Em crítica indireta aos Estados Unidos, que recentemente voltaram a barrar, no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), uma resolução de cessar-fogo imediato e permanente na Faixa de Gaza, afirmou que a “tirania do veto” impede com que atrocidades sejam evitadas.

“Ele mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam. Também vai contra sua vocação universal, bloqueando a admissão, como membro pleno, de um Estado cuja criação deriva da autoridade da própria Assembleia Geral”, disse o petista.

A declaração de Lula se deu na Conferência Internacional de Alto Nível para a Solução da Questão Palestina e a Implementação da Solução de dois Estados, na cidade estadunidense de Nova York, à margem da 80º sessão da Assembleia Geral da ONU.

Ao afirmar que o genocídio é o termo mais apropriado para descrever o que ocorre em Gaza, o presidente lembrou que foi justamente por isso que o Brasil decidiu aderir ao caso apresentado pela África do Sul à Corte Internacional de Justiça.

“Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de cinquenta mil crianças. Nada justifica destruir 90% dos lares palestinos. Nada justifica usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda. Meio milhão de palestinos não têm comida suficiente, mais do que a população de Miami ou Tel Aviv. A fome não aflige apenas o corpo. Ela estilhaça a alma. O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação”, disse Lula.

Por fim, o petista se comprometeu a reforçar o controle sobre importações de assentamentos ilegais na Cisjordânia e manter suspensas as exportações de material de defesa que possam ser usadas para cometimento de crimes contra a humanidade e genocídio.

“Diante da omissão do Conselho de Segurança, a Assembleia Geral precisa exercer sua responsabilidade”, reiterou. “Apoiamos a criação de um órgão inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que teve papel central no fim do regime de segregação racial sul-africano”.

O presidente Lula desembarcou em Nova York no fim da tarde deste domingo (21/09). Na terça-feira (22/09), como tradição, abrirá a reunião de líderes da 80ª Assembleia Geral da ONU. O mandatário tem uma agenda intensa durante os três dias em que estará nos EUA, que incluirá encontros bilaterais com empresas de tecnologia, participação em uma reunião sobre a proposta de dois Estados para o conflito no Oriente Médio e articulações para a COP30, que será realizada em Belém, em novembro.


Leia o discurso na íntegra:

 

“Cumprimento o presidente Emmanuel Macron e primeiro-ministro Mohammed bin Salman por liderarem este importante processo.

A questão da Palestina surgiu no momento em que a Assembleia Geral adotou o chamado Plano de Partilha, há 78 anos.

A sessão em que ele foi aprovado foi presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha.

Naquela ocasião, nasceu a perspectiva de dois Estados. Mas só um se materializou.

O conflito entre Israel e Palestina é símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo.

Ele mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam.

Também vai contra sua vocação universal, bloqueando a admissão, como membro pleno, de um Estado cuja criação deriva da autoridade da própria Assembleia Geral.

Um Estado se assenta sobre três pilares: o território, a população e o governo.

Todos têm sido sistematicamente solapados no caso palestino.

Como falar em território diante de uma ocupação ilegal que cresce a cada novo assentamento?

Como manter uma população diante da limpeza étnica a que assistimos em tempo real?

E como construir um governo sem empoderar a Autoridade Palestina?

Como apontou a Comissão de Inquérito sobre os Territórios Palestinos Ocupados, não há palavra mais apropriada para descrever o que está ocorrendo em Gaza do que genocídio.

Por isso, o Brasil decidiu tornar-se parte do caso apresentado pela África do Sul à Corte Internacional de Justiça.

Os atos terroristas cometidos pelo Hamas são inaceitáveis. O Brasil foi enfático ao condená-los.

Mas o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis.

Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de cinquenta mil crianças.

Nada justifica destruir 90% dos lares palestinos.

Nada justifica usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda.

Meio milhão de palestinos não têm comida suficiente, mais do que a população de Miami ou Tel Aviv.

A fome não aflige apenas o corpo. Ela estilhaça a alma.

O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação.

Tanto Israel, quanto a Palestina têm o direito de existir.

Trabalhar para efetivar o Estado palestino é corrigir uma assimetria que compromete o diálogo e obstrui a paz.

Saudamos os países que reconheceram a Palestina, como o Brasil fez em 2010. Já somos a imensa maioria dos 193 membros da ONU.

O Brasil se compromete a reforçar o controle sobre importações de assentamentos ilegais na Cisjordânia e manter suspensas as exportações de material de defesa, inclusive de uso dual, que possam ser usadas em crimes contra a humanidade e genocídio.

Diante da omissão do Conselho de Segurança, a Assembleia Geral precisa exercer sua responsabilidade.

Apoiamos a criação de um órgão inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que teve papel central no fim do regime de segregação racial sul-africano.

Assegurar o direito de autodeterminação da Palestina é um ato de justiça e um passo essencial para restituir a força do multilateralismo e recobrar nosso sentido coletivo de humanidade.

Obrigado.”

Fonte: Opera Mundi


Lula


Discurso do presidente Lula durante Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução De Dois Estados

A questão da Palestina surgiu no momento em que a Assembleia Geral adotou o chamado Plano de Partilha, há 78 anos. A sessão em que ele foi aprovado foi presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha. Naquela ocasião, nasceu a perspectiva de dois Estados. Mas só um se materializou.


 

FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil


 Na ONU, Lula afirma que "israel" comete genocídio, tenta "aniquilar sonho palestino" e pede comitê internacional inspirado no modelo contra apartheid na África do Sul: "Nada justifica o extermínio de 50 mil crianças"



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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Brasil eleva o tom e vai aderir à ação que acusa Israel de genocídio do povo palestino


Governo está em fase final para submissão de intervenção formal no processo na Corte Internacional de Justiça, na ONU, movido pela África do Sul


Lula ONU

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira (23/7) uma nota em que “expressa profunda indignação diante dos recorrentes episódios contra a população civil no Estado da Palestina” e declara que "a impunidade mina a legalidade internacional e compromete a credibilidade do sistema multilateral".

O documento, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, vem um tom bem acima do anterior, com palavreado forte, azeda ainda mais a relação já distante entre Brasil e Israel (que declarou o presidente Lula persona non grata) e avisa que o Brasil está em fase final para submissão de intervenção formal no processo em curso na Corte Internacional de Justiça, movido pela África do Sul com base na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.

A nota diz ainda que "já não há espaço para ambiguidade moral nem omissão política”.


Confira a íntegra da nota:


Violações Sistemáticas de Direitos Humanos e Humanitário no Estado da Palestina

O governo brasileiro expressa profunda indignação diante dos recorrentes episódios de violência contra a população civil no Estado da Palestina, não se restringindo à Faixa de Gaza e estendendo-se à Cisjordânia.

A comunidade internacional segue testemunhando, de forma rotineira, graves violações de Direitos Humanos e Humanitário: ataques à infraestrutura civil, inclusive a sítios religiosos, como à paróquia católica em Gaza, e às instalações das Nações Unidas, como à Organização Mundial da Saúde; violência indiscriminada e vandalismo por colonos extremistas na Cisjordânia, como o incêndio às ruínas da antiga Igreja de São Jorge e ao cemitério bizantino em Taybeh; massacres de civis, a maior parte dos quais mulheres e crianças, que se tornaram cotidianos durante a entrega de ajuda humanitária em Gaza; e a utilização despudorada da fome como arma de guerra.

A esses horrores somam-se contínuas violações do Direito Internacional, como a anexação de territórios pela força e a expansão de assentamentos ilegais.

A comunidade internacional não pode permanecer inerte diante das atrocidades em curso.

O Brasil considera que já não há espaço para ambiguidade moral nem omissão política. A impunidade mina a legalidade internacional e compromete a credibilidade do sistema multilateral.

Finalmente, o governo brasileiro anuncia que está em fase final para submissão de intervenção formal no processo em curso na Corte Internacional de Justiça, movido pela África do Sul com base na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio. A decisão fundamenta-se no dever dos Estados de cumprir com suas obrigações de Direito Internacional e Direito Internacional Humanitário frente à plausibilidade de que os direitos dos palestinos de proteção contra atos de genocídio estejam sendo irreversivelmente prejudicados, conforme conclusão da Corte Internacional de Justiça, em medidas cautelares anunciadas em 2024.


FONTE: JOTA


Conta oficial do Tribunal Internacional de Justiça (CIJ, ONU)


COMUNICADO DE IMPRENSA: O Brasil, referindo-se ao Artigo 63 do Estatuto do #CIJ , apresentou uma declaração de intervenção no caso ( #Israël #AfriqueduSud v. Link para o comunicado de imprensa: http://go.icj-cij.org/3VVuLZh



 FEPAL - Federação Árabe Palestina do Brasil


OFICIAL: BRASIL ACUSA "israel" DE GENOCÍDIO NA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA

Em documento enviado à Corte Internacional de Justiça, o Brasil formalizou a acusação de genocídio contra "israel" junto à África do Sul em Haia.

No documento, o Brasil afirma que a Corte tem elementos suficientes para concluir que "israel" comete genocídio em Gaza, destacado o amplo volume de declarações e incitacoes genocidas por líderes políticos e militares israelenses, principal critério para caracterizar o genocídio.

O Brasil afirma ainda que "requisitos do Artigo II" da Convenção para Prevenção e Punição do Crime de Genocídio (1948) foram atingidos e rejeitou a tese de que os israelenses estariam atuando "em legítima defesa".




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Lula e Pedro Sánchez conversam por telefone sobre CELAC-UE e crise na Palestina


Líderes discutiram compromissos multilaterais e condenaram violações do direito internacional em Gaza.


Madri, Espanha, 26.04.2023 - Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e comitiva brasileira se encontram, em Madri, com presidente de governo da Espanha, Pedro Sanchez.


presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchezconversaram por telefone na manhã desta sexta-feira (19). 

Ambos os presidentes reafirmaram a parceria constante entre os países e o compromisso com o êxito da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) - União Europeia (UE), que ocorrerá em Santa Marta, Colômbia, nos dias 9 e 10 de novembro. 

Durante a conversa, também foi mencionada a expectativa de que durante a Cúpula do MERCOSUL em Brasília, em dezembro, os dois líderes assinem o Acordo MERCOSUL-UE, considerado estratégico no atual cenário de guerras comerciais e ataques ao sistema de comércio multilateral.

Os presidentes devem se encontrar em Nova York durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.


Lula conversa com chanceler alemão

 e reafirma cooperação entre os países


Segundo a nota divulgada pelo Planalto, é previsto que os presidentes enfatizem a relevância histórica da Conferência Internacional para a Resolução Pacífica da Questão Palestina e Implementação da Solução de Dois Estados, condenando as sérias violações do direito internacional humanitário em Gaza e as intenções de Israel de ocupar ilegalmente os territórios palestinos.

Além disso, na manhã de 24 de setembro em Nova York, os dois líderes co-presidirão um evento em defesa da democracia e contra o extremismo político ao lado dos presidentes do Chile, Colômbia e Uruguai.


 

Fonte:  RT Brasil


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terça-feira, 16 de setembro de 2025

Comissão da ONU conclui que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza


“Está claro que há uma intenção de destruir os palestinos em Gaza por meio de atos que atendam aos critérios estabelecidos na Convenção do Genocídio.”


United Nations Geneva

GENEBRA –  Israel cometeu genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza, segundo a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e Israel, em um novo relatório divulgado  hoje. A Comissão insta Israel e todos os Estados a cumprirem suas obrigações legais, de acordo com o direito internacional, para pôr fim ao genocídio e punir os responsáveis.

A Comissão vem investigando os eventos ocorridos em e desde 7 de outubro de 2023, nos últimos dois anos, e concluiu que as autoridades israelenses e as forças de segurança israelenses cometeram quatro dos cinco atos genocidas definidos pela Convenção de 1948 para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, a saber: matar, causar danos físicos ou mentais graves, impor deliberadamente condições de vida calculadas para causar a destruição total ou parcial dos palestinos e impor medidas destinadas a impedir nascimentos.

Declarações explícitas de autoridades civis e militares israelenses e o padrão de conduta das forças de segurança israelenses indicam que os atos genocidas foram cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, os palestinos na Faixa de Gaza como um grupo.

“A Comissão considera que Israel é responsável pela prática do genocídio em Gaza”, disse Navi Pillay, presidente da Comissão. “Está claro que há a intenção de destruir os palestinos em Gaza por meio de atos que atendam aos critérios estabelecidos na Convenção sobre Genocídio.”

“A responsabilidade por esses crimes atrozes recai sobre as autoridades israelenses dos mais altos escalões, que orquestram uma campanha genocida há quase dois anos com a intenção específica de destruir o grupo palestino em Gaza”, disse Pillay. “A Comissão também conclui que Israel falhou em prevenir e punir a prática de genocídio, ao não investigar os atos genocidas e processar os supostos perpetradores.”

O relatório se baseia em todas as investigações anteriores da Comissão, bem como em conclusões factuais e jurídicas relacionadas aos ataques em Gaza realizados pelas forças israelenses, e na conduta e declarações das autoridades israelenses de 7 de outubro de 2023 a 31 de julho de 2025. As conclusões da Comissão se baseiam em um exame abrangente dos atos subjacentes de genocídio (actus reus) e intenção genocida (dolus specialis).

Ao estabelecer os atos genocidas, a Comissão examinou as operações militares israelenses em Gaza, incluindo a morte e os ferimentos graves a um número sem precedentes de palestinos; a imposição de um cerco total, incluindo o bloqueio da ajuda humanitária, levando à fome; a destruição sistemática dos sistemas de saúde e educação em Gaza; a prática de atos sistemáticos de violência sexual e de gênero; o ataque direto a crianças; a realização de ataques sistemáticos e generalizados a locais religiosos e culturais; e o desrespeito às ordens do Tribunal Internacional de Justiça.

Ao estabelecer a intenção genocida, a Comissão aplicou o padrão de "única inferência razoável" estabelecido pela Corte Internacional de Justiça no caso Bósnia v. Sérvia. A Comissão analisou declarações feitas por autoridades israelenses e concluiu que essas declarações são prova direta de intenção genocida. A Comissão também analisou o padrão de conduta das autoridades israelenses e das forças de segurança israelenses em Gaza, incluindo a imposição de fome e condições de vida desumanas aos palestinos em Gaza, e concluiu que a intenção genocida era a única inferência razoável que se poderia concluir a partir da natureza de suas operações.

“Israel desconsiderou flagrantemente as ordens de medidas provisórias da Corte Internacional de Justiça e as advertências dos Estados-Membros, escritórios da ONU, organizações de direitos humanos e grupos da sociedade civil, e continuou a estratégia de destruição dos palestinos em Gaza”, disse Pillay. “A Comissão considera que as autoridades israelenses não tinham intenção de mudar seu curso de ação. Pelo contrário, as autoridades israelenses persistiram e continuaram com sua campanha genocida em Gaza por quase dois anos. Israel deve pôr fim imediatamente ao genocídio em Gaza e cumprir integralmente as ordens de medidas provisórias da Corte Internacional de Justiça”, acrescentou.

Os atos de líderes políticos e militares israelenses são imputáveis ​​ao Estado de Israel. A Comissão concluiu, portanto, que o Estado de Israel é responsável pela falha em prevenir o genocídio, pela prática do genocídio e pela falha em punir os perpetradores do genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza.

A Comissão também concluiu que o presidente israelense Isaac Herzog, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant, incitaram a prática de genocídio e que as autoridades israelenses não tomaram medidas contra eles para punir essa incitação. A Comissão não avaliou completamente as declarações de outros líderes políticos e militares israelenses e considera que elas também devem ser avaliadas para determinar se constituem incitação à prática de genocídio.

A Comissão insta o Governo de Israel a cumprir imediatamente suas obrigações legais internacionais, incluindo o fim do genocídio na Faixa de Gaza e a implementação integral das ordens de medidas provisórias do TribunalInternacional de Justiça.

Israel deve pôr fim à sua política de fome, levantar o cerco e facilitar e garantir o acesso irrestrito à ajuda humanitária em larga escala, bem como o acesso irrestrito de todo o pessoal das Nações Unidas, incluindo o pessoal internacional da UNRWA e do ACNUDH, e de todas as agências humanitárias internacionais reconhecidas que prestam e coordenam a ajuda. A Comissão apela a Israel para que encerre imediatamente as atividades da Fundação Humanitária de Gaza.

A Comissão recomendou que os Estados-Membros cessassem a transferência de armas e outros equipamentos que possam ser usados ​​para cometer atos genocidas para Israel; garantissem que indivíduos e empresas em seus territórios e dentro de sua jurisdição não estivessem envolvidos em auxiliar e auxiliar na prática de genocídio ou incitação à prática de genocídio; e tomassem medidas para responsabilização por meio de investigações e processos legais contra indivíduos ou empresas que estejam envolvidos no genocídio direta ou indiretamente.

“A comunidade internacional não pode permanecer em silêncio diante da campanha genocida lançada por Israel contra o povo palestino em Gaza. Quando surgem sinais e evidências claras de genocídio, a ausência de ação para impedi-lo equivale a cumplicidade”, disse Pillay. “Cada dia de inação custa vidas e corrói a credibilidade da comunidade internacional. Todos os Estados têm a obrigação legal de usar todos os meios razoavelmente disponíveis para impedir o genocídio em Gaza”, acrescentou.

FIM


Leia o relatório completo aqui .

Contexto : A  Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, e Israel foi criada pelo  Conselho de Direitos Humanos da ONU em 27 de maio de 2021 para "investigar, no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, e em Israel, todas as supostas violações do direito internacional humanitário e todas as supostas violações e abusos do direito internacional dos direitos humanos que ocorreram até e desde 13 de abril de 2021". A  Resolução A/HRC/RES/S-30/1 solicitou ainda que a comissão de inquérito "investigasse todas as causas subjacentes das tensões recorrentes, instabilidade e prolongamento do conflito, incluindo discriminação e repressão sistemáticas com base na identidade nacional, étnica, racial ou religiosa".

Para consultas da mídia, entre em contato com:  Todd Pitman, assessor de mídia dos órgãos investigativos do Conselho de Direitos Humanos da ONU:  todd.pitman@un.org / +41766911761; ou Pascal Sim, assessor de mídia do Conselho de Direitos Humanos:  simp@un.org .

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Fonte: UN Human Rights


Francesca Albanese, Relatora Especial da ONU OPt


Ao participar da coletiva de imprensa do CoI hoje em Genebra, alguém me perguntou se eu estava "feliz" por terem confirmado minhas descobertas. Absolutamente NÃO. Gostaria de estar errado. Gostaria que não houvesse um genocídio ainda em andamento, 18 meses após meu relatório, sem fim nem responsabilização à vista.



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