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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Pastor bolsonarista diz que vacina chinesa provoca câncer e “tem até HIV dentro dela”



Fake news que defende Bolsonaro e ataca Doria já foi fartamente desmentida. Veja aqui

Corre pela internet vídeo onde o pastor Davi Goes, líder do Ministério Canaã, em Fortaleza, Ceará afirma, entre outras coisas, que a vacina CoronaVac vai atingir o DNA de quem tomar. “Você não vai sentir nada, mas depois de um tempo, doenças aparecerão. Muitas pessoas vão morrer de câncer achando que foi porque comeu algumas coisa, porque era hereditário, mas na verdade é por causa da vacina”.

O pastor defende o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) e diz que “no mundo não tem uma nação comprando vacina da China, que tá comprando? São Paulo. O governador de São Paulo”, e exalta: “você concordando comigo ou não, tem um presidente doido ai dizendo que no Brasil não vai ser obrigado ninguém tomar, porque se fosse outro dizia que vai todo mundo tomar. Já que tá vindo a vacina, não me obrigue a tomar, eu tomo se eu quiser, porque eu não tenho coragem de tomar uma vacina que vem da China, o país de origem do vírus, é loucura”.

Várias agências de checagem desmascararam afirmações semelhantes à fake news do pastor. Segundo o virologista Flávio Fonseca, da Universidade Federal de Minas Gerais e do Centro de Tecnologia em Vacinas da UFMG, não existem vacinas que tenham a capacidade de alterar o nosso material genético, DNA.

De acordo com o virologista Flávio Fonseca, “não existe nenhuma vacina para SARS-CoV-2, para covid-19, que contenha porções oriundas do vírus HIV”.

Fonseca acredita que esse boato possa ter origem em uma situação passada com uma vacina para HIV que passou por três fases de testes com adenovírus, mas não obteve sucesso. “Há uma grande confusão porque no passado houve a geração de uma vacina utilizando adenovírus, vetor viral, que é a estratégia, por exemplo, usada pela vacina de Oxford, pela vacina Russa, pela vacina da Johnson e Johnson, todas elas usam adenovírus como vetor viral”.


 

Fonte: Revista Fórum 

 

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Brasileiro que participava dos testes de Oxford tomou placebo, não vacina


O médico brasileiro que participava dos testes da vacina de Oxford e teve morte confirmada hoje (21) tomou o placebo, e não o imunizante em desenvolvimento, informou a TV Globo.

De acordo com as informações veiculadas pela emissora e pelo portal G1, o voluntário se chamava João Pedro Feitosa, tinha 28 anos, era médico recém-formado e morreu devido a complicações da COVID-19. O rapaz era ex-aluno da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atuava na linha de frente do combate à pandemia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que foi notificada sobre a morte do voluntário em 19 de outubro, e que o comitê independente que acompanha o caso sugeriu a continuidade dos estudos.

  • "Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse fato em 19 de outubro de 2020. Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança", disse a agência reguladora por meio de um comunicado.

Os testes da vacina, portanto, não foram suspensos. A farmacêutica britânica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, responsáveis pelo desenvolvimento do imunizante, alegam cláusulas de sigilo para não divulgar mais detalhes do caso.

De acordo com os desenvolvedores, o comitê não viu preocupações de segurança relacionadas ao caso, enquanto a Anvisa disse que o processo permanece em avaliação, mas não determinou a suspensão do estudo.

  • "É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação", acrescentou a Anvisa na nota.

Tanto os desenvolvedores quanto os envolvidos na aplicação dos testes no Brasil - a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto D'Or de Ensino e Pesquisa (IDOR) - afirmaram que não podem dar mais detalhes por questões éticas, mas assinalaram que não houve indicação para suspender o estudo. As entidades também lembraram que a pesquisa é baseada em um "estudo randomizado e cego, no qual 50% dos voluntários recebem o imunizante produzido por Oxford".

A Universidade de Oxford, por sua vez, ressaltou que os incidentes com participantes são revisados por um comitê independente e que, "após análise cuidadosa", não foram identificadas preocupações sobre a segurança dos testes.

De acordo com o portal G1, a AstraZeneca informou que também não pode fornecer mais detalhes devido às cláusulas de confidencialidade, mas ressaltou que todos os processos de revisão foram seguidos.

Fonte: Sputnik Brasil


Band Jornalismo

Anvisa fala sobre a morte de brasileiro que participou voluntariamente de testes com a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com o laboratório AstraZeneca. O presidente da agência informou que os testes com o imunizante no Brasil devem continuar mesmo após o ocorrido.

Assista ao vídeo


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