quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Filme Bolsonaro: produtora ganha R$108 mi em licitação “irregular”


Publicamos uma revelação exclusiva e muito interessante, que abre uma janela para o curioso mundo de dinheiro público e dos agregados do bolsonarismo


Intercept Brasil
 

Descobrimos que a produtora de “Dark Horse”, o novo filme sobre Bolsonaro, recebeu mais de R$ 100 milhões em dinheiro público só da prefeitura de Ricardo Nunes em São Paulo. 

A licitação aconteceu sem concorrência, sem qualificações ou experiência prévia, com pelo menos 20 irregularidades e com valores pelo menos o dobro de contratos parecidos.

Curioso, não é? Mas não para por aí.

Seguimos o dinheiro e descobrimos que a produtora, Karina Ferreira da Gama, está no centro de uma rede de ONGs e empresas que recebem milhões em outros contratos públicos, emendas parlamentares e serviços eleitorais ligados ao universo evangélico e a políticos do bolsonarismo.

Você deve conhecê-los: o ex-presidente da Câmara de Vereadores de SP, Milton Leite (União Brasil); ex-vereador de SP e bispo da Igreja Universal Atílio Francisco (Republicanos); e o Dep. Mário Frias (PL), aquele Secretário de Cultura de Bolsonaro que gravou um clipe cantando uma música autoral em homenagem ao ex-chefe.

Essa é a mulher por trás da cinebiografia, gravada em inglês, com a missão de reescrever a história de Jair Bolsonaro e consolidar sua imagem de mártir para a direita gringa. 

Só que Karina não é a única pessoa no Brasil com contatos lá fora. Aqui, no Intercept, mostramos para o mundo a verdade sobre Jair, Tarcísio, Nikolas e o resto dos seus comparsas. Nossas revelações são repercutidas pelos nossos parceiros e amigos na imprensa internacional.

Todos nós sabemos que há uma batalha política acirrada ocorrendo em Brasília para tomar o poder, conceder anistia a Jair e todos os golpistas e garantir imunidade total aos políticos flagrados em casos de corrupção.

Mas essa batalha também está sendo travada em um cenário global, como demonstram as alianças dos Bolsonaros com Donald Trump e Elon Musk.

Nossas investigações são essenciais para garantir que o Brasil não seja manipulado em 2026 como foi em 2018. Precisamos manter a pressão e, para isso, dependemos quase inteiramente das doações dos nossos leitores.

Estamos no meio de uma campanha de arrecadação vital. Precisamos levantar R$ 400 mil até o fim do ano para continuar investigando os esquemas de Bolsonaro e do Centrão, tanto no Brasil quanto no exterior. 

O tempo está se esgotando e ainda estamos muito longe de atingir nossa meta. Se você acredita na importância desse trabalho, podemos contar com o seu apoio hoje?

 

(Sua doação será processada pela Doare, que nos ajuda a garantir uma experiência segura.)


É normal recebermos pistas para investigações como essa aqui no Intercept Brasil pois as fontes confiam em nós. Sabe por quê?

Porque não aceitamos emendas, nem qualquer tipo de financiamento de políticos ou governos! Isso nos deixa livres para denunciar qualquer esquema sem medo e sem censura. Para 2026, isso vai fazer toda a diferença. 

O jornalismo independente é o único que não vai reproduzir narrativas de campanha absurdas que você vê em ano eleitoral. Temos a confiança das fontes, temos a liberdade editorial e temos a experiência e a visibilidade necessárias para chacoalhar o país. E também temos a credibilidade internacional para chamar a atenção do mundo. 

É por isso que revelamos o caso preocupante dos agentes da Polícia Federal que se mudaram para a mesma cidade que Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Também é por isso que investigamos a imensa influência que as Big Techs dos EUA têm sobre Brasília, como em nossa reportagem exclusiva sobre a tentativa de “chantagem” da OpenAI ao governo.

E é por isso que denunciamos a vinda coordenada ao Brasil de pastores pentecostais dos EUA que ajudaram a eleger Trump no ano passado.

E foi por expor os golpistas fugitivos vivendo a vida tranquilamente na Argentina que fomos atacados e ameaçados violentamente pela tropa de Bolsonaro.

Mas o que poderia nos impedir de continuar revelando o que eles não querem que você saiba não são as ameaças deles, e sim a falta de apoio da nossa comunidade.

Para nossos jornalistas poderem planejar suas próximas revelações bombásticas – como Laís Martins e Tatiana Dias, que descobriram o que estava por trás do filme de Bolsonaro – é necessário previsibilidade financeira.

Se não arrecadarmos R$ 400 mil até o dia 31 de dezembro, não seremos capazes de apurar as denúncias mais importantes para 2026 e planejar as reportagens que mudarão os rumos do país nas ruas e nas urnas.

Não deixe que isso aconteça! Se você quer golpistas e corruptos na prisão e não no Congresso, considere doar agora e nos ajudar a bater essa meta urgente.


Equipe Intercept Brasil

Obs: 
não se esqueça de ler a matéria completa!


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O que você estava fazendo às 2h27 da madrugada de 10 de dez?


A maioria das pessoas estava dormindo. Mas enquanto você dormia, o Congresso estava trabalhando contra nós


Agência Pública
 

Na calada da noite, às 02h27, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), anunciou a aprovação do PL da Dosimetria, que reduz penas dos golpistas do 8 de Janeiro e beneficia diretamente Jair Bolsonaro, já condenado a 27 anos por tentativa de golpe. Foram 291 votos a favor e 148 contra. Sem debate público. Sem transparência. No escuro.

Horas antes, a Câmara conseguiu expulsar jornalistas e agredir deputados de esquerda. Na madrugada, veio a canetada. 

Isso não é coincidência. É, mais uma vez, a lei sendo usada como arma política

Esta tática tem nome: lawfare. É sobre essa estratégia de usar o sistema jurídico como arma para alcançar objetivos políticos que parte o curso “Lawfare — a influência dos EUA ontem e hoje”, conduzido por Natalia Viana, fundadora e diretora da Pública. A partir de casos como a Lava Jato, a guerra às drogas e o tarifaço de Trump, o curso mostra como interesses externos operam no Brasil e como o sistema de justiça pode ser usado como ferramenta de disputa política.

Para participar, você pode fazer uma doação de R$190 via Pix para contato@apublica.org ou se tornar Aliado da Pública em um de nossos planos anuais. Depois, é só fazer a sua inscrição aqui.

Quem entende o jogo começa a jogar melhor. Quem entende o poder consegue enfrentá-lo.

Ao participar do curso, você investe no seu conhecimento e fortalece o jornalismo independente que expõe esse jogo todos os dias. Apoiar a Pública é defender a soberania do país, fiscalizar quem manda e proteger a democracia de quem age nas sombras.

Chega de assistir de longe. Neste Dia dos Direitos Humanos, transforme sua indignação em ação. Apoie a Pública. Entre nessa luta com a gente.


Via: Letícia Gouveia

Analista de Audiências da Agência Pública


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sábado, 6 de dezembro de 2025

É assim que o Agro manipula o Estado: com R$ 18 milhões em patrocínio


Consegui abrir a caixa-preta dos patrocínios que a Embrapa, principal referência em pesquisa agropecuária no país, recebeu de empresas na COP30


Intercept Brasil


Foram ao menos R$ 17,8 milhões em patrocínios para atividades como promover o agronegócio brasileiro — um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do país — como solução para a crise climática. Nós revelamos isso numa reportagem que publicamos nesta semana no Intercept Brasil

Descobri que somente a CNA, entidade vinculada à bancada ruralista no Congresso, pagou quatro vezes mais do que os dados públicos apontavam. 

Você deve estar se perguntando como cheguei a esse número. Bem, não foi fácil. Foi uma peleja de cinco meses — e eu te conto agora como fiz.

Fiquei encucada ao ver nomes como a da fabricante de pesticidas Bayer, da multinacional suíça de alimentos Nestlé e da gigante automotiva Toyota na lista de patrocinadores e resolvi tentar descobrir o quanto elas tinham desembolsado. 

E por que isso importa? 

A Embrapa foi questionada por ONGs, ambientalistas e integrantes dos movimentos de agricultura familiar por emprestar sua credibilidade para empresas e instituições ligadas a desmatamento, suspensão da demarcação de terras indígenas e produção de agrotóxicos — em um exemplo perfeito do greenwashing, a propaganda verde enganosa, dentro da COP30. 

Só para dar uma ideia, a CNA — que deu R$ 10 milhões à Embrapa — se autodenomina a voz do agro do Brasil, ajuda a financiar a bancada ruralista e, portanto, a passar a boiada de destruição no Congresso.

Sabe o PL da Devastação?

CNA aprova e defende. E as novas homologações e demarcações de terras indígenas, anunciadas depois de muito protesto durante a COP30? Pronto, dois dias depois do fim da cúpula, a CNA foi lá e pediu ao STF a suspensão de tudo. 

Não dá pra dizer que a entidade é uma grande amiga da natureza, né?

A saga pela informação pública e por mais transparência

 

  • 2 de julho: Enviei um pedido via Lei de Acesso à Informação, a LAI – a lei que permite solicitar informações ao poder público – requisitando à Embrapa as respostas de um formulário de manifestação de interesse em patrocinar a “Jornada pelo Clima”.
  • 1º de agosto: A Embrapa alegou que "não era possível abrir o link" do próprio formulário que ela havia criado.
  • 3 de agosto: Recorri em primeira instância, provando que o link estava disponível.
  • 12 de agosto: A Embrapa voltou a responder, alegando que a divulgação dos valores era “informação restrita” e poderia “prejudicar os interesses” em novas captações. Ignoraram que eu havia pedido para tarjar dados pessoais!
  • 21 de agosto: Voltei a recorrer!
  • 28 de agosto: A Embrapa disponibilizou a minuta contratual base, mas não as cotas aderidas nem as respostas ao formulário.
  • 28 de agosto (ainda): Escalamos para a última instância, a Controladoria-Geral da União, a CGU.
  • 29 de outubro: Deu certo! A CGU me deu ganho de causa.

Outra vitória


Depois da publicação da nossa reportagem, a Embrapa adicionou no site da “Jornada pelo Clima” uma aba de transparência sobre os patrocínios. Lá estão toda a movimentação financeira, contratos, notas fiscais e prestações de contas – exatamente como deve ser. 

Também conseguimos acesso às respostas que as empresas deram, no formulário de interesse, para se justificar alinhadas aos objetivos da COP30 e comprometidas com um futuro mais sustentável.

E se tiver perguntas que gostaria que fizéssemos aos órgãos públicos usando a LAI, me manda uma mensagem no alice.souza@intercept.com.br.


ENTENDA MELHOR


por Alice de Souza 

por Sabrina Fernandes 

por Thalys Alcântara 


Obrigado por nos acompanhar. Precisa de ajuda com a sua doação ou quer esclarecer alguma dúvida? Nosso e-mail é: membros@intercept.com.br

Este e-mail é um canal importante para conversarmos com nossa comunidade, mas se você mudou de ideia e não quer receber nossa newsletter, clique em cancelar a inscrição.

Essa ação é irreversível.

Via: Alice de Souza


Biodiversidade - em defesa do clima! - 01

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Crise industrial na Argentina: 21% das empresas demitiram trabalhadores e 40% tiveram queda na produção


A demanda interna é a principal preocupação das empresas argentinas, seguida pelo aumento dos custos


Cortes de gastos levaram milhões de argentinos para baixo da linha da pobreza e agora afetam empresas

| Crédito: FABRICE COFFRINI / AFP

 

Uma pesquisa trimestral do Centro de Estudos da União Industrial Argentina (UIA), que consultou mais de 700 empresas, apontou que 21% das empresas industriais argentinas reduziram seu quadro de funcionários em outubro, devido a uma queda generalizada na produção.

Além disso, 23,5% ajustaram os turnos de trabalho e 7,7% recorreram à suspensão da produção, refletindo uma tendência de alta nos últimos cinco trimestres.

Segundo o relatório, apenas 10,6% das empresas aumentaram seu quadro de funcionários, uma porcentagem que vem diminuindo desde outubro de 2024. Mais de 19 mil empresas encerraram as atividades desde que o presidente Javier Milei assumiu o poder.

Já o indicador de desempenho industrial registrou 43,8 pontos em outubro, uma queda de 5,2 pontos em comparação com o ano anterior, sendo os setores têxtil, de metais básicos, vestuário, couro e calçados os mais afetados. Além disso, 40,3% das empresas relataram queda na produção, em comparação com apenas 21,3% que apresentaram melhorias.

As vendas no mercado interno também contraíram para 47,7% das empresas, um declínio mais acentuado em comparação com os 43,5% registrados três meses antes e os 26,5% de um ano atrás. A demanda interna continuou sendo a principal preocupação das empresas (41%), seguida pelo aumento dos custos (19,3%).

Nas exportações, 25,1% das empresas relataram queda nas vendas para o mercado externo, enquanto 18,2% registraram crescimento. Além disso, uma em cada duas empresas admitiu dificuldades para honrar pagamentos a funcionários, fornecedores ou impostos, segundo o Centro de Estudos do Sindicato Industrial Argentino.

Ao ser questionado sobre o efeito das políticas econômicas, Milei argumentou que “se a economia se abre e um determinado setor vai à falência, é porque os produtos importados são de melhor qualidade e/ou mais baratos”, desdenhando da atual situação do mercado interno.

Ele também alegou que esse ajuste “não gera perda de empregos” e que os trabalhadores vão migrar para setores “mais produtivos”, aumentando a felicidade dos cidadãos.

No entanto, em seus primeiros 20 meses de mandato, desde dezembro de 2023, 19.164 empresas fecharam as portas, uma média de pelo menos 30 fechamentos por dia, segundo dados do Centro de Economia Política Argentina (CEPA), com base em registros oficiais.

O encerramento dessas empresas resultou na perda de 276.624 empregos, dos quais 55.941 eram no setor industrial. A reforma trabalhista proposta por Milei não criou novos empregos, como dito oficialmente, mas sim acelerou as demissões.

A UIA alerta ainda que a crise industrial está se aprofundando, com indicadores que não mostram recuperação desde 2014.

Com informações da teleSur.

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Editado por: Rodrigo Gomes



Fonte: Brasil de Fato


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

China fornecerá US$100 milhões em assistência à Palestina


Recursos serão destinados ao alívio da crise humanitária e à reconstrução pós-conflito



Gettyimages.ru / Maxim Shemetov / Amir Levy

Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, ofereceu, nesta sexta-feira (5), mais detalhes sobre a assistência de 100 milhões de dólares à Palestina, anunciada pelo presidente Xi Jinping no dia anterior.


Hamas aceita medidas iniciais 

de desarmamento - Al Arabiya


"A China apoia firmemente a justa causa do povo palestino na restauração de seus direitos nacionais legítimos e continuará trabalhando incansavelmente com a comunidade internacional por um cessar-fogo completo e duradouro em Gaza, pela melhora da situação humanitária no local e por uma solução política antecipada para a questão palestina com base na solução de dois Estados", prometeu o representante.


  • Nos últimos dias, o Ministério da Saúde de Gaza, citado pela agência AP, informou que forças israelenses já mataram mais de 70.000 pessoas desde o conflito iniciado no dia 7 de outubro de 2023.

  • Desde 7 de outubro de 2023, a China tem enviado múltiplos lotes de ajuda humanitária a Gaza, por meio da ONU, Egito, Jordânia e outros canais.

Lin Jian


O presidente Xi Jinping anunciou que a China fornecerá US$ 100 milhões em assistência à Palestina para aliviar a crise humanitária em Gaza e apoiar sua recuperação e reconstrução.

Desde o início do conflito em Gaza, a China tem fornecido diversos lotes de suprimentos humanitários à Faixa de Gaza por meio da ONU, do Egito, da Jordânia e de outros canais, o que foi bem recebido e apreciado pelo governo e pelo povo palestino.



Fonte: RT Brasil


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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Tarifas e sanções são usadas como 'instrumento de subordinação política', diz Dilma Rousseff


Atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) defendeu papel do BRICS diante de política tarifária internacional


Gettyimages.ru / Carlos Tischler/NurPhoto
 

O Rio de Janeiro está sediando a primeira edição da Cúpula Popular do BRICS. Até quinta-feira (4), representantes de 21 países vão debater a participação de movimentos sociais e da sociedade civil na política mundial. No primeiro dia de evento, a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, falou sobre a importância do bloco e criticou sanções e tarifas internacionais.

"O uso de tarifas e sanções estão servindo como instrumento de subordinação política. O sistema financeiro permanece assimétrico. Por isso, o BRICS e o NDB são necessários", afirmou.


País do BRICS troca dívida em dólares 

por yuan para reduzir custos


A ex-presidente do Brasil está no comando do Novo Banco de Desenvolvimento do bloco desde 2023. Desde lá, apresentou índices de positivos de liquidez do banco, que havia passado cerca de 15 meses sem captar recursos no mercado.

O banco também já aprovou financiamento para 123 projetos em países membros.

"Em 2024, o NDB captou 16,1 bilhões de dólares. Ampliamos nossa base de 5 para 11 países membros", disse.

Futuro do banco

No dircurso, Dilma também projetou positivamente o futuro do banco, com a mudança de presidência do BRICS, que deve passar para a Índia.


Cooperação BRICS: África do Sul quer 

conhecer programas do Brasil contra a fome


"Em 2026, a Índia assume a presidência do BRICS, com uma agenda de fortalecimento institucional, e o NDB será prioridade, com propostas de um NDB 2.0, para expandir nossa capacidade de financiamento", declarou.

A presidente do banco ainda falou sobre o fortalecimento do Sul Global e de suas instituições, destacando a importância de abrir as discussões para ciclos além da política, incluindo também acadêmicos e movimentos sociais. 

"Pela 1ª vez, os povos dos países do BRICS possuem um canal permanente de diálogo. Vocês não são observadores, são arquitetos do futuro que queremos construir", disse Rousseff. 



Fonte: RT Brasil


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Centenas de artistas ocidentais se unem à campanha global exigindo a libertação de Marwan Barghouti


Autoridades israelenses afirmam que Barghouti não será incluído em nenhum acordo de troca de prisioneiros, mesmo após 23 anos de prisão


(Crédito da foto: Nasser Shiyoukhi/AP)

Mais de duzentas figuras culturais proeminentes aderiram a uma campanha global que defende a libertação do prisioneiro político palestino Marwan Barghouti, amplamente considerado uma figura unificadora capaz de reacender um caminho viável para a criação de um Estado palestino.

Os escritores Margaret Atwood, Philip Pullman, Zadie Smith e Annie Ernaux juntaram-se aos atores Ian McKellen, Benedict Cumberbatch, Tilda Swinton e Mark Ruffalo, além de figuras públicas como Gary Lineker e Richard Branson, na assinatura de uma carta aberta pedindo a libertação de Barghouti.

A declaração expressa “grave preocupação com a contínua prisão de Marwan Barghouti, os maus-tratos violentos a que é submetido e a negação de seus direitos legais enquanto encarcerado” e apela aos governos e à ONU para que trabalhem ativamente por sua libertação.

Barghouti, agora com 66 anos, passou 23 anos em prisões israelenses após o que a União Interparlamentar descreveu como um julgamento "profundamente falho". Parlamentar eleito na época, ele continua liderando as pesquisas de opinião palestinas e é amplamente considerado a figura política mais popular tanto em Gaza quanto na Cisjordânia ocupada. 

A decisão de Israel de mantê-lo preso, mesmo durante a recente troca de prisioneiros após o cessar-fogo de outubro, não foi motivada por avaliações de segurança, mas sim por preocupações com o peso político que ele poderia ter se fosse libertado. 

Seu filho, Arab Barghouti, disse que as autoridades israelenses o veem  como uma ameaça “porque ele quer trazer estabilidade… uma visão palestina unificadora que seja aceita por todos, inclusive pela comunidade internacional”.

Os organizadores da carta inspiraram-se na mobilização cultural que ajudou a garantir a libertação do falecido presidente da África do Sul, Nelson Mandela, durante o apartheid. 

O próprio Mandela disse em 2002: "O que está acontecendo com Barghouti é o mesmo que aconteceu comigo." 

O músico e produtor britânico Brian Eno afirmou que “as vozes culturais podem mudar o rumo da política”, enquanto a romancista britânico-palestina Selma Dabbagh argumentou que libertá-lo permitiria aos palestinos “determinar sua própria liderança, qualquer que seja a forma que ela assuma”.

campanha de pressão coincide com a crescente preocupação de que autoridades israelenses possam aprovar uma nova legislação que permita a pena de morte para prisioneiros palestinos – uma medida que poderia ser aplicada a Barghouti. 

A sua detenção contínua também se cruza com a resolução recentemente aprovada pela ONU que estabelece uma Força Internacional de Estabilização (FIE) em Gaza, um plano rejeitado pelos principais grupos palestinos de direitos humanos e que Barghouti teria de enfrentar caso fosse libertado.

Dias antes, a família de Barghouti e seus aliados da sociedade civil lançaram uma campanha internacional mais ampla, instalando grandes murais com os dizeres “Libertem Marwan” em Londres e erguendo uma instalação de arte pública em sua aldeia natal, Kobar. 

Sua esposa, Fadwa Barghouti, começou a se engajar com a mídia israelense para mudar a opinião pública, enfatizando que ele "vê a solução de dois Estados como a maneira de avançar e viver em paz".

Na Cisjordânia ocupada, seu filho descreveu a campanha como sendo tanto pessoal quanto coletiva. 

“Homenageá-lo desta forma não é apenas um apelo pela sua liberdade – é um apelo pela libertação de todos os prisioneiros palestinos.”

Barghouti foi mantido repetidamente em confinamento solitário, teve visitas familiares negadas por três anos e foi submetido a múltiplas agressões. 

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, foi recentemente filmado ameaçando-o de execução, enquanto o Knesset analisa um projeto de lei para impor a pena de morte àqueles condenados por assassinatos "motivados por nacionalismo".

Apesar da crescente pressão,  as autoridades israelenses mantêm a posição de que Barghouti não será incluído na troca de prisioneiros prevista no plano de cessar-fogo do presidente americano Donald Trump. "Neste momento, Barghouti não fará parte dessa libertação", afirmou a porta-voz israelense Shosh Badrusian. 

A primeira fase do acordo inclui a retirada israelense até uma linha acordada e uma troca envolvendo cerca de 2.000 prisioneiros palestinos, mas exclui o detento mais proeminente da política palestina.



Fonte: The Cradle


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