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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Vorcaro tratou pagamento a filme de Bolsonaro como prioridade após cobrança de Flávio


Cartas Marcadas é uma newsletter semanal que investiga a ascensão da extrema direita, as ameaças à democracia e os bastidores do poder em Brasília


Intercept Brasil

 

Cartas Marcadas: Parte 40


A pressão para liberar recursos destinados ao financiamento do filme “Dark Horse” por parte do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, teve efeitos concretos na estrutura comandada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Mensagens obtidas com exclusividade pelo Intercept Brasil mostram que, em janeiro de 2025, Vorcaro passou a tratar os pagamentos ligados ao projeto cinematográfico como prioridade absoluta, mesmo em meio à necessidade de arcar com outros desembolsos milionários.

Naquele período, a execução dos pagamentos pessoais e empresariais de Vorcaro estava concentrada nas mãos do empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e seu homem de confiança. Ele aparece em diversas conversas da série Vaza Flávio coordenando operações financeiras.

Em mensagens trocadas com Vorcaro, Zettel relata ter 55,5 milhões em pagamentos pendentes, entre despesas diversas – ele não especifica se o valor seria em reais ou dólares. Nenhum deles, porém, recebeu o mesmo tratamento dispensado ao filme de Bolsonaro. O material obtido pela reportagem indica que a mudança de prioridade nos desembolsos ligados ao banqueiro ocorreu logo após uma cobrança feita por Flávio Bolsonaro.

Em 20 de janeiro de 2025, data prevista para o primeiro aporte do cronograma financeiro revelado pela série Vaza Flávio, o empresário brasiliense Thiago Miranda — responsável por aproximar Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro nas negociações do projeto — enviou uma mensagem ao banqueiro: “Cara, hoje é a data limite daquele primeiro aporte filme. Preciso acelerar. Estamos no laço.”




Miranda afirma ainda que já havia falado com Fabiano Zettel, escalado por Vorcaro para operacionalizar parte dos pagamentos, e encaminha ao banqueiro uma captura de tela de uma conversa com Flávio Bolsonaro. Na mensagem reproduzida, cuja data não é possível confirmar, o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL pede que Miranda pressione o jurídico do investidor para destravar a operação.

“Fala Thiago, te escrevo a pedido do pessoal do nosso filme pra vc dar um gás na resposta do jurídico do investidor”, escreve. Flávio acrescenta: “Lembrando que estamos com o roteirista amarrado até janeiro só”. E encerra em tom informal: “Ela me perturbam e eu te perturbo aqui!! rs”. Pouco depois de receber a cobrança, Vorcaro responde a Miranda: “Vou atras aqui”.

Mensagens trocadas por Vorcaro nos dias seguintes sugerem que o banqueiro efetivamente passou a acompanhar pessoalmente a situação.

Em 21 de janeiro, Zettel volta a procurar o banqueiro pedindo orientação. “Me dá um norte?”. “Mesmo que seja ‘não faz porra nenhuma até eu voltar’…”, escreve Zettel. “Total = 55,5M”, informa. Em seguida, ele pergunta: “Manda quanto? Paga o que?”.



Horas depois, Vorcaro demonstra preocupação específica com o projeto cinematográfico. “O filme ta nesse negocio?”. Zettel diz que não e apresenta uma justificativa: “Porque o fluxo é gigante… 10 de 2.5 de dólares”.

A referência sugere um cronograma de pagamentos em dólares de grande porte, compatível com os documentos financeiros posteriormente obtidos pelo Intercept, que registram um planejamento de aportes de quase 24 milhões de dólares para o projeto cinematográfico – um total de R$ 134 milhões, conforme a cotação na época.

A preocupação de Vorcaro com o tema se intensifica nos dias seguintes. Pouco mais de uma semana depois, em 28 de janeiro de 2025, ele procura novamente Zettel para saber se o pagamento relacionado ao filme finalmente havia sido realizado. “Filme vc pagou?”. A resposta é negativa:  “Irmão, Não vem 1 real tem 3 semanas… kkkkkkk Paguei foi nada…”, diz Zettel.



Poucos minutos depois, Zettel informa que o projeto sequer aparecia entre as prioridades financeiras que estavam sendo processadas naquele momento. “E filme não está na lista de 55.5.”, diz. É nesse contexto que Vorcaro envia uma mensagem reveladora: “Esse e o mais importante disparado”. E completa: “Nao pode falhar mais”.

As conversas chamam a atenção pelo contexto vivido pelo próprio Banco Master naquele período. Documentos e investigações posteriores indicaram que o banco já enfrentava dificuldades relacionadas à liquidez, à captação de recursos e ao monitoramento regulatório desde o fim de 2024.

O Banco Central havia intensificado cobranças sobre capitalização e liquidez da instituição, enquanto o grupo buscava novas fontes de recursos. É nesse cenário que as mensagens revelam Vorcaro mobilizado para garantir que os aportes destinados ao filme não fossem interrompidos.

Nós entramos em contato com Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Flávio Bolsonaro, Thiago Miranda e Paulo Calixto para obter posicionamentos sobre as informações apresentadas pela reportagem. Até o momento, não houve retorno. O espaço segue aberto.


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Os documentos revelados anteriormente pelo Intercept ajudam a dimensionar o resultado prático dessa prioridade estabelecida por Vorcaro. Como revelou a série Vaza Flávio, até maio de 2025, pelo menos 10,6 milhões de dólares foram efetivamente recebidos pelo fundo Havengate, responsável pela produção do filme e sob controle de Paulo Calixto, advogado do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo.

Agora, os diálogos ajudam a compreender os bastidores desses pagamentos. As conversas mostram que as transferências não eram tratadas como uma operação qualquer dentro do universo de compromissos financeiros de Vorcaro. 

Pelo contrário, mesmo diante de dezenas de milhões de reais em desembolsos pendentes e em meio às dificuldades enfrentadas pelo Banco Master naquele período, o banqueiro determinou que o filme da família Bolsonaro era, nas suas próprias palavras, “o mais importante disparado”.


Como sempre, a colaboração de fontes e leitores continua sendo fundamental. Se você possui documentos, mensagens, contratos, planilhas, gravações ou qualquer informação de interesse público relacionada a esta investigação — ou a qualquer outro tema relevante —, entre em contato com o Intercept por meio dos canais seguros de comunicação disponíveis em nossa página para fontes.


Mensagens inéditas reveladas pelo Intercept Brasil mostram que os pagamentos para o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, eram prioridade para o banqueiro Daniel Vorcaro.

Quer entender melhor? Leia a reportagem completa da newsletter Cartas Marcadas no site do Intercept Brasil:



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Por:  Paulo Motoryn, Laís Martins, Eduardo Goulart, Leandro Becker e Mauricio Moraes

Fonte: Intercept Brasil


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quarta-feira, 27 de maio de 2026

O HOMEM DA GRANA: Eduardo Bolsonaro tinha poder sobre dinheiro do “Dark Horse”, revela contrato


Cobertura investigativa sobre as relações entre Flávio Bolsonaro, o clã Bolsonaro e aliados com Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master


Intercept Brasil
 

Vaza Flávio: Parte 5


O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, atuou como produtor-executivo de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, com responsabilidades e poder sobre a gestão financeira do projeto, segundo um contrato assinado por ele e diálogos obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasil

Os registros contradizem afirmações feitas por Eduardo Bolsonaro em uma publicação no Instagram na quinta-feira, 14, sobre sua relação com o filme e colocam o deputado federal cassado como uma peça-chave com poder na tomada de decisões, inclusive financeiras, sobre o filme que conta a história do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Também mostram que Eduardo omitiu sua conexão com a busca de dinheiro para financiar o filme ao dizer, no post feito no Instagram, que apenas cedeu seus direitos de imagem e não exerceu qualquer cargo de gestão no “Dark Horse”.

Um contrato de produção, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024, traz a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como produtora, e Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias, também do PL paulista, à frente da produção-executiva, função com poder para lidar diretamente com o controle de orçamento e gestão financeira de um projeto audiovisual.



Contrato cita que Jair Bolsonaro cedeu “os direitos de história de vida” para a produção, na época intitulada “O Capitão do Povo”, e não “Dark Horse”

Segundo o documento, a produtora e os produtores-executivos agiriam em conjunto para dedicar-se a atividades de desenvolvimento do projeto, dentre elas “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.

O contrato obtido pelo Intercept define uma ampla gama das funções que Eduardo teria na produção. Junto com os outros produtores, a empresa GoUp e o deputado federal Mario Frias, ele teria a responsabilidade sobre as decisões sobre como os recursos seriam captados e gastos. Não há informação, porém, sobre quem, de fato, executou essas funções.


Contrato descreve atividades a serem executadas pela produtora e pelos produtores-executivos do filme.

Enviamos questionamentos para Eduardo Bolsonaro e para o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto. A defesa do deputado Mario Frias informou que “Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo da produção do filme Dark Horse” e “nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme”.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro disse que não iria se manifestar sobre o tema. A defesa de Jair Bolsonaro disse ao Intercept que ele não pode se manifestar porque está preso – e destacou que não tinha acesso ao ex-presidente porque as visitas dos advogados são restritas.

Uma troca de mensagens entre o empresário Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, e Daniel Vorcaro de 21 de março de 2025 destaca o papel de articulador financeiro exercido por Eduardo na produção do filme.  

Miranda, que teve papel de intermediário entre Vorcaro, a família Bolsonaro e o deputado Mario Frias em tratativas sobre o filme, encaminha para o banqueiro uma captura de tela de uma mensagem que Eduardo o enviou e diz: “Já estou fazendo o aditivo da troca da empresa e preciso de um direcionamento seu para seguir.”



Na mensagem de Eduardo a Miranda, o deputado federal cassado diz: “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos.”



Em seguida, de acordo com a mensagem obtida pelo Intercept, Eduardo explica como seria a melhor forma de enviar o dinheiro: “Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual e etc. Será que conseguimos?”. 

Embora não seja possível precisar a data que Eduardo enviou a mensagem a Miranda, o encaminhamento da captura de tela para Vorcaro indica que isso ocorreu em março de 2025 – mesmo mês em que Eduardo anunciou que ia se licenciar do mandato para ficar nos EUA e buscar as “devidas sanções aos violadores de direitos humanos”.

Enviamos questionamentos para Miranda, que esclareceu que ele “não desempenhou qualquer função na produção, divulgação, gestão financeira e estratégia de lançamento do filme Dark Horse” tendo limitado sua participação a “intermediar o contato entre pretenso investidor e os interessados no projeto”. Leia a resposta na íntegra

Outro documento, datado de fevereiro de 2024, mostra ainda uma minuta de aditivo de contrato para a produção de “Dark Horse” em que Eduardo é qualificado como financiador do filme e autoriza o uso de recursos financeiros que ele investir no projeto. Não há confirmação se o aditivo foi, de fato, assinado.


Aditivo do contrato cita que Eduardo, que consta como “financiador”, se compromete a “financiar parcialmente a produção cinematográfica”.

Embora ele diga não ser “dono do filme”, o contrato – datado de  novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024 – designa explicitamente Eduardo e Frias como tendo poder de gestão e decisão sobre a produção, juntamente da GoUp. 

A minuta que o designa como financiador da operação também contradiz sua fala de que ele teria apenas cedido “direitos de imagem”.


Contrato foi assinado digitalmente e, embora a data conste como 26 de novembro de 2023, a assinatura de Eduardo Bolsonaro foi formalizada no acordo em 30 de janeiro de 2024.

A GoUp Entertainment é uma empresa sediada na Flórida que tem como sócios a brasileira Karina Ferreira da Gama e um brasileiro naturalizado nos Estados Unidos, Michael Brian Davis. 

Em dezembro, revelamos como uma organização não-governamental na qual Karina é sócia, o Instituto Conhecer Brasil, havia recebido pelo menos R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo para operar um contrato de Wi-Fi público sem concluir as entregas previstas. Desde março, o Ministério Público está investigando o contrato. 

Nesta sexta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou a abertura de uma apuração preliminar para apurar se houve direcionamento de emendas parlamentares para projetos culturais, inclusive o filme Dark Horse. A TV Globo noticiou na quinta-feira, 14, que o STF tenta, há mais de um mês, intimar o deputado Mario Frias a prestar informações sobre “possíveis irregularidades na execução de recursos de emendas” destinados ao Instituto Conhecer Brasil – o parlamentar e produtor-executivo do filme teria destinado R$ 2 milhões à ONG. 

Enviamos questionamentos para Karina Gama e para seu sócio, Michael Brian Davis, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto.


Fundo de advogado de Eduardo recebeu dinheiro de Vorcaro


Na quarta-feira, 13, o Intercept revelou como o senador Flavio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, irmão de Eduardo, articulou apoio do banqueiro Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, segundo mensagens obtidas com exclusividade. 

Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção, dos quais pelo menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro.

A Polícia Federal apura se o dinheiro de Vorcaro para “Dark Horse” teria custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. No Instagram, o deputado federal cassado negou ter recebido o dinheiro negociado para o filme. 

O material analisado pelo Intercept indica que ao menos parte dos valores negociados por Flávio junto a Vorcaro foi para um fundo controlado por aliados de Eduardo – incluindo Paulo Calixto, o advogado encarregado de seu processo imigratório nos EUA, conforme apuração da Agência Pública

Os diálogos, um comprovante de uma ordem de pagamento de 2 milhões de dólares e uma tabela com previsão de valores a serem pagos analisados pelo Intercept indicam que parte do dinheiro negociado com Vorcaro para o filme foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas do banqueiro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos EUA, e controlado por aliados de Eduardo.

Documentos societários obtidos pelo Intercept mostram que o fundo Havengate Development Fund LP foi registrado no Texas e tem como agente legal o escritório “Law Offices of Paulo Calixto PLLC”, de Paulo Calixto.

Nos registros, o fundo aparece como sendo pertencente à companhia quase homônima Havengate Development Fund GP LLC, registrada no mesmo endereço comercial em Dallas.

Os documentos desta segunda firma apontam Altieris Santana como membro do quadro societário do fundo e Paulo Calixto como membro e administrador. Ambos aparecem vinculados ao mesmo endereço comercial utilizado pelo Havengate.


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Em uma das mensagens obtidas pelo Intercept, ao sugerir alternativas para facilitar o envio dos recursos aos EUA, Eduardo Bolsonaro informa que Altieris Santana estaria disponível para reuniões presenciais relacionadas à operação financeira.

Enviamos questionamentos para Altieris Santana e Paulo Calixto, mas não houve resposta até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto. 

No Instagram, Eduardo disse que “o escritório cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos” e que foi ele quem apresentou Calixto a Mario Frias “por saber da sua competência”.


Plano de negócios previa “oportunidade de imigração”


Os documentos mostram que o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro teve um orçamento total astronômico para os padrões brasileiros: o valor estimado é entre 23 milhões e 26 milhões de dólares. A quantia corresponde ao montante negociado por Flávio Bolsonaro com Vorcaro: 24 milhões de dólares. O custo total é superior ao de várias produções recentes de Hollywood, inclusive vencedoras do Oscar.

O orçamento do filme prevê, segundo os documentos aos quais o Intercept teve acesso, que mais de 10,7 milhões de dólares seriam destinados apenas aos custos “acima da linha”, rubrica que inclui “custos gastos antes da filmagem” – com direitos do roteiro, salários de atores, diretores, produtores, diretor de elenco, roteirista e outros envolvidos na direção financeira e criativa de alto nível do filme.

Ainda segundo os documentos, a estratégia para captar recursos consistia na oferta de 40 cotas de 500 mil dólares. Ou seja, um total de 20 milhões de dólares.

Para atrair grandes investidores, o orçamento do filme foi fatiado em pacotes de investimento VIP com regalias incomuns para o mercado de cinema. Se o investidor pagasse 1 milhão de dólares, ele comprava uma cadeira no conselho de produção – com direito a dar pitacos e influenciar as decisões do filme.

O pacote mais caro, e incomum, custava 1,1 milhão de dólares. O grande chamariz para esse investimento não era o filme, mas sim a promessa explícita de uma “oportunidade de imigração”. O plano de negócios oferecia o filme como um atalho para que ricaços comprassem o direito a um Green Card, garantindo assim o visto de residência permanente nos Estados Unidos.


Plano de negócios previa benefícios para investidores, incluindo uma “oportunidade de imigração”

A promessa de lucro da produtora era agressiva: os investidores teriam a devolução de 100% do capital aportado acrescido de um lucro de 20% sobre o valor investido. O plano de negócios projetava a receita global do filme em três cenários distintos: um pessimista (de 45 milhões de dólares), um conservador (70 milhões de dólares) e um otimista (100 milhões).

Após a quitação prioritária do capital e do prêmio de 20% aos financiadores, todo o lucro líquido restante gerado pela bilheteria e plataformas de streaming seria dividido meio a meio entre investidores e produtores. Ou seja, Eduardo Bolsonaro e Mario Frias também lucrariam com o filme.

Você tem mais documentos sobre Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, “Dark Horse” ou o Banco Master e quer que o Intercept investigue sua denúncia? Entre em contato conosco, por e-mail: lais.martins@intercept.com.br, eduardo.goulart@intercept.com.br, leandro.becker@intercept.com.br e paulo.motoryn@intercept.com.br. Ou, então, por Signal: @laisfm.02, EduardoGoulart.01, @interceptbrasil.44

Atualização: 15 de maio de 2025, 16h49
Texto atualizado para incluir resposta da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Contribuíram nesta reportagem: Ana Clara Barbosa, Angélica Neiva, Marina Luiza Queiroz, Rafaela Silva e Sarah Germano.

Por: Laís Martins, Eduardo Goulart, Leandro Becker e Paulo Motoryn

Fonte: Intercept Brasil


Lindbergh Farias


O HOMEM DA GRANA de Daniel Vorcaro sempre foi Eduardo Bolsonaro.

A matéria do Intercept desmonta a farsa dos Bolsonaros.

Enquanto Flávio pedia, quem administrava o dinheiro de Vorcaro nos EUA era Eduardo Bolsonaro. Contrato assinado, fundo no Texas, lobby contra o Brasil, tarifaço e sanções.

E Eduardo ainda dizia que “só emprestou a imagem”. Mentira. Cada dia aparece uma nova prova. Agora a PF precisa rastrear cada centavo desse esquema.

EDUARDO BOLSOMASTER



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domingo, 18 de agosto de 2024

Do apoio à ditadura a casos de racismo e assédio: relembre histórico de Silvio Santos


Lista envolve ainda suspeitas de corrupção e disputa por terreno com o Teatro Oficina, em São Paulo


Apresentador e empresário fez fortuna mantendo proximidade com o poder - Alan Santos/Presidência da República

O ano era 2020. Com a primeira fase da pandemia de covid-19 ainda em curso - sequer havia vacinas para os idosos -, o então presidente da República Jair Bolsonaro (PL) compareceu com pompa ao aniversário de 90 anos de Silvio Santos, dono do SBT, morto neste sábado (17). 

As afinidades entre Silvio e o ex-presidente eram óbvias. O genro de Silvio Santos, Fábio Faria, foi ministro das Comunicações de Bolsonaro entre 2020 e 2022.

Além disso, nomes proeminentes do SBT, como o apresentador Ratinho e o próprio Silvio Santos, prestavam apoio ao ex-presidente, agora inelegível, e usavam seus programas como palanque da família Bolsonaro desde, pelo menos, sua eleição. As verbas governamentais também fizeram diferença: o governo Bolsonaro fez cair a diferença entre as verbas repassadas à Globo e ao SBT.

Na ocasião, o Brasil de Fato listou motivos para que um presidente evitasse homenagens ao empresário e apresentador. Desde então, a lista aumentou, com a disputa por um terreno na região central de São Paulo com o Teatro Oficina. Confira as controvérsias:


1 - Beneficiado pela ditadura

O SBT nasceu em 1981, da relação entre Sílvio Santos e seu antigo colega da Escola de Paraquedistas, Délio Jardim de Matos, então Ministro da Aeronáutica do governo militar de João Figueiredo.

"Figueiredo me deu a televisão", admitiu o apresentador, em programa veiculado em 2018.

Antes de receber a concessão, Silvio Santos já gozava dos benefícios de um bom relacionamento com a ditadura. Em 1972, ele comprou 70 mil hectares de terras em Barra do Garças (MT), na região do Araguaia, durante o governo do ditador Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), um dos mais violentos daquele período.

Na época, quem governava o Mato Grosso era o pecuarista José Fragelli, da Arena, partido de sustentação do regime. Segundo o portal De Olho nos Ruralistas, ele costumava facilitar a venda de terras para empresas e pessoas "simpáticas ao regime".


2 - Apoiador da ditadura

Para manter a concessão, contrapor o domínio da Globo e equilibrar o acesso a verbas de publicidade, Silvio Santos fazia manifestações explícitas de apoio aos presidentes militares e seus ministros. O SBT era conhecido por programas "popularescos" e representava, aos olhos dos militares, um canal direto de comunicação com a classe trabalhadora.

Em fevereiro de 2020, durante o governo Bolsonaro, Silvio Santos decidiu recriar o programa "A Semana do Presidente", exibido durante a ditadura com detalhes sobre a rotina dos militares que governavam o país. A ideia foi suspensa após críticas por seu caráter "bajulatório".

Episódio semelhante já havia ocorrido em 2018, no contexto da eleição de Bolsonaro, quando o SBT passou a exibir vinhetas com as cores da bandeira brasileira nos intervalos comerciais da sua programação.

Uma delas continha o slogan da ditadura, "Brasil, ame-o ou deixe-o", marca do governo do general Médici.

A vinheta causou indignação e foi retirada do ar no mesmo dia.


3 - Afeito à censura

No dia 23 de maio de 2020, o assunto mais buscado nas redes sociais e debatido em todo o país foi o vídeo da reunião ministerial de Bolsonaro, que revelou o caráter autoritário e a falta de pudor da equipe de governo federal.   

Frases reveladoras, como “passar a boiada” e "botar os vagabundos do STF na cadeia" foram ditadas naquela reunião pelos ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Abraham Weintraub, então responsável pela pasta da Educação.

Como o conteúdo comprometia em grande medida a imagem do governo, o SBT decidiu suspender a exibição de seu principal jornal, o SBT Brasil. Não houve qualquer aviso ou esclarecimento ao público sobre essa escolha.

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) se posicionou sobre o caso no dia seguinte. Segundo a entidade, aquele episódio de censura remete "aos mais sombrios dias da ditadura militar instaurada no país com o golpe de 1964".

"O episódio é mais um de uma série de intervenções no jornalismo do 'dono' do SBT, Sílvio Santos, que solenemente ignora o fato de que se trata de uma concessão pública, o que, legalmente, o obrigaria a cumprir uma série de requisitos impedindo que a TV fosse usada em benefício de interesses políticos particulares", conclui a nota do FNDC.


4 - "Sexo, poder ou dinheiro?"

Essa pergunta foi feita em 2016 por Silvio Santos, durante um programa do SBT, a uma criança de cinco anos.

O caso foi alvo de um inquérito do Ministério Público Federal (MPF). "A criança e o adolescente têm direito ao respeito e à dignidade como pessoas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, direito ao respeito que compreende a inviolabilidade da integridade psíquica, abrangendo preservação da imagem", diz o texto da Procuradoria Regional em São Paulo.

Ainda segundo o MPF, a livre manifestação do pensamento não é direito absoluto, sendo assegurado o "direito de resposta, proporcional ao agravo, além de indenização por dano material, moral ou à imagem".

Sobre aquele episódio, o SBT informou que "a genitora da menor ajuizou ação de indenização contra a radiodifusora em defesa dos interesses individuais e personalíssimos", e que "não ocorreu nenhum tipo de solapamento difuso dos direitos imanentes às crianças".

O quadro "Miss Infantil", exibido à época sob a batuta de Silvio Santos, também tem sido criticado por especialistas. Meninas de sete a dez anos de idade desfilam, muitas vezes com roupas de banho, e recebem elogios dos apresentadores e jurados.


5 - Acusação de racismo

Silvio Santos foi acusado de racismo em dezembro de 2019 ao tirar um prêmio musical de uma candidata negra, contrariando a escolha do auditório, durante o quadro Quem você tira?.

O codeputado estadual Jesus dos Santos, da Bancada Ativista, protocolou uma representação na Justiça do Estado de São Paulo contra o apresentador. A representação cita ainda três casos anteriores em que considera que houve racismo por parte do dono do SBT.

Silvio Santos ironizou as acusações no ar, em 15 de dezembro daquele ano.


6 - Suspeitas de corrupção

O nome do apresentador foi um dos mais comentados nas redes sociais assim que veio à tona a delação do operador financeiro Adir Assad, afirmando que "lavou" cerca de R$ 10 milhões para o Grupo Sílvio Santos por meio de contratos fraudados de patrocínio esportivo no final dos anos 1990.

Em agosto de 2019, o Grupo Silvio Santos afirmou à imprensa que não se manifesta sobre o caso por não conhecer o teor da delação.


7 - Machismo e sexismo

Declarações machistas e comentários sobre a aparência das mulheres também provocam revolta em um país que registra um feminicídio a cada 7 horas.

"Estou vendo daqui que você engordou um pouquinho", disse à assistente de palco Helen Ganzarolli durante o programa Jogo dos Pontinhos. "Me faça um favor: não engorde, porque você é a única musa que eu tenho."

São comuns ainda declarações como "depois que o Luciano Huck casou com a Angélica, deu um trato nela e ela ficou linda", assim como "brincadeiras" sobre a roupa das mulheres no palco.  

A postura sexista desperta críticas até da própria família. A filha e também apresentadora Patrícia Abravanel chegou a dizer no ar: "Não gosto de ver meu pai fazendo a pegada de velho taradão, falando de sexo. Vem qualquer mulher bonita e ele fica comendo com os olhos, não precisa".


8 - #ChegaDeAssédio

Em 10 de novembro de 2018, durante o programa Teleton, Silvio Santos disse ao vivo que preferia não abraçar a cantora Cláudia Leitte pois ficaria "excitado".

No Teleton de 2016, o apresentador já havia se recusado a dançar com a cantora Anitta com o mesmo "argumento", em tom de piada.

"Senti-me constrangida, sim", disse a cantora nas redes sociais. "Quando passamos por episódios desse tipo, vemos em exemplificação, o que acontece com muitas mulheres todos os dias, em muitos lugares. Isso é desenfreado, cruel, nos fere e nos dá medo. A provocação vem disfarçada de piada, e as pessoas riem, porque acostumaram-se, parece-nos normal".

No dia seguinte, a hashtag #ChegaDeAssédio foi uma das mais comentadas do país, e dezenas de artistas se posicionaram em solidariedade à cantora.

Silvio Santos se recusou a pedir desculpas sobre o caso.


9 - Silvio Santos x Teatro Oficina

Ao lado do Teatro Oficina, na região central de São Paulo, existe um terreno que é alvo de disputa entre o grupo do apresentador de TV e a companhia, que deseja transformar o local em um parque público. Já Silvio Santos tinha outros planos: a construção de torres de apartamentos. A batalha jurídica pelo local já dura mais de 40 anos.

A disputa envolve a preservação do prédio do Oficina, que é tombado, e os planos de investimento que eram tocados pelo Grupo Silvio Santos (GSS).

Em fevereiro deste ano, o teatro sofreu, à revelia, uma alteração na estrutura do seu imóvel, realizada pelo GSS.

À época, a companhia de teatro informou que se deparou com o fechamento dos arcos do imóvel, o que configuraria "um ato ilegal" e "violência simbólica e concreta contra patrimônio material e imaterial tombado nas três instâncias de proteção (municipal, estadual e federal)".

Edição: Thalita Pires

Fonte: Brasil de Fato



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sábado, 9 de dezembro de 2023

Ex-funcionário nos EUA diz que Receita Federal foi impedida de investigar Biden e o filho


O ex-funcionário da Receita Federal dos Estados Unidos Gary Shapley denunciou em audiência no Congresso norte-americano que o órgão foi impedido de investigar o presidente Joe Biden e o filho Hunter Biden por fraude fiscal. Investigações apontam que o filho deixou de pagar US$ 1,4 milhão (R$ 6,8 milhões) em impostos.



 "Estávamos interessados ​​em buscar pistas que levassem a Joe Biden, não porque ele fosse vice-presidente [na época do pedido das suspeitas], mas porque em qualquer investigação normal, se você observar transações financeiras entre um filho e um pai, nós investigamos. Mas nunca saberemos porque não tivemos permissão sobre esse caso", afirmou ao comitê da Câmara dos Representantes responsável por apurar as suspeitas contra Biden.


Na última quinta-feira (7), Hunter Biden recebeu nove acusações de sonegação de impostos entre 2016 e 2020. O documento foi apresentado por promotores federais norte-americanos e acusou inclusive a apresentação de documentação falsa pelo filho do presidente dos EUA. A Casa Branca ainda não comentou as acusações.

Entre 2016 e 15 de outubro de 2020, segundo o documento, Hunter Biden recebeu mais de US$ 7 milhões (R$ 34,3 milhões) em receita bruta total. O documento também afirma que a Burisma, empresa de gás natural sediada na Ucrânia onde Hunter foi membro do conselho, concordou em pagar ao réu US$ 1 milhão anualmente, valor que foi reduzido para US$ 500 mil por ano em março de 2017.

Três comissões do Congresso do país lideradas pelos republicanos também investigam Hunter Biden por suposta atividade criminosa, incluindo suborno e tráfico de influência. Joe Biden, por sua vez, também vem sendo investigado, acusado de peculato e tráfico de influência.

Já o presidente democrata negou qualquer envolvimento nas atividades comerciais e financeiras do seu filho. Enquanto isso, a oposição a Biden já divulgou diversas acusações de corrupção e abuso de poder pela família do norte-americano, o que pode levar à abertura de um processo de impeachment contra o presidente.

Três comissões do Congresso do país lideradas pelos republicanos também investigam Hunter Biden por suposta atividade criminosa, incluindo suborno e tráfico de influência. Joe Biden, por sua vez, também vem sendo investigado, acusado de peculato e tráfico de influência.

Já o presidente democrata negou qualquer envolvimento nas atividades comerciais e financeiras do seu filho. Enquanto isso, a oposição a Biden já divulgou diversas acusações de corrupção e abuso de poder pela família do norte-americano, o que pode levar à abertura de um processo de impeachment contra o presidente.



 Ataque a testemunha


No início de novembro, o Comitê de Fiscalização da Câmara relatou um ataque a uma potencial testemunha na investigação contra Joe Biden. Segundo o órgão, o caso também envolve Hunter Biden. Os parlamentares apresentaram ainda a cópia de um cheque de US$ 40 mil (R$ 196 mil) em nome do democrata, com data de setembro de 2017.

De acordo com o republicano James Comer, o valor veio de fundos legalizados de forma suspeita e foi pago pela China através de uma série de empresas pertencentes a membros da família Biden, como o filho do presidente Hunter, o irmão James e a esposa deste, Sarah.

O próprio cheque em nome de Joe Biden foi emitido por Sarah Biden, com a indicação de "pagamento de dívida". Repetidamente o presidente negou todas as acusações.

Em outubro, o presidente norte-americano foi interrogado sobre as investigações, que apontam a manipulação de documentos confidenciais encontrados em sua casa e no seu antigo escritório particular. Os papéis são da época em que Biden era vice-presidente no governo de Barack Obama (2009–2017) e também das três décadas em que atuou como senador.

Segundo a lei dos EUA, a devolução de documentos oficiais, comunicações e outros arquivos é obrigatória por ex-presidentes e ex-vice-presidentes.

Fonte: Sputnik Brasil


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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

VÍDEO: Biden responde que é mentira questionar se ele estava envolvido nos negócios do filho e vai embora


A Comissão de Supervisão da Câmara Baixa do Congresso dos EUA revelou esta segunda-feira que Hunter Biden fez pagamentos diretos ao pai a partir das contas de uma empresa sua.


Joe Biden durante discurso na Casa Branca, Washington DC (EUA), em 6 de dezembro de 2023. Evan Vucci /AP

Um jornalista perguntou esta quarta-feira ao presidente dos EUA, Joe Biden, se ele estava envolvido nos negócios do seu filho Hunter, ao que o presidente respondeu que era mentira e saiu, como se pode ver num vídeo partilhado na rede social.

 

 A notícia surge no momento em que avança a investigação da Comissão de Supervisão da Câmara Baixa do Congresso do país norte-americano sobre o alegado envolvimento do inquilino da Casa Branca nos lotes empresariais da sua família . Na segunda-feira, a referida comissão revelou que Hunter fazia pagamentos diretos ao pai a partir das contas de uma empresa sua, que por sua vez recebia dinheiro da China e de outros países.

Fonte: RT en Español 


 Rep. Anna Paulina Luna


Joe Biden pediu-nos para ‘mostrar-lhe o dinheiro’ e foi exatamente isso que fizemos.


 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Filhos de Renan Calheiros e Jader Barbalho serão ministros de Lula


Jader Filho assumirá a pasta de Cidades, enquanto Renan Filho ficará com os Transportes




O empresário Jader Filho e o ex-governador de Alagoas Renan Filho serão ministros do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois, que são filhos dos senadores Jader Barbalho (PA) e Renan Calheiros (AL), respectivamente, representarão o MDB na Esplanada, assim como a senadora Simone Tebet, indicada para o Ministério do Planejamento.

Jader Filho, que é irmão do governador do Pará, Helder Barbalho e presidente do diretório do MDB no Pará, comandará a pasta de Cidades. Já Renan Filho assumirá o Ministério dos Transportes. Os nomes dos dois foram indicados pelas bancadas do MDB na Câmara e no Senado e aceitos por Lula em uma reunião com integrantes do partido na tarde desta quarta-feira (28), em um hotel na capital federal.

O anúncio oficial dos nomes deve ser feito nesta quinta-feira (29), assim como os nomes dos demais ministros ainda não anunciados. Oficialmente, 16 nomes ainda precisam ser apresentados, embora grande parte deles já esteja definida. Entre os ministros a serem apresentados ainda estão Marina Silva (Meio Ambiente), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Reginaldo Lopes (Desenvolvimento Agrário), além de Tebet, já citada acima.

Fonte: O Tempo


CNN Brasil

A Polícia Federal indiciou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o senador, que hoje é relator da CPI da Pandemia, pediu e recebeu R$ 1 milhão em propina da Odebrecht em 2012. 3 de jul. de 2021



O Liberal


Apesar de acusado em delação, Jader Barbalho nega ter recebido propina. 26 de mai. de 2017



quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Documentos apontam novos indícios da participação da ex-mulher de Bolsonaro na lavagem de dinheiro de rachadinha no gabinete de Carlos Bolsonaro


Testemunhas denunciam o envolvimento das empresas de Ana Cristina Vale também em fraudes do seguro obrigatório de veículos, o DPVAT, como mostrou o Jornal Nacional.



Documentos obtidos pelo Jornal Nacional mostram novos indícios de da participação da ex-mulher de Jair Bolsonaro Ana Cristina Valle na lavagem de dinheiro de rachadinha no gabinete de Carlos Bolsonaro. Testemunhas denunciam o envolvimento das empresas de Ana Cristina também em fraudes do DPVAT, com o não pagamento dos valores para vítimas.

O Jornal Nacional encontrou dezenas de processos em que Ana, que também é ex-madastra de Carlos Bolsonaro trabalhou como advogada em indenizações de acidente de trânsito - o seguro DPVAT. O Ministério Público estadual suspeita que o negócio tem relação com a rachadinha que teria ocorrido no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro

Uma consulta ao site do Tribunal de Justiça do RJ mostra que Ana Cristina atuou em 56 processos cíveis de 2007 a 2010. Desses, 54 envolvem o DPVAT, o seguro obrigatório de veículos. Apesar do escritório dela ficar no Rio, 37 casos eram de moradores do Rio Grande do Sul.

Ana Cristina Valle era casada com Jair Bolsonaro quando foi trabalhar com o enteado, o vereador Carlos Bolsonaro.

Ela foi a primeira chefe de gabinete de Carlos, em 2001, no primeiro mandato, e ficou até abril de 2008, meses depois de se separar do presidente da República.

Os registros no Tribunal de Justiça do Rio mostram que, nos últimos três anos, em que esteve no gabinete, Ana Cristina também atuava como advogada.

Ela teve um escritório de advocacia e duas empresas de seguro. As empresas funcionavam em um prédio, no Centro do Rio, a poucos metros da Câmara de Vereadores.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) registrou que as contas bancárias de quatro empresas vinculadas a Ana Cristina realizaram movimentações financeiras suspeitas.

O Ministério Público do Rio de Janeiro acredita que a escolha do endereço tão próximo não foi uma coincidência e quer saber se as duas atividades desemprenhadas por Ana Cristina Valle estavam ligadas.

Os investigadores dizem que a elevada movimentação de dinheiro vivo ( recursos em espécie) por Ana Cristina sugere que ela era a real destinatária dos recursos públicos desembolsados em nome dos parentes.

Os promotores suspeitam que esses funcionários continuaram a pagar a rachadinha mesmo depois que ela deixou o gabinete e que Ana Cristina usava as próprias empresas pra lavar o dinheiro.

A rachadinha é o esquema em que o político se apropria ilegalmente de parte do salário dos funcionários. Muitos servidores do gabinete de Carlos foram indicados por Ana Cristina e eram parentes dela.

De acordo com os registros da Câmara dos Vereadores, as pessoas ligadas a Ana ganharam, ao todo, R$ 7,5 milhões só no período em que Ana Crisitna não era mais chefe de gabinete de Carlos.

Assista ao VÍDEO

Fonte: G1


 

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Vídeo. General Heleno fala após recuo de Bolsonaro: “Não desistam do Brasil”


Ministro-chefe do GSI apareceu nas redes para defender o presidente e disse que "alguns fatos deixaram muitos de nós desanimados"



O ministro-chefe do do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno, usou as redes sociais para manifestar apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), duramente criticado por apoiadores após o recuo sinalizado na “Declaração à Nação”.

Em vídeo publicado nesta sexta-feira (10/9), Heleno defende que os apoiadores “não podem desistir do Brasil” e que “alguns fatos deixaram muitos de nós desanimados”. “Isso não pode acontecer”, enfatizou o ministro na gravação.

O general cobrou a manutenção do apoio ao mandatário do país. “A esquerda, apesar de sua passagem desastrosa, segue munida e querendo voltar”, disse. “Ela também sofreu um duro revés ao descobrir que o presidente Bolsonaro não tinha qualquer intenção de dar o golpe. Nosso presidente possui um formidável senso político”, continuou Heleno.

Segundo o chefe do GSI, Bolsonaro manterá com o projeto de governo que o levou à Presidência da República. “Ele quer um país que preserve as liberdades individuais, as instituições nacionais, a harmonia entre os poderes, a paz e a democracia.”

“Vamos completar mil dias de governo sem nenhum escândalo de corrupção. Vamos em frente, unidos e confiantes”, finalizou o general.



Fonte: Metrópoles  


segunda-feira, 5 de julho de 2021

Denúncia prova que Jair é o verdadeiro "01" no esquema de corrupção dos Bolsonaro (áudio)


Mulher de Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar afirmou que "o 01, o Jair, não vai deixar", ao comentar sobre um possível retorno do marido para um cargo de assessor de Flávio Bolsonaro. Filha do ex-assessor, Nathália Queiroz disse que o "01" iria cobrá-lo por continuar fazendo supostas articulações políticas mesmo escondido em Atibaia (SP)




 247 - A mulher e a filha de Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar e Nathália Queiroz, fizeram referência a Jair Bolsonaro como "01", durante uma troca de mensagens. Márcia afirmou que "o 01, o Jair, não vai deixar", ao comentar sobre um possível retorno de Queiroz para seu antigo cargo de assessor de Flávio Bolsonaro, conforme apontaram áudios de outubro de 2019, período em que o policial militar reformado ficou escondido na casa do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, em Atibaia (SP). 

Essa é uma das revelações de uma sequência de reportagens da jornalista Juliana Dal Piva, do Uol, que obteve vários áudios: na primeira, aparece a gravação da ex-cunhada; na segunda, mostra-se que um coronel do Exército, Guilherme dos Santos Hudson, ao lado do ex-PM Fabrício Queiroz, recolhia os salários dos servidores; na terceira, a mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, chama Jair Bolsonaro de "01", indicando-o como chefe do esquema de roubo do dinheiros dos funcionários dos gabinetes do clã.

A conversa entre Márcia Aguiar e Nathália Queiroz aconteceu após uma reportagem do jornal O Globo apontar que Queiroz seguia fazendo articulações políticas apesar das investigações no Ministério Público do Rio (MP-RJ), que denunciou tanto ele como Flávio Bolsonaro no ano passado. Em áudio para a madrasta, Nathália reclamou de Queiroz e o chamou de "burro" por continuar fazendo as articulações. Márcia desabafou sobre a situação e citou Jair Bolsonaro.

"É chato também, concordo. É que ainda não caiu a ficha dele que agora voltar para a política, voltar para o que ele fazia, esquece. Bota anos para ele voltar. Até porque o 01, o Jair, não vai deixar. Tá entendendo? Não pelo Flávio, mas enfim não caiu essa ficha não. Fazer o quê? Eu tenho que estar do lado dele", afirmou Márcia, em trecho exclusivo.

A mulher de Queiroz comparou a situação do ex-assessor de Flávio, escondido em Atibaia, com a de um preso. "Essa vida, a gente não tem que confiar em ninguém. Se bobear, nem na própria família. Ainda mais num caso desse daí. Ele [Queiroz] fala da política como se tivesse lá dentro trabalhando e resolvendo. Um exemplo que eu tenho, que parece. Parece aquele bandido que tá preso dando ordens aqui fora. Resolvendo tudo."

Ao ouvir a mensagem, Nathália Queiroz disse ainda que o "01" iria cobrar Queiroz pela situação. "Ai Márcia, é foda. é foda. Quando tá tudo quietinho para piorar as coisas, vem a bomba vindo do meu pai. O advogado, o 01, todo mundo vai comer o cu dele. E ele ainda vai achar normal. Você conhece meu pai. Vai falar: 'não falei nada demais'. Sempre acha que não é nada demais".

Ouça o áudio:



UOL

Documentos de quebra de sigilo obtidos pelo UOL mostram 12 anos de movimentações suspeitas e indícios de devolução ilegal de salários nos gabinetes de Jair Bolsonaro (enquanto deputado federal), Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro. Ex-funcionários - como Natália Queiroz, Jaci dos Santos e Mariana Mota - que tiveram sigilo quebrado sacaram a maior parte do salário das contas. As investigações sobre Flávio e Carlos continuam. O presidente não pode ser investigado enquanto estiver no cargo

Assista ao VÍDEO


quarta-feira, 30 de junho de 2021

Nova denúncia: governo Bolsonaro teria pedido propina para compra de AstraZenca


"Dariam 200 milhões de doses de propina que eles queriam, com R$ 1 bilhão", afirmou representante de vendas à Folha


Mais letal que o vírus, Bolsonaro contribuiu ativamente para a disseminação da Covid-19 - Sergio LIMA© / AFP

Uma nova denúncia de desvio de verbas para a compra da vacinas atinge o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) na noite desta terça-feira (29), desta vez envolvendo a aquisição do imunizante da AstraZeneca.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresentou como representante da Davati Medial Supply afirmou ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose de cada vacina vendida em troca de fechar o contrato com o ministério, quando a empresa tentava negociar a venda de 400 milhões de doses da vacina.

"Dariam 200 milhões de doses de propina que eles queriam, com R$ 1 bilhão", afirmou Pereira ao jornal.

A cobrança da propina teria sido feita por Roberto Ferreira Dias, diretor de logística da pasta indicado ao cargo por Ricardo Barros (PP-RR), líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

"Pensa direitinho, se você quiser vender vacina no ministério tem que ser dessa forma", teria dito ele, segundo 


Caso Covaxin

O deputado federal Luis Claudio Fernandes Miranda (DEM-DF) e o irmão Luis Ricardo Fernandes Miranda, chefe da divisão de importação do ministério da Saúde, trouxeram um ingrediente explosivo para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que investiga os responsáveis pelos números exorbitantes de casos e óbitos durante a pandemia no país. 

Em depoimento aos senadores, os irmãos apontam para um suposto esquema de fraude na negociação para a compra de 20 milhões de doses do imunizante Covaxin, envolvendo o Ministério da Saúde e a empresa brasileira Precisa Medicamentos, que seria a responsável pela venda da vacina no Brasil, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. 

Edição: Leandro Melito

Fonte: Brasil de Fato


CNN Brasil

A farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos, que intermediava as negociações da vacina indiana Covaxin com o governo federal, previa faturar até US$ 200 milhões - ou R$ 1 bilhão no câmbio atual - revendendo o imunizante para clínicas privadas.

Documentos enviados à CPI da Pandemia, aos quais a CNN teve acesso, revelam as condições pelas quais a empresa intermediaria a venda de cinco milhões de doses para essas clínicas.

Assista ao VÍDEO


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