A coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD)
em entrevista ao programa Brasil Agora, na TV 247. Maria Lucia Fatorelli faz uma análise sobre o
avanço da PEC 65, que entrega o Banco Central do Brasil (BC) ao mercado
financeiro
Auditoria Cidadã da Dívida
Em entrevista à TV 247, Maria Lucia Fattorelli alerta para um dos pontos mais graves da PEC 65/2023. A alteração do ‘artigo 164’ da Constituição Federal (CF), na inserção do ‘parágrafo 2º’, que retira a vinculação do Banco Central à Administração Pública, eliminando qualquer subordinação hierárquica a órgãos ou sistemas do Estado.
Para a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), isso gera sérios problemas de constitucionalidade, pois a CF atribui à União a responsabilidade pela gestão das reservas internacionais brasileiras e da moeda nacional. Então, fica a questão: “Como uma entidade sem vínculo com o poder público poderia exercer essas funções estratégicas”?
Fatorelli destaca, ainda, que a PEC promove, na prática, a transformação do Banco Central em uma empresa pública. Diante das críticas, a proposta passou a utilizar a expressão “entidade pública de natureza especial” – uma espécie de disfarce – mas a coordenadora da ACD esclarece que essa ‘mudança de nomenclatura’ não altera sua essência, pois o Banco Central já possui natureza autárquica.
“Isso não existe em nenhum lugar do mundo”, afirma.
Aqui, você confere este trecho da entrevista
Na TV 247: Fatorelli fala sobre avanço da PEC que entrega BC
ao mercado financeiro
O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central
(SINAL-DF) publicou em suas redes um vídeo animado remetendo à fábula dos Três
Porquinhos, demonstrando os riscos por trás da PEC 65/2023.
O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (SINAL-DF) publicou em suas redes um vídeo animado remetendo à fábula dos Três Porquinhos, demonstrando os riscos por trás da PEC 65/2023. pic.twitter.com/1J3Sl0hluc
— Auditoria Cidadã da Dívida (@AuditoriaCidada) June 10, 2026
O jornalista, em entrevista à TV 247, expôs a cooperação
entre a força-tarefa da Lava Jato e as autoridades americanas. Ambas estavam
empenhadas em dar um “golpe” no Brasil, denunciou. Assista
“Eu sabia desde o início, lembrando daquela caça às bruxas
do mensalão. Estou no Brasil desde 1991, menos de 1995 a 2000. Eu lembrei do
mensalão, porque eu nunca confiei na Lava Jato. Também identifiquei que um
golpe estava em andamento desde 2013. Vimos como o New York Times estava
mudando a narrativa para enquadrar o Brasil como um ‘país de perdedores’, quase
um Estado falido, com a pior corrupção de todos os tempos. Nesse momento eu
começo a rebater. Um golpe estava chegando, tinha algo errado com a Lava Jato,
que estava trabalhando com o Departamento de Justiça, e isso nunca pode ser bom
para um país. Desde 2015 ou 2016 eu publiquei mais de 60 matérias sobre a Lava
Jato em inglês, e, principalmente, desde o início mencionando o envolvimento do
governo dos Estados Unidos”, contou.
Brian Mier denunciou os acordos de leniência com autoridades
estrangeiras. Desde os pagamentos, a mídia estrangeira não cobre mais a Lava
Jato. “Houve um blecaute na mídia anglo em 2016, quando a Corte do Distrito Sul
de Nova York multou em 3,5 bilhões de dólares a Petrobras e a Braskem. Isso
entrou na mídia, no New York Times, Washington Post e Guardian, como a maior
multa já cobrada pelo Departamento de Justiça sobre uma empresa estrangeira,
através de uma lei chamada Lei sobre Práticas de Corrupção no Exterior. Depois
daquele momento, sumiu qualquer menção aos Estados Unidos na Lava Jato. Quando
eu escrevi que existia uma parceria com o Departamento de Justiça falavam,
‘você é um teorista da conspiração’. Como? Você pode abrir no site do
Departamento de Justiça e ler que ele está falando sobre a parceria com a Lava
Jato. É um absurdo”, completou.
🇺🇸🏃🏻♂️"Sergio Moro sugeriu ao procurador que trocasse ordem de fases, cobrou agilidade, antecipou decisão, criticou e sugeriu recursos ao MP, deu broncas em 🗣️ Deltan Dallagnol como se fosse superior hierárquico dos procuradores e da Policia Federal" https://t.co/Vw9Vpy2325
— Zel Florizel🇧🇷🇵🇸🕵️Sigam a @AuditoriaCidada (@ZellFlorizel) September 15, 2021
Repórter investigativo Joaquim de Carvalho apontou todos os
furos do episódio usado por Jair Bolsonaro para fugir dos debates em 2018 e
exige a reabertura do caso
Bolsonaro levando facada e Joaquim de Carvalho (Foto:
Reprodução)
247 – O documentário "Bolsonaro
e Adélio - uma facada no coração do Brasil", feito pelo repórter
investigativo Joaquim de Carvalho, pelo cineasta Max Alvim e pelo cinegrafista
Eric Monteiro, com produção da TV 247 e financiamento coletivo de seus
assinantes e apoiadores, demonstrou todos os furos do episódio usado por Jair
Bolsonaro na disputa presidencial de 2018 para fugir dos debates e assim se
tornar presidente da República sem ser confrontado.
O filme, de uma hora e 44 minutos, demonstra, com riqueza de
detalhes, todas as inconsistências da história oficial – e mentirosa – que vem
sendo contada aos brasileiros desde então. Joaquim de Carvalho demonstra como
Adélio Bispo de Oliveira era um militante de direita, como esteve no mesmo
local em que Carlos Bolsonaro esteve dois meses antes do episódio, revela ainda
como os seguranças de Jair Bolsonaro protegeram Adélio e depois foram
promovidos e também narra como os prontuários foram escondidos e como o caso
foi usado como arma de propaganda para eleger Jair Bolsonaro.
Lançado na noite de ontem como estreia no Youtube, o filme
chegou a ter 15 mil espectadores simultâneos e já foi visto por dezenas de
milhares de internautas, recebendo fartos elogios do público pela excelência
jornalística. "O caso precisa ser reaberto e Carlos Bolsonaro deve ser
investigado", diz Joaquim de Carvalho:
Parabéns ao grande jornalista investigativo Joaquim de Carvalho por ter desmontado a maior farsa da história do Brasil. Um trabalho de excelência que é a peça jornalística mais importante de 2021 https://t.co/EkLn8duQQW
“Essa laia inominável que está no poder reduziu o Brasil que
nós conhecemos, sonhamos ou vivemos à condição de um ‘Porto Pobre’”, afirmou à
TV 247 o jornalista, que criticou a vassalagem de Bolsonaro aos EUA. Assista
Pepe Escobar (Foto: Brasil 247)
247 - O jornalista Pepe Escobar, em entrevista à
TV 247, repercutiu os comentários de que o Brasil teria ‘virado Porto Rico’, ou
seja, um território não incorporado dos Estados Unidos, na prática. Na visão do
correspondente internacional, a situação brasileira é ainda pior.
Ele chamou o país de “Porto Pobre” e ressaltou que, graças a
Jair Bolsonaro e sua equipe, a “ex-sexta maior potência econômica do mundo”
despencou para uma condição de vassalagem em relação aos EUA, país que chamou
de “Estupidistão”.
“Um monte de gente começou a me falar que o Brasil está
parecendo Porto Rico. Na verdade é ‘Porto Pobre’. Essa laia inominável que está
no poder reduziu o Brasil que nós conhecemos ou sonhamos ou vivemos à condição
de um ‘Porto Pobre’. E pior ainda: como é uma colônia do ‘Estupidistão’, é
‘Estúpio Porto Pobre’. Ou seja, é o reflexo deles, dos que estão no poder, do
‘generalito’, do capitão, do patético pinochetista. É muito triste”.
“Essa semana eu ouvi de amigos americanos, russos e alemães,
entre outros, eles estão estarrecidos com o que está acontecendo no Brasil, completamente”,
concluiu.
Em entrevista à TV 247 na manhã desta quarta-feira, o
ex-presidente Lula afirmou que “o golpe foi feito para mudar o modelo de
exploração do petróleo no Brasil” e alertou para os prejuízos da política de
preços da estatal estabelecida no governo Temer. "Nós acreditávamos que a
Petrobrás seria um passaporte para o futuro", disse "E eles
assenhoraram da Petrobras para obedecer aos acionistas de Nova York".
Assista
Ex-presidente Lula e a plataforma da Petrobrás (Foto: ABr |
Ricardo Stuckert)
247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
afirmou em entrevista àTV 247, na manhã desta
quarta-feira (24) que “o golpe foi feito para mudar o modelo de exploração do
petróleo no Brasil". Lula foi enfático: "Está chegando a hora dos
partidos de esquerda darem um basta nisso".
De acordo com o ex-presidente, "nós acreditávamos que a
Petrobrás seria um passaporte para o futuro". "E eles assenhoraram da
Petrobras para obedecer aos acionistas de Nova York. A Petrobrás virou
exportadora de óleo cru e importadora de derivados. Subordinaram ela ao mercado
internacional", disse.
Para Lula, "a verdade é que esse governo quer que o
povo se dane. O povo que precisa comprar arroz que se dane. O povo que precisa
comprar comida que se dane. Está chegando a hora dos partidos de esquerda darem
um basta nisso. Temos que brigar cada vez mais".
Lula também destacou que os altos valores de combustíveis
também se refletem nos preços dos alimentos. "As pessoas sentem o aumento
dos preços (dos alimentos)", acrescentou.
"A gasolina já aumentou 34% e o diesel 27% só em
2021. Não há sistema de transporte que suporte isso. E isso tem uma relação
direta no aumento dos alimentos. Da batata, do tomate, do arroz... As pessoas
vão no mercado e sentem. O golpe foi feito pra isso", continuou.
Lula governou o Brasil por dois mandatos, entre 2003 e 2010,
e deixou o cargo com 87% de aprovação popular – a maior já registrada na
história do Brasil. Depois da descoberta do pré-sal, Lula se tornou alvo de um
processo de "lawfare", que consiste no uso de instrumentos do Poder
Judiciário para perseguição política ou econômica.
Em abril de 2018, por decisão do ex-juiz Sérgio Moro, Lula
foi preso e permaneceu como preso político durante 580 dias. Também em 2018,
ele foi impedido de disputar as eleições presidenciais, quando as pesquisas
mostraram que ele venceria a disputa mesmo estando dentro da prisão.
Sem Lula na disputa, Jair Bolsonaro chegou ao poder e vem
implantando um choque neoliberal que coloca a Petrobrás a serviço de seus
acionistas privados, sobretudo internacionais. Isso explica por que os
combustíveis e o gás de cozinha são tão caros no Brasil.
Em entrevista à TV 247, o hacker da Lava Jato contou que
Deltan Dallagnol perguntava ao ministro do STF “o que fazer, o que pegar de
jurisprudência, como convencer um juiz do STJ”... Walter Delgatti revelou ainda
que eles investigavam a vida de ministros que julgariam casos da Lava Jato para
poder pressionar sobre as decisões. Assista
Walter Delgatti, Luís Roberto Barroso e Deltan Dallagnol
(Foto: Reprodução / STF)
247- Walter Delgatti, o hacker que acessou
aparelhos de celular de cerca de 200 autoridades, entre elas os procuradores da
Lava Jato, tendo acesso a suas conversas do Telegram, revelou em entrevista à
TV 247 nesta terça-feira (16) que o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís
Roberto Barroso era uma espécie de “conselheiro” do procurador Deltan
Dallagnol.
Questionado sobre a relação entre o ministro do STF e o
procurador, Delgatti respondeu: “Realmente, existia uma conversa entre eles bem
restrita. Uma conversa que não seria ideal para o cargo deles e o assunto era
sobre o cargo também, então seria algo imoral, antiético. Um relacionamento bem
restrito”.
“Mas orientava?”, perguntou o jornalista Joaquim de
Carvalho, que conduziu a entrevista. “Sim, orientava, era como se fosse um
conselheiro, onde ele contava o que estava acontecendo, pedia opiniões”. “O
Barroso compunha a primeira turma né, não julgava os casos da Lava Jato, então
ele (Deltan) perguntava o que fazer, o que pegar de jurisprudência, como
convencer um juiz do STJ… inclusive na época eles investigavam muito a vida de
um relator do STJ, acho que Felix Fisher”, relatou Delgatti, referindo-se ao
ministro do Superior Tribunal de Justiça (atualização: na verdade, Delgatti
confundiu-se com o então relator, ministro Ribeiro Dantas, como confirmaram novas mensagens divulgadas no dia seguinte à
entrevista).
E prosseguiu, revelando ainda ameaças e uma espécie de
dossiê contra quem podia ser eventualmente contra a Lava Jato no Judiciário:
“eles faziam uma análise de todas as decisões, do perfil, e montavam alguma
peça encurralando eles e enviavam para a PGR, na época a Raquel Dodge ou a
subprocuradora, montavam a peça, enviavam”.
De acordo com o hacker, a subprocuradora Luiza Frischeisen
era um contato dos procuradores. “Ela conseguia o que estava acontecendo lá e
vazava para eles. Os processos disciplinares dele... ela vazava antes de chegar
por meio oficial”, acrescentou.
“Então eles colocavam contra a parede, tanto no TRF4, no STJ
e no STF. Mas no TRF4 eles tinham conquistado já, difícil estava sendo no STF,
mas no STJ também”, disse ainda.
“Não me arrependo de nada”
Walter Delgatti disse não se arrepender da invasão, apesar
das consequências para sua vida pessoal, como a prisão. Ele foi preso em julho
de 2019, chegou a ser transferido para a Penitenciária da Papuda, em Brasília,
e hoje está sob prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, morando na casa
da avó.
“Eu não me arrependo de nada. Eu me sinto orgulhoso demais.
Eu contribuí e vou contribuir muito mais ainda. Eu consegui provar o que
aconteceu comigo e o que eu fiz de certa forma vai ajudar muitas pessoas. A
sensação que eu tive quando eu consegui fazer isso é algo inexplicável. Eu sou
alguém”.
Delação premiada
Delgatti contou também que as autoridades fizeram forte
pressão para que ele fizesse acordo de delação premiada, tanto para que ele
próprio fosse solto quanto para libertar seus dois amigos - que nada têm a ver
com a invasão, segundo ele, mas também viraram alvo. “‘Se você não fizer o
acordo de delação você não vai sair’, o delegado dizia para mim. Toda hora eu
sofria esse tipo de pressão psicológica”.
“Eles não falavam de forma expressa, mas davam a entender
que eu precisava falar do Glenn [Greenwald] ou de alguém ligado ao Lula ou que
entregasse o montante [de dinheiro]. Mas eu não tinha recebido nada por isso (a
invasão) e eles colocaram um grampo na minha cela”, acrescentou.
Traidor de Lula
O ‘hacker de Araraquara’ revelou também que soube, pelas conversas, que o ex-presidente
Lula foi traído por uma pessoa próxima. Questionado se era uma pessoa que
fazia parte do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, respondeu
positivamente. E informou que foi uma ação - e não uma mensagem, ou declaração
- dessa pessoa que “acabou ajudando a Lava Jato e prejudicando Lula”.
Pesquisa Exame/Ideia apontou que a aprovação de Jair
Bolsonaro está em 27%, quase 20 pontos percentuais abaixo de sua desaprovação
(44%)
247- Com o ritmo lento de vacinação e sem uma
definição clara se o auxílio emergencial irá voltar, a aprovação de Jair
Bolsonaro está em 27%, de acordo com pesquisa Exame/Ideia feita entre os dias 9 e 11 de
fevereiro.
O percentual indica uma ligeira queda desde a última
pesquisa da revista, no fim de janeiro, quando estava em 29%. A oscilação ficou
dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais, sendo
considerada estável.
De acordo com o novo levantamento, a desaprovação de
Bolsonaro passou de 42% para 44%. Aqueles que nem aprovam nem desaprovam eram
24% na última pesquisa, e agora somam 26%. Ao todo, 3% não souberam responder
na pesquisa atual.
A jornalista Laís Gouveia apresenta pesquisa que aponta: 73%
querem mais velocidade na aplicação das vacinas contra Covid-19 e 65% dos
brasileiros avaliam que aplicação da vacina contra a Covid-19 está atrasada.
Avaliação do governo Bolsonaro continua a cair e agora tem apenas 27% de
aprovação, segundo instituto Ideia.
O jurista listou os diversos crimes cometidos pela
força-tarefa da Operação Lava Jato, e disse que a consequência natural do
processo, com as revelações da parcialidade por parte de Moro e Dallagnol, é a
indenização a favor do ex-presidente. Assista
(Foto: Reprodução | ABr)
247 - O jurista Marcelo Uchôa explicou à TV 247
a tese de que o ex-presidente Lula deve ser indenizado pelos imensos prejuízos
que lhe foram acarretados em decorrência das injustiças cometidas pela Operação
Lava Jato.
“Cabe a ele inclusive o direito de processar por denunciação
caluniosa. Houve também improbidade administrativa, corrupção ativa,
prevaricação, organização criminosa, abuso de autoridade…”, lista Uchoa.
Para o jurista, a indenização deve seguir naturalmente: “A
indenização é uma consequência natural. Não foi um procurador que agiu de forma
culposa, mas sim dolosa para condenar um inocente”, diz.
No entanto, os prejuízos foram tantos que mensurá-los não
seria uma tarefa fácil: “Agora, difícil é mensurar o dano economicamente porque
os prejuízos acarretados ao ex-presidente Lula foram imensos”, conclui o
jurista.
Fiquei na dúvida se o Dallagnol só revisava, se era co-autor ou parceiro oculto do projeto do filho da Mirian Leitão. É tanta esculhambação q me reservo ao direito de acreditar em qq coisa. Se for só revisão já presume a promiscuidade na troca de favores. https://t.co/R11kEJzPr4
A "lava jato" de Curitiba deve ter seus trabalhos
prorrogados até o final do ano que vem. Mas não mais sob a direção artística de
qualquer "força tarefa" — nome fantasia de órgão que não existe no
organograma do Ministério Público Federal. O papel, com novos atores, será do
Gaeco — Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério
Público Federal no Paraná (Gaeco/MPF/PR).
A ideia de institucionalizar o combate à corrupção em todas
as frentes poderá ser adotada em outros estados. Os Gaecos existem há 25 anos
nos Ministérios Públicos estaduais. No âmbito federal, existem há seis anos,
mas a implementação nos primeiros estados só aconteceu na gestão de Aras. O Rio
de Janeiro, por exemplo, ainda não fez essa opção.
O personalismo e a distribuição dirigida de processos, em São Paulo, teve
outra solução. A procuradora Viviane Martinez, encarregada de rever o sistema,
estancou os vícios detectados, retirando da autoapelidada "força
tarefa" os casos que nada tinham a ver com o processo relacionado à
Petrobras.
Segundo um procurador, a preocupação da PGR é preservar a
legitimidade do combate aos crimes de colarinho branco. A desmoralização de
protagonistas e de seus métodos, argumenta, não pode comprometer o papel da
instituição. Com a entrada dos Gaecos em cena, o que parecia ser projeto
pessoal de algumas pessoas, passa a ser uma ação oficial do MPF, fiscalizada e
controlada.
O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, concentrou a
ações da força-tarefa da Lava Jato no Grupo de Atuação Especial de Combate ao
Crime Organizado (Gaeco), do MPF. Medida ocorre após uma série de ilegalidades
cometidas pelos procuradores liderados por Deltan Dallagnol, reveladas pela
Vaza Jato.
O jornalista Leonardo Attuch comenta a polêmica com Pepe
Escobar, durante transmissão na TV 247
Quem assistiu à análise
geopolítica do correspondente Pepe Escobar, transmitida nesta quinta-feira
23 pela TV 247, pode ter se surpreendido com uma incomum exaltação nos trinta
minutos finais. O motivo: a polêmica sobre o caso Banestado, escândalo ocorrido
no início deste século, sobre um esquema de evasão de divisas que envolvia
doleiros e uma instituição financeira que pertenceu ao governo do Paraná e foi
posteriormente vendida para o banco Itaú.
A pedido de alguns leitores, Pepe comentou sua coluna publicada no dia de hoje, no site Asia Times,
que trata do caso e termina com uma pergunta: "O que nos leva à
questão-chave final: o que Lula fará sobre isso?". A indagação leva a crer
que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria abraçar e repercutir
artigos que vêm sendo publicados por um site sensacionalista, sediado na Suíça.
A discussão teve início quando o questionei sobre o que
caberia ao ex-presidente fazer. Por coincidência, há exatos 17 anos, eu mesmo
publiquei, como reportagem de capa da revista Istoé Dinheiro, uma
matéria sobre os mapas da evasão de divisas e lavagem de dinheiro do caso
Banestado. A reportagem citava a chamada "Conta Tucano", que
supostamente teria sido usada pelo PSDB em suas campanhas eleitorais. Um dia
depois, o portal Conjur repercutiu esta reportagem e logo em seguida
foi instalada uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso
Nacional. O relatório final foi apresentado em dezembro de 2014 e pediu o indiciamento de 91 pessoas, incluindo um ex-presidente do
Banco Central, Gustavo Franco, que havia liberado as chamadas contas CC-5.
Paralelamente à CPMI, a Polícia Federal desencadeou a
Operação Farol da Colina, que prendeu dezenas de doleiros, incluindo o
protagonista da Lava Jato, Alberto Yousseff. Como o responsável pelo caso foi o
ex-juiz Sergio Moro, tudo indica que a Farol da Colina foi uma espécie de
laboratório para a Lava Jato, onde foram testados os métodos posteriormente utilizados,
como as delações premiadas.
Quase duas décadas depois disso, o site suíço passou a
alegar ter tido acesso a uma suposta "lista vip" do caso Banestado,
com nomes de personagens que teriam sido poupados pela CPMI, em troca de
proteção ou de vantagens indevidas. A tática é alardear aos quatro ventos há a
suposta "lista vip", sem, no entanto, publicá-la. Quem, por
curiosidade, visita a fonte do suposto escândalo ali encontra apenas três PDFs
antigos, que em nada se assemelham a uma "lista vip". No entanto,
aqueles jornalistas que não repercutem a não-denúncia são acusados de
engavetá-la para proteger o sistema. Esta é a armadilha. Todos são podres,
exceto o site que implora por uma repercussão que nunca chega. E se até alguns
aliados do ex-presidente Lula não compram a tese, logo são rotulados como
traidores da causa, que teria apenas um verdadeiro defensor: o sensacionalista
suíço.
Sendo então uma armadilha, significa que tropecei e caí
nela? Talvez sim, talvez não. Por respeito aos telespectadores, pedi que Pepe
Escobar comentasse sua coluna. Se não o fizesse, seria acusado de esconder o
caso. E se não o questionasse, estaria dando vazão a uma tese sensacionalista.
Na live desta quinta-feira, minha exasperação se deveu única e exclusivamente
ao fato de ver um amigo embarcar num trem que não vai sair da estação porque
não há carvão nem maquinista.
Ainda assim, admito a hipótese de eventualmente estar errado
e reforço o desafio público lançado ao vivo. Caso algum jornalista sério
publique uma reportagem com começo, meio e fim, indicando os nomes que integram
a tal "lista vip", e abrindo espaço para o outro lado, terão todo o
espaço para publicá-la no 247. Só não me cobrem repercussão de algo que não foi
publicado nem pelos pretensos apuradores dessa história. Reitero: o que há nos
três PDFs é apenas uma relação aleatória de nomes, sem grande relevância
jornalística. Café requentado à procura de cliques e de falsas polêmicas.
Quem tiver interesse em saber mais, pode conferir nos trinta
minutos finais deste vídeo:
No Twitter
La Policía usó granadas de destello para expulsar a los manifestantes de las inmediaciones de un tribunal federal y del Centro de Justicia de Portland durante una protesta contra el racismo pic.twitter.com/vwtlYz851f
Varios agentes dispararon balas de goma y lanzaron gases lacrimógenos para dispersar a los manifestantes que protestaron en Portland contra el racismo y la brutalidad policial el 19 de julio pic.twitter.com/GrNQtjB2Uk
247 - O jornalista Pepe Escobar conversou com a TV 247 sobre
o ato do Facebook de banir de seu território virtual contas ligadas a Jair
Bolsonaro e ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump que disseminavam fake
news.
Segundo apuração própria, o jornalista afirmou que tal
decisão foi uma ordem do deep state, que luta contra Trump e, consequentemente,
contra Bolsonaro. “É uma ordem que veio direto do deep state porque vai em cima
justamente dos oponentes do deep state, ou seja, todo o esquema Trump, todo o
esquema Bolsonaro. O Zuckerberg e o Facebook fazem parte do deep state, e eles
estavam começando a ficar extremamente irritados com a proeminência dessas
redes de fake news. Então veio uma ordem direta para o Facebook, e quando eu
digo direta vem basicamente a CIA e facções do deep state, e isso vai acelerar
cada vez mais. O Facebook é uma arma do deep state”.
Pepe Escobar ainda descartou um movimento do Facebook na
mesma intensidade contra sites e contas de esquerda. “Na linha de prioridades
do deep state só existe uma prioridade: descartar o Trump. Ou seja, tudo o que
está ligado em redes sociais a difusão Trump eles vão cair em cima, acho que
isso foi até o aperitivo, vai vir mais depois”.
O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira
(7) que foi infectado pelo novo coronavírus, tema classificado por ele
anteriormente como uma "gripezinha". Para especialistas, há uma
pergunta: o mandatário mudará as suas ações após pegar a doença que já infectou
mais de 1,6 milhão de brasileiros?
Após ter realizado três testes em março, depois de uma viagem oficial aos
Estados Unidos na qual vários integrantes acabaram testando positivo para a
COVID-19, Bolsonaro voltou a se sentir mal no fim de semana, e o quadro de
febre na segunda-feira (6) o fez ir ao hospital para exames e para um novo teste.
Dentre as repercussões, uma chamou a atenção: o ex-ministro
da Saúde Luiz Henrique Mandetta, demitido por Bolsonaro por discordar
frontalmente das pressões contrárias ao distanciamento social, declarou
que o presidente deveria refletir neste momento.
Em entrevista à Sputnik Brasil, o cientista político e
professor da Universidade Veiga de Almeida, Guilherme Carvalhido, avaliou que é
provável que Bolsonaro perceba que vive hoje uma contradição, considerando que
está com a COVID-19 e o seu discurso que rejeitava o isolamento social e o uso
de máscaras. Ele acha que um recuo já pode ser visto.
"Como ele foi contaminado há pouco tempo, a gente
tem que saber quais serão as consequências para a saúde do presidente [...] acredito
que isso fará com o discurso dele se torne o quê? Muito mais ameno e
contraponha aquilo que ele dizia lá no início [...] mesmo que a saúde dele não
seja tão afetada de forma significativa, ele terá que contrapor no seu discurso
inicial de que ele estava ali equivocado, que o discurso inicial dele de que a
pandemia não era grave não era correto, como nós já sabíamos", afirmou.
Contudo, nem todos acreditam que Bolsonaro voltará atrás. Em
suas declarações também nesta terça-feira (7), o presidente não indicou recuos.
Pregou que idosos e pessoas com comorbidade tomem mais cuidado. Sobre os
jovens, garantiu que "possibilidade de algo mais grave é próximo de
zero", algo que as estatísticas não dão sustentação.
Jair Bolsonaro come cachorro quente em Brasília durante
pandemia de coronavírus. Foto de 23 de maio de 2020.
O mandatário brasileiro ainda reforçou que está tomando
hidroxicloroquina, medicamento eficaz para doenças como malária, lúpus e
artrite, mas que já foi descartado pela comunidade científica dentro e
fora do Brasil como útil para tratar a COVID-19. A insistência de Bolsonaro é
uma mostra de como ele pensa, segundo o cientista político e professor da
Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rodrigo Prando.
"Acredito que o presidente sempre está
ideologicamente muito convicto da sua visão de mundo e nem mesmo a doença o
fará mudar. Até porque ele deu uma entrevista não faz muito tempo e nela já deixou
claro que se tratou com a hidroxicloroquina, e disse que usando no início da
doença é 100% comprovado que não há o desenvolvimento de sintomas piores, o que
cientificamente não é correto. Se ele segue receitando um remédio que não tem a
sua eficácia comprovada, é pouco provável que ele vá mudar a sua postura em
relação à doença", ponderou.
Negacionismo em xeque
Depois de ver muitos assessores e ministros próximos
contraírem a COVID-19, muito se debateu sobre Bolsonaro ter sido ou não
infectado pela doença. Após os exames feitos em março darem negativo, o
presidente manteve o seu discurso favorável à flexibilização do distanciamento em prol da economia,
mesmo com a doença em aceleração no país.
Tal negacionismo do que vinha sendo indicado pela comunidade
médica e científica para lidar com o novo coronavírus colocou Bolsonaro em rota
de colisão com governadores e prefeitos. A dúvida é se, diante da sua infecção,
o presidente irá também recuar no negacionismo de raízes contrárias ao que
defende a ciência.
Para Guilherme Carvalhido, a perspectiva é que Bolsonaro dê
um passo atrás, sobretudo pela impressão dada à sociedade civil de que o
presidente se sentia imune à COVID-19, já que tentava não usar máscaras sempre
que possível e não fugia de aglomerações – às vezes, ele acabava provocando-as
em suas saídas do Palácio do Planalto.
"Ora bolas, ele estava ali mesmo sem saber que
estava com a COVID-19, sem a proteção necessária, então ele estava sendo o quê?
Infelizmente, foi irresponsável do ponto de vista social das suas atitudes,
visto que até mesmo ele poderia [ser infectado]. Isso não há dúvida que
reduzirá fortemente a questão negacionista", arriscou ele.
O cientista político e professor da Universidade Veiga de
Almeida ainda argumentou que o mandatário brasileiro tem hoje duas saídas
políticas: o silêncio ou a retratação. E pelo que ele chama de "lógica do
bolsonarismo", há um bom palpite do que deverá acontecer em Brasília.
"O silêncio eu acho que será o que mais ele vai adotar,
pela posição dele é mais fácil isso. Ou ele vai admitir o equívoco em relação à
sua posição inicial. Pelo meu entender, pela lógica política do que a gente
chama de bolsonarismo e pela própria figura do presidente, ele tenderá a ficar
em silêncio, mas não seria negativo ou ruim ele admitir a posição inicial como
equivocada", destacou.
Presidente Jair Bolsonaro acena para apoiadores durante
visita ao hospital de campanha em obras em Águas Lindas, em Goiás
Por sua vez, Rodrigo Prando buscou em um dos grandes
teóricos da sociologia, o alemão Max Weber, para explicar que Bolsonaro
possivelmente não está preocupado em mudar o seu discurso sobre o novo
coronavírus, mesmo diante da sua infecção. As convicções ideológicas seriam
mais importantes para o presidente, de acordo com ele.
"Tem um autor na sociologia que eu sempre uso
para os meus alunos nas aulas que é o Max Weber. Ele diz que todo aquele que
atua dentro da ética da convicção não está preocupado com o resultado das suas
ações, mas em apenas reafirmar as convicções dos seus valores e não se preocupa
com o resultado prático disso. O presidente Bolsonaro é aquele que se enquadra
exatamente dentro dessa visão weberiana de uma ética da convicção",
sentenciou.
O cientista político e professor da Universidade
Presbiteriana Mackenzie assinalou ainda que não vê o fim do negacionismo no
governo Bolsonaro, sendo uma prova disso o fato do próprio político estar
ingerindo a hidroxicloroquina, droga que pode gerar arritmia cardíaca em
pacientes portadores da COVID-19.
"Não acredito que seja o fim do negacionismo. Ele vai
dizer provavelmente que não sentiu muita coisa, que os sintomas foram brandos e
certamente fará isso associado à ideia do uso da hidroxicloroquina, até porque
já se sabe que o Exército já produziu uma quantidade enorme em seus
laboratórios", destacou.
Em um ponto os dois especialistas ouvidos pela Sputnik
Brasil concordam fielmente. "Se ele continuar a insistir [em negar], a realidade baterá à porta", finalizou Guilherme
Carvalhido.
O jornalista Leonardo Attuch comenta o diagnóstico de Jair
Bolsonaro, que mais se parece com uma operação de propaganda em defesa da
cloroquina
No Twitter
Bolsonaro diz estar tomado cloroquina contra a Covid19. Nos EUA, o presidente estaria violando as normas da FDA, que é agência governamental responsável pela regulamentação de medicamentos (link abaixo). A OMS tampouco recomenda o uso deste remédio https://t.co/uJQqXXt6t2
— Guga Chacra 🇧🇷🇺🇸🇱🇧🇮🇹🇦🇷 (@gugachacra) July 7, 2020
— Jota Camelo Lula da Silva (@ojotacamelo) July 7, 2020
Na sessão online de hoje à tarde na Câmara afirmo não ter qualquer esperança de que a doença tornará o presidente Jair Bolsonaro uma pessoa mais humana e melhor. Pelo contrário. Confira e compartilhe! pic.twitter.com/g3w9XjiqW7